Os escândalos são a vergonha da Igreja!, clama o Papa Francisco

pppapamisa070114O Site ACI/EWTN Noticias publicou na última quinta-feira (16/01/14) as palavras do Papa Francisco durante sua homilia na missa que presidiu na manhã de ontem na Capela da Casa Santa Marta, na qual afirmou que os escândalos na Igreja ocorrem porque não há uma relação viva com Deus e com sua Palavra. Desta forma, os sacerdotes “corruptos”, em vez de dar o pão da vida, dão comida envenenada ao povo santo de Deus.

O Papa disse que quando os sacerdotes são corruptos, os que sofrem são os fiéis: “Pobre gente! Pobre gente! Não damos de comer o pão da vida; não damos de comer – naqueles casos – a verdade! E até damos de comer comida envenenada, tantas vezes! ‘Desperta, por que dormes Senhor!’. Que esta seja nossa oração! ‘Acordai! Não nos rejeiteis para sempre! por que escondeis o vosso rosto? por que esqueceis nossa miséria e opressão?’. Peçamos ao Senhor que não esqueçamos jamais a Palavra de Deus, que é viva, que entre em nosso coração e jamais esqueçamos o santo povo fiel de Deus, que nos pede um alimento forte!”.

Segundo assinalou a Rádio Vaticano, comentando a leitura do dia e o salmo responsorial, que narram uma dura derrota dos israelitas por obra dos filisteus, o Pontífice observou que o povo de Deus naquela época tinha abandonado o Senhor. Dizia-se que a Palavra de Deus era “estranha” naquele tempo. O velho sacerdote Eli era um “morno” e seus filhos “corruptos, assustavam o povo e o golpeavam”. Os israelitas para combater contra os filisteus utilizam a arca da aliança, mas como se fosse uma coisa “mágica”, “uma coisa externa”. E são derrotados: a arca é tomada pelos inimigos. Não há verdadeira fé em Deus, em sua presença real na vida:

“Esta passagem da Escritura nos faz pensar em como é nossa relação com Deus, com a Palavra de Deus: é uma relação formal? É uma relação longínqua? A Palavra de Deus entra em nosso coração, mudando nosso coração, tem este poder ou não, é uma relação formal?”

“Mas o coração está fechado àquela Palavra! E isto nos leva a pensar em tantas coisas da Igreja, em tantas derrotas do povo de Deus simplesmente porque não sente o Senhor, não procura o Senhor, não se deixa procurar pelo Senhor! E logo depois da tragédia, a oração: ‘Mas, Senhor, o que houve? Fizeste-nos o escárnio de nossos vizinhos, todos ao nosso redor se burlam e riem. Servimos de castigo às nações, e os povos meneiam a cabeça”.

O Papa refletiu logo sobre os escândalos da Igreja: “Mas e nós? Nós nos envergonhamos? São tantos escândalos que não quero mencionar individualmente, mas que todos conhecemos… Sabemos quais! Escândalos, alguns que nos custaram muito: e está bem que nos envergonhemos! Devemos envergonhar-nos….  “A Palavra de Deus naqueles escândalos era uma coisa estranha; naqueles homens e naquelas mulheres a Palavra de Deus era estranha! Não tinham um laço com Deus! Tinham uma posição na Igreja, uma posição de poder, também de comodidade. Mas não a Palavra de Deus! ‘Mas, eu tenho uma medalha’; ‘Eu levo a Cruz’… Como se esses levassem a arca! Sem a relação viva com Deus e com a Palavra de Deus! Vem-me à mente aquela Palavra de Jesus para aqueles pelos quais chegam os escândalos… E aqui o escândalo veio: toda uma decadência do povo de Deus, até a debilidade, à corrupção dos sacerdotes”, concluiu.

Fonte: http://acidigital.com/noticia.php?id=26566

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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