Papa exorta comunicadores a apresentarem razões da fé

“A verdade,
da qual o homem está sedento, é uma pessoa: o Senhor Jesus”

CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 29 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI exortou os comunicadores católicos a
servir à verdade, apresentando as razões da fé e ajudando a interpretar a
realidade desde o ponto de vista evangélico.

O Papa
recebeu os participantes da Assembleia da Federação Italiana de Semanários
católicos (FISC), na última sexta-feira, na Sala Clementina do Palácio
Apostólico.

“A verdade,
da qual o homem está sedento, é uma pessoa: O Senhor Jesus. No encontro com
esta Verdade, em conhecê-la e amá-la, encontramos a verdadeira paz, a
verdadeira felicidade”, disse o pontífice.

“A missão
da Igreja consiste em criar as condições para que se realize este encontro do
homem com Cristo”, destacou.

Dirigindo-se
aos diretores e colaboradores dos 188 órgãos de informação católicos
representados na FISC, indicou que “colaborando nesta tarefa, esses órgãos
estão chamados a servir com valor à verdade, para ajudar a opinião pública a
ver e ler a realidade desde o ponto de vista do Evangelho”.

“Trata-se
de apresentar as razões da fé, que, enquanto tais, vão além de qualquer visão
ideológica e têm pleno direito de cidadania no debate público”, explicou.

E
acrescentou: “Desta exigência nasce seu compromisso constante de dar voz a um
ponto de vista que reflete o pensamento católico em todas as questões éticas e
sociais”.

Desafio cultural

“Sabem que,
no contexto da pós-modernidade em que vivemos, um dos desafios culturais mais
importantes envolve o modo de entender a verdade, disse o Papa aos
representantes dos meios de comunicação católicos.

“A cultura
dominante, a mais difundida no areópago midiático, coloca-se com uma atitude
cética e relativista com relação à verdade, equiparando-a a simples opiniões e
considerando como possíveis e legítimas muitas ‘verdades'”, prosseguiu.

“Continuem
sendo jornais do povo que buscam favorecer um diálogo autêntico entre os vários
componentes sociais, espaço de debate leal entre diferentes opiniões. Assim
fazendo, os jornais católicos, ao tempo em que cumprem a importante tarefa de
informar, desempenham, também, uma insubstituível função formativa, promovendo
uma inteligência evangélica da realidade complexa, bem como a educação de
consciências críticas e cristãs”.

E propôs
uma comparação evangélica: “Como uma pequena quantidade de fermento, misturada
com a farinha, fermenta toda a massa, assim a Igreja, presente na sociedade,
faz crescer e amadurecer o que há de verdadeiro, de bom e de belo; e vocês têm
a tarefa de dar conta dessa presença, que promove e fortifica aquilo que é
autenticamente humano e que leva o homem de hoje à mensagem de verdade e de
esperança do Senhor Jesus”, prosseguiu o pontífice.

Bento XVI
exortou os membros da FISC, referindo-se à sua missão: “Esta é a função
peculiar dos jornais de inspiração católica: anunciar a Boa Nova mediante a
narração dos fatos concretos vividos pelas comunidades cristãs e das situações
reais em que estão inseridas”.

A Federação
Italiana dos Semanários Católicos reúne os semanários diocesanos e diversos
órgãos de imprensa de inspiração católica de toda a península italiana.

Surgiu em 1966
para responder à exigência de desenvolver sinergias e colaborações que
favorecessem a tarefa de apresentar a vida, a atividade e os ensinamentos da
Igreja.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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