O Presépio dos varredores de rua de Roma

Roma (Terça-feira, 27-12-2011, Gaudium Press) A tradição do presépio, criada pelo italiano São Francisco Assis, é muito rica e bem cuidada, na Itália. Os presépios não estão somente nas igrejas paroquiais e capelas, ou nas casas de família, mas também nos escritórios, nas escolas, nas estações de trem, pode-se afirmar que em toda parte.

Um dos mais reconhecidos presépios italianos se encontra em Roma, na sede da Ama, empresa italiana de varredores de rua, situada na Via Cavalleggeri 5, a dois passos dos muros do Vaticano. É um presépio afortunado pela fato de que desde sua inauguração, em 1972, já foi visitado por três Papas: Paulo VI; João Paulo II; e Bento XVI.

“Vou fazer o presépio mais bonito de Roma e o Papa virá vê-lo (…) Em princípio a gente me olhava cética, mas quando meus colegas se deram conta do que eu queria fazer, sacrificaram seu tempo livre, inclusive a altas horas da noite, para me ajudar, e, em três meses, fomos capazes de reproduzir um miniatura fiel do Natal em Belém”, contou com orgulho José Ianni, varredor da sede da zona Cavalleggeri e autor do presépio que se foi se transformando em uma pequena obra de arte, famosa agora em todo mundo.

A obra mestre é uma exposição permanente, que os turistas também podem ver em agosto. Entre os visitantes mais ilustres desde presépio estão a Madre Teresa de Calcutá; o custódio da “Gruta de Natal em Belém”, Padre Ibrahim Faltas; e os cardeais Pio Laghi, Angelo Sodano, Leornardo Sandri, Tarcísio Bertone, Augusto Vallini, e Gianfranco Ravasi.

O sonho de Ianni de ter como visitante de seu presépio um pontífice foi realizado em 1974 com a visita de Paulo VI. O Papa João Paulo II, desde o primeiro ano de seu pontificado e durante 24 anos, nunca faltou ao tradicional encontro natalino com os varredores. E o atual pontífice, Bento XVI visitou o presépio dos Varredores no primeiro de seu pontificado.

Detalhes do presépio
O presépio dos Varredores, também conhecido como o Presépio do Papa, pelo forte vínculo com o Papa João Paulo II, apresenta a representação das construções típicas da Palestinas de 2 mil anos atrás. Ao todo, 2234 pedras, provenientes dos quatro cantos do mundo, encravadas nas paredes externas e na base do presépio, testemunham a mensagem de paz e irmandade do Natal e a união dos povos. O presépio, a cada ano, se enriquece com novos detalhes. A obra mestre inclui 100 casas, todas iluminadas, construídas em pedra e azulejos de pedernal, e meticulosas nos mínimos detalhes de portas, janelas e varandas.

Uma chaminé fumegante, 54 metro de estradas em azulejo de pedernal, três rios de longitude total de 9,5 metros, com 7 pontes e 4 aquedutos de 19 metros de comprimento e bem sustentados por 38 arcos. O aqueduto menor é realizado em toba (pedra calcário) romana; os outros três com fragmentos de mármores das colunas e da fachada da Basílica de São Pedro, recebidos em 1979, graças ao Cardeal Virginio Noé, durante a restauração das colunas de Bernini. Outros trabalhos foram feitos com pedras de Birmania, de Belém, e dos santuários histórico de Greccio e San Giovani Rotondo, na Itália.

Para a ocasião do 40º aniversário da AMA, em colaboração com os Correios da Itália, foi preparado um kit de selos postais comemorativos. (BD)

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Texto original: Anna Artimyak

Papa Bento XVI visitando o Presépio dos varredores no primeiro ano de seu pontificado

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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