Papa Francisco e a Renovação Carismática Católica (RCC)

rccDesde que o Espírito Santo suscitou na Igreja a RCC, na década de 60, ela não parou de se espalhar pelo mundo todo como uma corrente de graça renovadora no Espírito Santo. O mundo atual precisava disso para enfrentar a onda de ateísmo, laicismo anticatólico e imoralidades de toda espécie que o mundo moderno abraça.

Todos os papas, desde Paulo VI a apoiaram. Paulo VI se referiu a ela como “uma chance para a Igreja”, ao receber pela primeira vez no Vaticano um grupo de carismáticos.

Na “Conferência Internacional da Renovação Carismática”, na Itália, em outubro de 1998, São João Paulo II, disse:

“A Renovação Carismática Católica tem ajudado muitos cristãos a redescobrirem a presença e o poder do Espírito Santo em suas vidas, na vida da Igreja e do mundo; e esta redescoberta tem levantado neles uma fé em Cristo cheia de alegria, um grande amor pela Igreja e uma generosa dedicação a sua missão evangelizadora”.

Bento XVI já aprovava a RCC quando era cardeal:

“Certamente [a Renovação no Espírito] trata-se de uma esperança, de um positivo sinal dos tempos, de um dom de Deus para a nossa época. È a redescoberta da alegria e da riqueza da oração contra a teoria e práxis sempre mais enrijecidas e ressecadas no tradicionalismo secularizado. Eu mesmo constatei pessoalmente a sua eficácia em Munique…”. (Vittorio Messori, J. Ratzinger, A Fé em Crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. E.P.U, São Paulo, 1985, pg. 117-118)

Várias vezes o Papa Francisco já teve a oportunidade de falar da RCC com apreço e consideração. Já no mesmo dia em que foi eleito, abaixou a cabeça na sacada da Basílica de São Pedro e pediu ao povo que rezasse por ele, um gesto típico da RCC.

Falando aos padres no Retiro dos Padres em Roma (12/6/2015), ele disse que:

“Nós não somos proprietários da graça, mas dispensadores da graça. Como parte dessa corrente de graça que é a RCC, Façam “Seminários de Vida no Espírito” em vossas paróquias, para que todos recebam o batismo no Espírito. Promovam catequeses para que todos tenham um encontro pessoal com Jesus. Eu não gostava da RCC, mas o tempo passou e eu descobri o quanto eu estava errado. A RCC é uma graça! Deixem os leigos trabalharem, mas não clericalizem os leigos.”

O Papa convida, então, os padres de toda a Igreja a participarem da RCC, promovendo os “Seminários de Vida no Espírito”, e enaltece a importância do “batismo no Espírito Santo”, que não é um novo Batismo; mas a renovação espiritual da pessoa no Espírito Santo. Como ele disse: é um “encontro pessoal com Jesus”.

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Os papas falam sobre a Renovação Carismática – Parte I

No dia 3 de julho de 2015, falando a cerca de 30 mil membros da Renovação Carismática, o Papa Francisco, na Praça São Pedro, em Roma, disse:

“Ninguém faz parte da Renovação, mas ela faz parte de nós, com o pacto de que aceitemos a graça que nos oferece”.

Depois de ouvir os diversos testemunhos e experiências, de alguns membros da Renovação Carismática, o Papa recordou, inicialmente, as palavras do cardeal Léon-Joseph Suenens, grande promotor, protetor e incentivador da Renovação Carismática desde o seu início, que a definiu como “fluxo de graça”.

E o Papa disse que “foi um grande erro chamar a Renovação Carismática como um Movimento, porque ela não tem um fundador, mas inclui uma grande variedade de realidades”. E acrescentou:

“É uma corrente de graças, um sopro renovado do Espírito a todos os membros da Igreja, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos. É um desafio para todos nós. Esta obra soberana do Espírito suscitou homens e mulheres renovados, depois de terem recebido a graça no Batismo, no Espírito, deram vida a associações, comunidades ecumênicas, escolas de formação e de evangelização, congregações religiosas, comunidade de ajuda aos pobres e necessitados”.

As comunidades nascidas da RCC, como o Shalom, a Canção Nova, Obra de Maria, Pantokrator, Palavra Viva, Arca da Aliança… e tantas outras, que já são mais de 500 só no Brasil, são uma poderosíssima força de evangelização no Brasil e no mundo, com seus filhos capacitando-se cada vez mais na teologia e em outras ciências. Não é à toa que no Pentecostes de 1998 o Papa São João Paulo II se referiu a elas como sendo “a resposta do Espírito Santo para o novo milênio”.

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A RCC tem trazido muitos católicos de volta para a Igreja, especialmente pelos milhares de grupos de oração em todo mundo, bem como pelos mega eventos de evangelização que realiza nos ginásios de campos de futebol.

A RCC é baseada principalmente na Palavra de Deus, na força dos Sacramentos, na doutrina da Igreja aprendidas no Catecismo da Igreja; na união à sagrada Hierarquia; na oração pessoal e comunitária (Terço, adoração e bênção do Santíssimo Sacramento, cânticos de louvor, adoração, reparação, intercessão…), no jejum, na esmola e na caridade.

Ela foi reconhecida pelo “Conselho Pontifício para os Leigos”, da Santa Sé, e atualmente são mais de cem milhões de católicos que vivem a experiência da RCC, segundo confirmou Alan Panozza, então presidente dos «Serviços Internacionais da Renovação Carismática Católica» (ICCRS, por suas siglas em inglês), com sede no Vaticano. Ela está presente em mais de 200 países. ( 25 de setembro de 2003 – ZENIT.org).

O Frei Inácio Cantalamessa; pregador do Papa, e assíduo nos Encontros internacionais da RCC, disse que ela é “uma corrente de graças que está destinada a transformar toda a Igreja”. Na entrevista da a Zenit (25/9/2003 – www. Zenit.org) ele disse: “O batismo no Espírito não é uma invenção humana, é uma invenção divina. É uma renovação do batismo e de toda a vida cristã, de todos os sacramentos. Para mim foi também uma renovação de minha profissão religiosa, de minha confirmação, de minha ordenação sacerdotal. Todo o organismo espiritual se reaviva como quando o vento sopra sobre uma chama. Por que o Senhor decidiu atuar neste tempo desta maneira tão forte? Não sabemos. É a graça de um novo pentecostes.”

O pregador do Papa atesta que Paulo VI afirmou em 1974 que “a Renovação Carismática é uma oportunidade para a Igreja”. Cantalamessa ainda disse: “Não há que ter medo”.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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