Papa pede ao mundo “autêntico espírito de paz”

E aos
cristãos, que não cedam ao desânimo nem à resignação

CIDADE DO
VATICANO, sábado, 1º de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Em um mundo no qual os cristãos continuam
sendo vítimas de ataques sanguinários, o Papa Bento XVI pediu um
“autêntico espírito de paz” e a coragem de enfrentar as dificuldades.

Esta foi
sua mensagem durante a homilia que presidiu na Basílica Vaticana hoje,
solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz, recordando que
esta última já se tornou uma “tradição consolidada” na Igreja.

“É bom
iniciar um novo caminhar andando com decisão em direção à paz”, afirmou o
Papa, querendo recolher “o grito de tantos homens, mulheres, crianças e
idosos, vítimas da guerra, que é o rosto mais horrível e violento da
história”.

“Diante
dos trágicos acontecimentos que marcam a história, diante das lógicas de guerra
que infelizmente ainda não foram superadas, somente Deus pode tocar o coração
humano e assegurar esperança e paz à humanidade”, constatou o Papa.

A paz,
sublinhou, “tem suas raízes no mistério de Cristo”, mas é também
“um valor humano a ser realizado no campo social e político”.

Neste
contexto, a humanidade “não se pode mostrar resignada à força negativa do
egoísmo e da violência, não se pode habituar a conflitos que provocam vítimas e
põem em risco o futuro dos povos”. 

“Diante
das ameaçadoras tensões do momento, diante especialmente das discriminações,
arbitrariedades e intolerâncias religiosas, que hoje agridem particularmente os
cristãos, mais uma vez renovo o convite para que não cedam ao desânimo e à
resignação”, declarou o Pontífice, exortando todos a rezarem para que
“cheguem a bom fim os esforços realizados em toda parte para promover e
construir a paz no mundo”.

Para levar
a cabo esta “difícil tarefa”, acrescentou, “não bastam
palavras”, senão que é necessário “o empenho concreto e constante dos
responsáveis das nações, mas é sobretudo necessário que cada pessoa esteja
animada pelo autêntico espírito da paz”.

O exemplo
de Maria

Bento XVI prosseguiu sua homilia recordando que este Dia Mundial da Paz,
comemorado cada ano desde 1968 em nome da Mãe de Deus, manifesta que esta paz,
que é “dom messiânico por excelência”, chegou por meio de Maria.

Maria,
afirmou o Papa, “é verdadeira Mãe de Deus, precisamente em virtude da sua
total relação a Cristo. Portanto, glorificando o Filho, honra-se a Mãe e,
honrando a Mãe, glorifica-se o Filho”. 

O título de
“Mãe de Deus” celebrado pela liturgia “põe em relevo, sublinha a
missão única da Virgem Santa na história da salvação: missão que está na base
do culto e da devoção que o povo cristão lhe reserva”. 

“De
fato, Maria não recebeu o dom de Deus só para si, mas para levá-lo ao mundo: na
sua virgindade fecunda, Deus deu aos homens os bens da salvação eterna”; e
Ela “oferece continuamente sua mediação ao Povo de Deus que peregrina na
história, rumo à eternidade, como antes a ofereceu aos pastores de Belém”. 

“Ela,
que deu a vida terrena o Filho de Deus, continua dando aos homens a vida
divina, que é Jesus Cristo e seu Santo Espírito. Por isso, é considerada a Mãe
de todo homem que nasce para a Graça e, ao mesmo tempo, é invocada como Mãe da
Igreja”, concluiu o Papa.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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