ONU pressiona El Salvador para dar luz verde para o “negócio do aborto”

REDAÇÃO
CENTRAL, 03 Nov. 10 (ACI) .- Duas
líderes pró-vida deploraram as recentes pressões do Comitê de Direitos humanos
de Nações Unidas contra El Salvador para que se introduzam reformas legais a
favor do aborto.

A presidenta da Fundação Sim à Vida, Regina Cardenal, recordou à agência ACI
IPrensa que as pressões não são uma novidade e não estranha que a ONU e outros
organismos internacionais queiram mudar as leis do país para dar luz verde ao
negócio do aborto.

O Comitê difundiu um texto no qual exige a El Salvador “tomar medidas para
impedir que as mulheres que vão aos hospitais públicos sejam denunciadas pelo
pessoal médico ou administrativo pelo delito do aborto”.

Cardenal recordou que “há alguns anos no New York Times apareceram uma
série de mentiras sobre as leis” salvadorenhas e se disse que inclusive
havia mulheres presas por abortar.

“Diziam que havia mulheres que tinham uma pena de 30 anos. Entretanto
revisamos e não havia nenhuma só condenada. Eles trabalham com mentiras porque
o aborto é um negócio, portanto as pressões não vão acabar”, acrescentou.

Cardenal também questionou a conduta da diretora do Instituto Salvadorenho para
o Desenvolvimento da Mulher, Julia Evelyn Martínez, quem se comprometeu
“com os organismos internacionais a revisar as leis que protegem o
não-nascido”

“O Presidente da República, Mauricio Funes a desautorizou porque em nenhum
momento ele pretendia mudar algo da legislação”, acrescentou Cardenal em
alusão ao documento chamado “Consenso de Brasília” que Martínez
assinou.

Seria muito difícil para os abortistas mudar a atual legislação salvadorenha
“porque para fazê-lo teriam que mudar a Constituição, algo muito
complicado a estas alturas”, acrescentou em alusão ao primeiro artigo da
Carta Magna reconhece toda pessoa humana desde o instante da concepção.

Por sua parte e também em declarações à ACI Prensa, a advogada e líder pró-vida
Georgina Rivas lamentou que os organismos que nasceram para proteger a
humanidade agora se manifestem em contra ela. “Se não se protege a vida do
ser humano com o cuidado que corresponde, como podemos dizer que estamos
protegendo qualquer manifestação da própria vida?”

“Evidência deste engano tão profundo é que se promova dar liberdade à
mulher para ferir: seu corpo, sua psique, seu espírito e a de seu mais valioso
dom, essa vida que leva em seu ventre”, explicou.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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