O terrível atentado terrorista na França

bandeira-da-françaA ação mais lastimável que pode existir entre os homens é a rivalidade em nome de Deus, pois “Deus é amor”, é Pai de todos os homens, e o Seu Reino é um reino de paz, amor, justiça, verdade, liberdade e santidade, tudo que revela não – violência.

O Papa Francisco tem andado corajosamente pelo mundo, clamando humildemente que não se faça violência em nome de Deus. Mas, infelizmente, o mundo das trevas ainda domina o coração de muitos que não respeitam as crenças dos outros. O triste atentado terrorista da França, praticado friamente, calculado e premeditado, uma represália, feriu a humanidade em muitos dos seus valores, mas sobretudo naquele dom que é o mais excelente que recebemos de Deus, e que nos faz a Sua imagem sobretudo, a liberdade!

Sobretudo a liberdade religiosa precisa ser respeitada, esta significa em primeiro ligar o respeito pela pessoa humana. Cada um tem o direito de agir segundo a norma reta da sua consciência.

Deus quer ser amado e adorado por todos os homens, mas não quer que isso se faça a liberdade da pessoa. Amar a Deus é um ato livre, uma decisão amorosa do coração e da vontade.

A infundada justificativa dos terroristas foi que o Semanário Charlie Hebdo teria zombado de Maomé.

De fato isso não deveria ter sido feito, mas jamais justificaria a morte fria de doze pessoas. É de todo lamentável que a Revista atingida se dedique, desde 1970, a fazer charges de personalidades politicas e religiosas com pornografia e muito mau gosto. Quem faz o que não deve, está se arriscando a receber o que não deseja. Mas, de forma alguma isso justifica eliminar vidas humanas friamente.

Nada pode justificar tamanha violência, que golpeia a liberdade de expressão, elemento fundamental da sociedade como disseram os bispos franceses.

Mais do que nunca é preciso trabalhar para fortalecer a fraternidade fragilizada e construir a paz nos corações das pessoas e das nações. Não há outra solução correta.

O Papa fez sua condenação veemente ao atentado e exortou a todos a se oporem à propagação do ódio e da violência, que prejudicam a fundamental convivência pacifica entre as pessoas e os povos.

É relevante o fato da imprensa árabe ter condenado o atentado de Paris. O jornal argelino “El Wattan” teme, inclusive uma maior discriminação contra o islamismo. E, de fato, isso piora a situação dos mulçumanos que vivem no Ocidente. Sem dúvida é do meio muçulmano que deve partir essa reação, de modo a coibir os extremistas agirem desta forma.

É interessante o que disse o jornal tunisiano Àssabah, o terrorismo destrói a liberdade de expressão e esfaqueia o Islã.

Esta tomada de posição pela imprensa árabe é fundamental, e sem dúvida pode ser o principal antidoto contra o terrorismo dos radicais.

Que fique deste triste fato as suas lições. A imprensa não pode zombar de valores humanos e religiosos em nome da liberdade de expressão e de consciência, mas está também não pode ser amordaçada pela força das armas e da morte.

Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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