Os Frutos amargos do MST e da CPT

O Jornal Folha de SP noticia hoje, 20/4/2011, que em 2010 morreram 34 pessoas no campo, especialmente na região do Pará. Sem dúvida está mortandade que cresce no campo é fruto da ação nefasta, fora da lei, do MST, e que não recebe a ação dos responsáveis por fiscalizar o cumprimento das leis no pais. Algumas autoridades fazem vistas grossas a esta ação ilegal de invadir propriedades alheias e o que acontece é esse crescimento de mortes no campo. Uma vez que a Justiça não atua de maneira rápida, os proprietários se armam e fazem a própria defesa.

Lamentavelmente, contra o desejo do Papa, a Comissão Pastoral da Terra, ligada à Igreja, fomenta, alimenta e incentiva essas ilegais invasões, bem ao contrário do que ensinou o papa João Paulo II. É bom relembrar os ensinamentos da Igreja sobre isso.

Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, que realizou a visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996:

“Recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (Rerum Novarum, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.

No Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil, disse João Paulo II:

“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”.

Da Encíclica do Papa João Paulo II, “Centesimus Annus”:
«Para remediar este mal (a injusta distribuição das riquezas e a miséria dos proletários), os socialistas excitam, nos pobres, o ódio contra os ricos, e defendem que a propriedade privada deve ser abolida, e os bens de cada um tornarem-se comuns a todos (.), mas esta teoria, além de não resolver a questão, acaba por prejudicar os próprios operários, e é até injusta por muitos motivos, já que vai contra os direitos dos legítimos proprietários, falseia as funções do Estado, e subverte toda a ordem social» 39. Não se poderia indicar melhor os males derivados da instauração deste tipo de socialismo como sistema de Estado: aquele tomaria o nome de «socialismo real».

O Catecismo da Igreja ensina que:
“Todo o processo de se apoderar e de reter injustamente o bem alheio, mesmo que não esteja em desacordo com as disposições da lei civil, é contrário ao sétimo mandamento.” (n. 2409)

“Causar voluntariamente um prejuízo em propriedades privadas ou públicas é contra a lei moral e exige reparação” (n. 2409)

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2004

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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