O guia de filmes do Vaticano

Em 1995, pelo centésimo aniversário do cinema, o Conselho
Pontifício para as Comunicações Sociais editou uma relação de 45 filmes que
possuem especial importância em matérias religiosas, artísticas ou morais.

Observe-se, porém, que devemos assistir a esses filmes como
pessoas maduras e inteligentes, sabendo pensar criticamente e separando as
coisas boas e as coisas más que existem neles. Ora, nenhum filme é perfeito,
nem mesmo os da categoria principal (Religião); portanto, nem tudo que
apresentam é endossado.

Em particular, as ideias religiosas contidas nos filmes
relacionados sob a categoria Arte ou Valores, não são endossadas (se as ideias
religiosas existentes nesses filmes fossem endossadas, estariam relacionados
sob a categoria Religião, ainda que tal categoria não reflita perfeição total).

Da mesma forma, nem todas as idéias morais apresentadas nos filmes
de Arte são endossadas; esses filmes foram incluídos porque são marcos da arte
cinematográfica e não por causa dos valores religiosos ou morais existentes
neles.

Igualmente, os filmes listados na categoria Valores expressam bem
um determinado ponto moral, podendo, entretanto, possuir outras ideias morais
ou religiosas que não são endossadas.

Dublado ou legendado, boa parte desses filmes se encontra
disponível em vídeo nas locadoras. Que tal, então, assistir a um desses filmes
hoje à noite?

RELIGIÃO

·        
A
Paixão (La Passion)
– Ferdinand Zecca (França, 1903).

·        
A
Paixão de Joana d’Arc (The Passion of Joan of Darc) – Carl Dreyer (França,
1928).

·        
O
Senhor Vicente (Monsieur Vicent) – Maurice Cloche (França, 1947).

·        
As
Flores de São Francisco (Flowers of St. Francis) – Roberto Rossellini (Itália,
1950).

·        
Ordet/O
Mundo (Ordet/The World) – Carl Dreyer (Dinamarca, 1955).

·        
Ben-Hur
(Ben-Hur) – William Wyler (Estados Unidos, 1959).

·        
O
Nazareno (Nazarin) – Luis Bunuel (México, 1959).

·        
O
Evangelho segundo São Mateus (The Gospel According to St. Mathew) – Pier Paolo
Pasolini (Itália, 1964).

·        
Um
Homem para todos os Tempos (A Man for All Seasons) – Fred Zinnemann
(Inglaterra, 1966).

·        
Andrei
Rublev (Andrei Rublev) – Andrei Tarkovsky (União Soviética, 1966).

·        
O
Sacrifício (The Sacrifice) – Andrei Tarkovsky (Suécia/França, 1986).

·        
A
Missão – Roland Joffe (Inglaterra, 1986).

·        
A
Festa de Babete (Babette’s Feast) – Gabriel Axel (Dinamarca, 1987).

·        
Francisco
(Francesco) – Liliana Cavani (Itália, 1988).

ARTE

·        
Nosferatu
(Nosferatu) – F. W. Murnau (Alemanha, 1922).

·        
Metrópolis
(Metropolis) – Fritz Lang (Alemanha, 1927).

·        
Napoleão
(Napoleon) – Abel Gance (França, 1927).

·        
A
Pequena Garota (Little Women) – George Cukor (Estados Unidos, 1933).

·        
Tempos
Modernos (Modern Times) – Charles Chaplain (Estados Unidos, 1936).

·        
A
Grande Ilusão (Grand Illusion) – Jean Renoir (França, 1937).

·        
A
Diligência (Stagecoach) – John Ford (Estados Unidos, 1939).

·        
O
Mágico de Oz (The Wizard of Oz) – Victor Fleming (Estados Unidos, 1939).

·        
Fantasia
(Fantasia) – Walt Disney (Estados Unidos, 1940).

·        
Cidadão
Kane (Citizen Kane) – Orson Welles (Estados Unidos, 1941).

·        
The
Lavendar Hill Mob (The Lavendar Hill Mob) – Charles Chrichton (Inglaterra,
1951).

·        
A
Estrada (La Strada)
– Federico Fellini (Itália, 1954).

·        
8
1/2 (8 1/2) – Federico Fellini (Itália, 1963).

·        
O
Leopardo (The Leopard) – Luchino Visconti (Itália, 1963).

·        
2001:
Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Oddessy) – Stanley Kubrick (Inglaterra,
1968).

VALORES

·        
Intolerância
(Intolerance) – D. W. Giffith (Estados Unidos, 1916).

·        
Cidade
Aberta (Open City) – Roberto Rossellini (Itália, 1945).

·        
É
uma Vida Maravilhosa (It’s a Wonderful Life) – Frank Capra (Estados Unidos,
1947).

·        
O
Ladrão de Bicicletas (The Bicycle Thief) – Vittorio Di Sica (Itália, 1948).

·        
Na
Área da Praia (On the Waterfront) – Elia Kazan (Estados Unidos, 1954).

·        
A
Harpa da Birmânia (The Burmese Harp) – Kon Ichikawa (Japão, 1956).

·        
Morangos
Selvagens (Wild Strawberries) – Ingmar Bergman (Suécia, 1957).

·        
O
Sétimo Selo (The Seventh Seal) – Ingmar Bergman (Suécia, 1957).

·        
Dersu
Uzala (Dersu Uzala) – Akira Kurosawa (União Soviética/Japão, 1975).

·        
A
Árvore de Wooden Clogs (The Tree of Wooden Clogs) – Ermanno Olmi (Itália,
1978).

·        
Carruagens
de Fogo (Chariots of Fire) – Hugh Hudson (Inglaterra, 1981).

·        
Gandhi
(Gandhi) – Richard Attenborough (Inglaterra, 1982).

·        
O
Revoar das Crianças (Au Revoir les Enfants) – Louis Malle (França, 1987).

·        
O
Decálogo (Dekalog) – Krzystof Kieslowski (Polônia, 1988).

·        
A
Lista de Schindler (Schindler’s List) – Steven Spielberg (Estados Unidos,
1993).

Fonte: Nazareth Resource Library
Tradução: Carlos Martins Nabeto

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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