Papa Francisco: Olhemos a cruz, onde Jesus tomou nossos pecados para nos salvar

Segundo o ACI Digital (13/03/2017), o Papa Francisco visitou ontem a paróquia italiana de Santa Madalena de Canossa, onde exortou os fiéis a contemplar a cruz, porque nela Cristo tomou os pecados dos homens para salvá-los e levá-los à vida eterna.

O Santo Padre chegou a esta paróquia localizada na periferia norte de Roma por volta das 16h (hora local), onde se encontrou com crianças e jovens da catequese e estes lhe entregaram algumas cartas. Também saudou os pais dos bebês que foram batizados durante o ano, assim como os idosos, doentes e os agentes pastorais.

Em seguida, o Pontífice se dirigiu à igreja para celebrar a Eucaristia e refletir sobre a passagem evangélica da Transfiguração do Senhor.

Em uma homilia improvisada, o Santo Padre indicou que Jesus se transfigurou duas vezes. A primeira foi no Monte Tabor e a segunda foi depois de sua ressurreição, com “o mesmo rosto luminoso, brilhante”.

Entretanto, “entre esta transfiguração tão bonita e a ressurreição haverá outro rosto de Jesus” causado pela paixão e pela crucificação. “O seu rosto não estava tão bonito, ficou com um rosto feio, desfigurado, torturado, desprezado, ensanguentado pela coroa de espinhos. O corpo de Jesus será como uma coisa para descartar”, assinalou.

“Duas transfigurações e, no meio, Jesus crucificado, a cruz. Devemos olhar mais para a Cruz”, convidou o Papa.

Francisco disse que na cruz de Cristo, o Filho amado de Deus, Deus mesmo e em quem o Pai se compraz, “foi destruído para nos salvar; e para usar uma palavra forte, talvez uma das palavras mais fortes do Novo Testamento, usada por Paulo: Tornou-se pecado. E o pecado é a coisa mais feia. O pecado é uma ofensa a Deus, uma bofetada em Deus e dizer a Deus: ‘Você não me importa’”.

“Jesus se fez pecado, se humilhou até lá (na cruz). E a fim de preparar os discípulos para que não se escandalizassem de vê-lo na cruz, fez a transfiguração”, explicou. “Quando somos perdoados (na confissão), sentimos que somos perdoados porque Ele tomou este pecado na paixão. Ele se fez pecado”, insistiu.

O Pontífice assinalou que “este é o caminho em direção à Páscoa, à ressurreição”, seguros de que “essa transfiguração irá adiante”. “Olha para este rosto, tão luminoso, tão bonito, que será o mesmo na ressurreição e o mesmo que encontraremos no céu, e também olha para este outro rosto que se fez pecado. Pagou assim por todos nós. Jesus se fez pecado (…) Tomou sobre Ele os nossos pecados. Pensemos sobre isso”, exortou.

“Quanto amor, quanto amor, e também pensemos na beleza do rosto transfigurado de Jesus que encontraremos no céu”, expressou.

O Santo Padre assinalou: “Esta contemplação dos dois rostos de Jesus, aquele transfigurado e aquele que se fez pecado”, encoraja os fiéis “ir para a frente no caminho da vida, no caminho da vida cristã”.

“Encoraja-nos a pedir perdão pelos nossos pecados, a não pecar mais. Encoraja-nos, sobretudo, a ter confiança, porque se Ele se fez pecado é porque tomou sobre Si os nossos pecados. E Ele está sempre disposto a nos perdoar; somente, devemos pedir”, assegurou.

Depois da Missa, o Santo Padre recebeu as palavras de agradecimento do pároco local e, em seguida, voltou para o Vaticano.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-olhemos-a-cruz-onde-jesus-tomou-nossos-pecados-para-nos-salvar-10672/

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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