O Nome de Maria

No dia 12 de setembro a Igreja festeja com muita alegria  o Nome santo de Maria. A Sagrada Escritura mostra que o nome é muito importante para Deus, e Ele  mesmo o deu a seus eleitos e também à Mãe do Seu amado Filho encarnado.

São Joaquim e Santa Ana sem dúvida foram inspirados por Deus ao escolherem o nome daquela que seria a Mãe do Redentor da humanidade. São Lucas registra no seu Evangelho o nome glorioso da Virgem perpétua, que seria repetido e “glorificado por todas as gerações” cristãs e que é o nome de muitos homens e mulheres em homenagem à Mãe de Jesus Cristo.

Diz o evangelista: “O nome da Virgem era Maria”. O anjo enviado por Deus diz a ela: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”.

Segundo Alastruey, citado pelo Cônego Vidigal em um de seus artigos, grande mariólogo espanhol, o nome de Maria pode ter vindo de três casos possíveis:

Uns derivam o nome da raiz mery, da língua egípcia e significa mui amada. Outros dizem que provém do siríaco e quer dizer senhora, opinião de pouca solidez. No entanto, o mais frequente é a que o deriva do hebraico: “Mar amargo e rebelião; Gota do mar; Senhor de minha linhagem; Estrela do Mar; Esperança; Excelsa ou sublime; Pingue, Robusta; Amargura e Mirra”.

Segundo ainda o Com. Vidigal, J. de Fraine diz que “apesar de sessenta tentativas que já foram feitas a etimologia científica do nome de Maria continua incerta”.

Não importa o significado exato, preciso. Poderoso é este nome que deve ser invocado sempre. S. Luiz Grignon de Montfort, dizia que “Deus reuniu todas as águas e deu  nome de mar, reuniu todas as graças e deu o nome de Maria”. Assim como o  mar é a plenitude das águas do planeta, Maria é a plenitude das graças de Deus.

O Pe. Antonio Vieira diz: “Só vos digo, invoqueis o nome de Maria quando tiverdes necessidade dele; quando vos sobrevier algum desgosto, alguma pena, alguma tristeza; quando vos molestarem os achaques do corpo, ou vos molestarem os da alma; quando vos faltar o necessário para a vida…; quando os pais, os filhos, os irmãos, os parentes se esquecerem das obrigações do sangue; quando vo-lo desejarem beber a vingança, o ódio, a emulação, a inveja; quando os inimigos vos perseguirem, os amigos vos desampararem, e donde semeastes benefícios, colherdes ingratidões e agravos; quando os maiores vos faltarem com a justiça, os menores com o respeito, e todos com a proximidade; quando vos inchar o mundo, vos lisonjear a carne, e vos tentar o demônio, que será sempre e em tudo; quando vos virdes em alguma dúvida ou perplexidade, em que vós não saibais resolver nem tomar conselho; quando vos não desenganar a morte alheia, e vos enganar a própria, sem vos lembrar a conta de quanto e como tendes vivido e ainda esperais viver; quando amanhecer o dia, sem saberdes se haveis de anoitecer, e quando vos recolherdes à noite, sem saber se haveis de chegar à manhã; finalmente, em todos os trabalhos, em todas as aflições, em todos os perigos, em todos os temores, e em todos os desejos e pretensões, porque nenhum de nós conhece o que lhe convém; em todos os sucessos prósperos ou adversos, e muito mais nos prósperos, que são os mais falsos e inconstantes; e em todos os casos e acidentes súbitos da vida, da honra, da fazenda, e, principalmente, nos da consciência, que em todos anda arriscada, e com ela a salvação. E como em todas estas coisas, em cada uma delas necessitamos de luz, alento e remédio mais que humano, se em todas e cada uma recorrermos à proteção e amparo da mãe das misericórdias, não a dúvida que, obrigados da mesma necessidade, não haverá dia, nem hora, nem momento em que não invoquemos o nome de Maria”.

Esta é uma das mais inspiradas páginas deste grande devoto da Mãe de Deus.
São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, dizia:

“Ó tu que te sentes longe da terra firme, levado pelas ondas deste mundo, no meio dos temporais e das tempestades, não desvies o olhar deste Astro, se não quiseres perecer. Se o vento das tentações se elevar, se o recife das provações se erguer na tua estrada, olha para a Estrela, chama por Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria, chama por Maria. Que seu nome nunca se afaste de seus lábios, que não se afaste de seu coração… Seguindo-a terás a certeza de não te desviares; suplicando-lhe, de não desesperar; consultando-a, de não te enganares. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, nada terás de temer; se te conduzir, não sentirás cansaço; se te for favorável, atingirás o objetivo.”

Bendito seja o Nome Santíssimo de Maria!


Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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