Papa sobre sua viagem a Mianmar e Bangladesh: Nos rostos dos jovens vi o futuro da Ásia

Segundo o ACI (06/12/2017), a catequese do Papa Francisco na Audiência Geral na manhã de hoje, foi dedicada à sua recente viagem apostólica a Mianmar e Bangladesh, entre os dias 25 de novembro e 2 de dezembro.

Como de costume, depois de cada viagem internacional, o Pontífice fez um balanço da visita apostólica a estes dois países da Ásia e revisou os momentos mais importantes.

Mianmar

“Nos rostos daqueles jovens vi o futuro da Ásia: um futuro que não será de quem constrói armas, mas de quem semeia fraternidade”, disse o Papa ao falar do primeiro país que visitou.

Francisco recordou que esta foi a primeira vez que um Papa visitava Mianmar, algo possível graças “às relações diplomáticas estabelecidas entre este país e a Santa Sé”.

“Quis expressar a proximidade de Cristo e da Igreja a um povo que sofreu por causa de conflitos e repressões, e que agora está lentamente caminhando rumo a uma nova condição de paz e liberdade”.

O Papa também recordou que é um país no qual “a religião budista está fortemente enraizada, com seus princípios espirituais e éticos, os cristãos estão presentes como pequeno rebanho e fermento do Reino de Deus”, os quais ele “confirmou na fé”.

Francisco mencionou as duas Missas que presidiu em Mianmar. A primeira em Yangun, e a segunda dedicada aos jovens: “um sinal de esperança e um presente especial da Virgem Maria, na catedral dedicada a ela”.

Além disso, contou que naquele dia abençoou as primeiras pedras das 16 igrejas, do seminário e da nunciatura.

Também destacou a importância das suas reuniões com as autoridades políticas do país para “os esforços de pacificação e auspiciando que todos os membros da nação, ninguém excluído, possam cooperar neste processo no respeito recíproco”.

Sobre o seu encontro com comunidades religiosas, manifestou “a confiança de que cristãos e budistas possam juntos ajudar as pessoas a amar Deus e o próximo, rejeitando toda violência e opondo-se ao mal com o bem”.

Bangladesh

Depois de Mianmar, ele viajou a Bangladesh, cujo país tem uma população maiormente muçulmana, de modo que a sua visita “marcou um passo ulterior em favor do respeito e do diálogo entre o cristianismo e o islamismo”.

Francisco expressou em particular “a solidariedade ao país em seu empenho em socorrer os refugiados rohingya, que confluíram em massa ao território bengalês, onde a densidade da população já é uma das mais altas do mundo”.

O Bispo de Roma também mencionou a missa em Daca, na qual ordenou 16 sacerdotes, “um dos eventos mais significativos e alegres durante a sua viagem”.

Por outro lado, “incentivaram os bispos do país no seu trabalho generoso pelas famílias, pelos pobres, pela educação, o diálogo e a paz social”.

“Em Daca, vivemos um grande momento de diálogo inter-religioso e ecumênico no qual sublinhei a importância da abertura do coração como base para a cultura do encontro, da harmonia e da paz”.

Além disso, mencionou a sua visita à Casa Madre Teresa das Missionárias da Caridade, “onde a santa permaneceu quando estava em Daca e que acolhe inúmeros órfãos e pessoas com deficiência. Onde as irmãs vivem todos os dias a oração de adoração e o serviço a Cristo pobre e que sofre”.

Finalmente, o encontro com jovens “rico de testemunhos, cantos e danças”. “Uma celebração que manifestou a alegria do evangelho acolhido por essa cultura; uma alegria fecundada pelos sacrifícios de tantos missionários, de tantos catequistas e sacerdotes cristãos”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/papa-sobre-sua-viagem-a-mianmar-e-bangladesh-nos-rostos-dos-jovens-vi-o-futuro-da-asia-18188/

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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