Obras e Orações Indulgenciadas – Parte 4

61. Veni
Creator
(Ó vinde, Espírito Criador)

Concede-se
indulgência parcial ao fiel que recitar devotamente o hino Veni Creator (Ó
vinde, Espírito Criador). A indulgência será plenária no dia primeiro de
janeiro e na solenidade de Pentecostes, se o hino se recitar publicamente.
(Tradução oficial:)

Ó, vinde
Espírito Criador,
As nossas almas visitai
E enchei os nossos corações
Com vossos dons celestiais.

Vós sois
chamado o Intercessor
Do Deus excelso o Dom sem par,
A fonte viva, o fogo, o amor,
A unção divina e salutar.

Sois doador
dos sete dons,
E sois poder na mão do Pai,
Por ele prometido a nós,
Por nós seus feitos proclamai.

A nossa
mente iluminai,
Os corações enchei de amor,
Nossa fraqueza encorajai,
Qual força eterna e protetor.

Nosso
inimigo repeli,
E concedei-nos vossa paz;
Se pela graça nos guiais,
O mal deixamos para trás.

Ao Pai e ao
Filho Salvador

Por vós
possamos conhecer.

Que
procedeis do seu amor

Fazei-nos
sempre firmes crer.

62. Vinde,
Espírito Santo

Vinde,
Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do
vosso amor.

Indulgência
parcial.

63.
Via-sacra

Concede-se
indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente.

Com o
piedoso exercício da via-sacra renova-se a memória das dores que sofreu o
divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte,
até ao monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação.

Para ganhar
a indulgência plenária, determina-se o seguinte:

1.        
O piedoso exercício deve-se realizar diante das estações da via-sacra,
legitimamente eretas.

2.        
Requerem-se catorze cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes,
costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações
de Jerusalém.

3.        
Conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras
devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa
meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério
de cada estação.

4.        
Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz
publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes
ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto
os outros ficam em seus lugares.

5.        
Os legitimamente impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura
e meditação da Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo,
um quarto de hora.

6.        
Assemelham-se ao piedoso exercício da via-sacra, também quanto à aquisição da
indulgência, outros piedosos exercícios, aprovados pela competente autoridade:
neles se fará memória da Paixão e Morte do Senhor, determinando também catorze
estações.

7.        
Entre os orientais, onde não houver uso deste exercício, os Patriarcas poderão
determinar, para lucrar esta indulgência, outro piedoso exercício em lembrança Paixão
e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

64.
Visitai, Senhor

Visitai,
Senhor, esta casa, e afastai as ciladas do inimigo; nela habitem vossos santos
Anjos, para nos guardar na paz, e a vossa benção fique sempre conosco. Por
Cristo, nosso Senhor. Amém. (Lit. Hor., compl. após vesp. de dom.)

Indulgência
parcial.

65. Visita
à igreja paroquial

Concede-se
indulgência plenária ao fiel que com devoção visitar a igreja paroquial:

– na festa
do titular;

– a 2 de
agosto, em que ocorre a indulgência da “Porciúncula”.

Uma e outra
indulgência poderão alcançar-se no dia acima marcado ou noutro dia determinado
pelo ordinário para utilidade dos fiéis.

Gozam das
mesmas indulgências a igreja catedral e, se houver, a concatedral, ainda que
não sejam paroquiais, e também as igrejas quase-paroquiais. (cf. cân.
516,1,CDC)

Tais
indulgências já estão incluídas na const. Apost. Indulgentiarum Doctrina, norma
15; aqui se satisfaz aos desejos que neste intervalo se apresentaram à Sagrada
Penitenciaria.

Na piedosa
visita, conforme a norma 16 da mesma const. apost., “recitam-se a oração
dominical e o símbolo dos apóstolos” (Pai-nosso e Creio).

66. Visita
à igreja ou altar no dia da dedicação

Concede-se
indulgência plenária ao fiel que visitar a igreja ou o altar no próprio dia da
dedicação e aí piedosamente rezar o Pai-nosso e o Creio.

67. Visita
à igreja ou oratório
na comemoração de todos os fiéis defuntos

Concede-se
indulgência plenária, aplicável somente às almas do purgatório, aos fiéis que
no dia da comemoração de todos os fiéis defuntos visitarem piedosamente uma
igreja ou oratório.

Esta
indulgência poderá alcançar-se no dia marcado ou, com consentimento do
ordinário, no domingo antecedente ou subseqüente ou na solenidade de Todos os
Santos.

Esta
indulgência já está incluída na const. apost. Indulgentiarum Doctrina, norma
15; aqui se satisfaz aos desejos que neste intervalo se apresentaram à Sagrada
Penitenciária.

