Papa Francisco considera o marxismo uma “ideologia errônea”

papa_15_dic_2013O site ACI/Europa Press (16/12/13) informou nesta segunda-feira, que o Papa Francisco negou que tenha previsto nomear mulheres cardeais, como informaram alguns meios faz um mês, já que entende que devem ser “valorizadas” na Igreja, mas não “clericalizadas”. Assim afirmou o Santo Padre em uma entrevista concedida ao jornal italiano ‘La Stampa’ e recolhida pela Europa Press, na qual aborda diversos temas referentes ao seu Papado como a reforma da Cúria e as críticas dos Estados Unidos por sua suposta ideologia marxista.

No mês passado, novembro, várias publicações de imprensa anunciaram a suposta decisão de Francisco de incluir representantes do sexo feminino no Colégio Cardenalício, como resultado de uma entrevista que tinha concedido na qual apostava por refletir sobre o “papel específico” da mulher na Igreja.

Nesta entrevista, desmentiu esta possibilidade. “Não sei de onde saiu esta frase. As mulheres na Igreja devem ser valorizadas, não ‘clericalizadas'”, assinalou.

Francisco também saiu ao encontro das críticas a uma suposta ideologia marxista depois da publicação da Exortação apostólica ‘Evangelii gaudium’, recordando que se trata de “uma ideologia errônea”.

Entretanto, esclareceu que não se sente ofendido por estas acusações. “Na minha vida conheci muitos marxistas bons como pessoas, e por isso não me sinto ofendido. De qualquer maneira, na Exortação não há nada que não se encontre na Doutrina Social da Igreja”, assinalou.

Por outra parte, quanto à reforma da Cúria, explicou que em fevereiro os oito cardeais conselheiros lhe entregarão as suas primeiras sugestões concretas. No mês de abril deste ano, o Papa nomeou oito cardeais como conselheiros no governo da Igreja vaticana e em um projeto de revisão da constituição apostólica sobre a Cúria romana.

Quanto à unidade dos cristãos, o Papa Bergoglio se referiu ao “ecumenismo do sangue”. “Em alguns países matam os cristãos porque levam consigo uma cruz ou porque têm uma Bíblia, e antes de matá-los não lhes perguntam se são anglicanos, luteranos, católicos ou ortodoxos. O sangue está misturado”, asseverou.

O Santo Padre também se referiu aos sacramentos aos divorciados que voltaram a casar, recordando que a exclusão da comunhão “não é uma sanção”. Porém, esclareceu que o próximo Sínodo se ocupará destes temas, “analisando-os e esclarecendo-os”.

Por último, falou sobre o sofrimento das crianças em diferentes países. “Frente a uma criança que sofre, a única oração que me vem é a oração do ‘por que’. Senhor, por quê?”, concluiu, antes de afirmar que, para Ele, o Natal é “esperança e ternura”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26442

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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