Paraguai rejeita imposição de ideologia de gênero e homossexualidade aos jovens

ASSUNÇÃO,
18 Nov. 10 / 11:53 am (ACI).- A Câmara de Deputados do Paraguai decidiu rejeitar a
“Convenção Ibero-americana de Direitos dos Jovens”, um documento que
obriga os estados que o ratificam a promover a saúde sexual e reprodutiva, a
ideologia de gênero e a “livre orientação sexual”.

Com o voto de 50 deputados e enfrentando pressões de organismos internacionais
como a ONU, rechaçou-se o documento que propõe, entre outras coisas, que os
jovens têm o direito à “saúde sexual e reprodutiva”, um eufemismo que
engloba o livre acesso à anticoncepção e ao aborto.

O texto inclui a “orientação sexual” como um critério de
não-discriminação, sem especificar o que se entende por este termo. O lobby
homossexual apoiou o documento desde sua redação na cidade de Badajoz (Espanha)
onde foi assinado em outubro de 2005. Agora estes grupos procuram sua
ratificação nos países obtendo pouquíssimo êxito.

Em declarações à  agência ACI
Prensa, Cristian Kriskovich, assessor da Federação de Associações pela Vida e a Família (FEDAVIDA) do
Paraguai, explicou que o rechaço à polêmica convenção é “produto da
compreensão de parte de nossos deputados dos perigos que este instrumento
representa para nossa tradição jurídica, nossos jovens e famílias”.

Kriskovich explicou que com esta medida “deixou-se em evidência que
reduzir a maioria de idade aos 15 anos e estabelecer a ‘opção ou orientação
sexual’ como direito humano e objeto de não discriminação, assim como a
‘confidencialidade’, atentam contra nosso sistema jurídico, tradição e cultura
paraguaias. Esperemos que a Câmara de Senadores siga o mesmo caminho”.

O diretor para a América Latina do Population Research Institute (PRI), Carlos
Pólo, assinalou à ACI Prensa que “em vez de discutir estes temas
abertamente, os organizadores espanhóis (da convenção) favoreceram as ações
escuras de alguns lobbies. Cada dia é mais evidente que evitam um debate
público porque sabem que provocariam este rechaço popular como acaba de
acontecer no Paraguai”.

“Até agora esta Convenção alcançou poucas ratificações logo depois de sua
assinatura em 2005. Nesses poucos países não houve nenhum debate público. As
organizações da sociedade civil deveriam exigir uma revisão completa desta
Convenção para que responda aos genuínos interesses dos jovens e se sancione o
uso de mutretas antidemocráticas para introduzir contrabando ideológico”,
concluiu.

Compartilhe!

    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
    Adicionar a favoritos link permanente.