Na piedosa
visita, conforme a norma 16 da mesma const. apost., (norma 22) “se recitam a
oração dominical e o símbolo dos apóstolos: Pai-nosso e Creio”.

68. Visita
à igreja ou oratório
de religiosos na festa do fundador

Concede-se
indulgência plenária ao fiel que visitar piedosamente uma igreja ou oratório de
religiosos na festa de seu fundador e aí rezar o Pai-nosso e o Creio.

69. Visita
pastoral

Concede-se
indulgência parcial ao fiel que visitar piedosamente uma igreja ou oratório,
quando aí se faz a visita pastoral; e indulgência plenária, se nesse mesmo
tempo assistir a uma função sagrada e presidida pelo visitador.

70.
Renovação das promessas do batismo

Concede-se
indulgência parcial ao fiel que renovar as promessas do batismo em qualquer
formula de uso; e ganhará indulgência plenária, se o fizer na celebração da
Vigília Pascal ou no aniversário do seu batismo.

Piedosas Invocações

Sobre cada
piedosa invocação note-se o seguinte:

1.        
A invocação, quanto à indulgência, não se considera mais como obra distinta ou
completa, mas como complemento da obra, com a qual o fiel eleva o espirito a
Deus com humilde confiança no cumprimento de seus deveres e na tolerância das
aflições da vida. A piedosa invocação completa essa elevação do espirito: ambas
são como uma pérola que se insere nas atividades humanas e as adorna, ou como o
sal que tempera e dá gosto.

2.        
Deve-se preferir a invocação que melhor concorda com as circunstâncias das
ações e da pessoa: ela espontaneamente brota do coração e escolhem-se as que o
uso antigo mais aprovou; delas se acrescenta uma lista, abaixo.

3.        
A invocação pode ser brevíssima, expressa em uma ou poucas palavras ou só
concebida na mente.

Apraz dar
alguns exemplos: Deus meu. Pai. Jesus. Louvado seja Jesus Cristo (ou outra
saudação em uso). Creio em vós, Senhor. Espero em vós. Eu vos amo. Tudo por
vós. Eu vos agradeço ou Graças a Deus. Bendito seja Deus ou Bendigamos ao
Senhor. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade. Seja como Deus
quiser. Ajudai-me, Senhor. Confortai-me. Ouvi-me ou Atendei à minha oração.
Salvai-me. Tende piedade de mim. Perdoai-me, Senhor. Não permitais separar-me
de vós. Não me abandoneis. Ave, Maria. Glória a Deus nos céus. Senhor, vós sois
grande.

Invocações em uso

(que se dão
como exemplo)

1.        
Abençoe-nos com seu dileto Filho a bem-aventurada Virgem Maria.

2.        
Amado, Senhor Jesus, dai-lhes o descanso eterno.

3.        
Bendita seja a Santíssima Trindade.

4.        
Coração de Jesus que tanto me amais, fazei que eu vos ame cada vez mais.

5.        
Coração de Jesus confio em vós.

6.        
Coração de Jesus, tudo por vós.

7.        
Coração sacratíssimo de Jesus, tende piedade de nós.

8.        
Cristo vence! Cristo reina! Cristo impera!

9.        
Dignai-vos que eu vos louve, ó Virgem santa, dai-me força contra vossos
inimigos.

10.      
Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.

11.      
Ensinai-me a fazer a vossa vontade, porque sois o meu Deus.

12.      
Enviai, Senhor, operários à vossa messe.

13.      
Ficai conosco, Senhor.

14. Glória
ao Pai e ao Filho e ao Espirito Santo.

15.      
Graças e louvores sejam dados a todo momento ao santíssimo e diviníssimo
Sacramento.

16.      
Jesus, Maria, José.

17.      
Jesus, Maria, José, eu vos dou meu coração e minha alma!

18.      
Jesus manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso.

19.      
Mãe dolorosa, rogai por nós.

20.      
Meu Deus e meu tudo.

21.      
Meu Senhor e meu Deus!

22.      
Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.

23.      
Ó Deus, compadecei-vos de mim, pecador.

24.      
Pai, em vossas mãos entrego o meu espirito.

25.      
Rainha, concebida sem pecado original, rogai por nós.

26.      
Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de
Cristo.

27.      
Salve, ó Cruz, única esperança.

28.      
Santa Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, intercedei por nós.

29.      
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.

30.      
Senhor, aumentai a nossa fé.

31.      
Senhor, faça-se a unidade das mentes na verdade, e a unidade dos corações na
caridade.

32.      
Senhor, salvai-nos, pois perecemos.

33.      
Sois minha mãe e minha confiança.

34.      
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós.

35.      
Vós sois o Cristo, Filho de Deus vivo.

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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