O Espírito Santo nosso Santificador

agua1

“Se viverdes segundo a carne morrereis; mas se pelo Espírito, mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são movidos pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus” (Rom 8,13).

A busca da santificação é uma caminhada no Espírito Santo, pois Ele é o nosso Santificador. O Papa Paulo VI disse certa vez que a principal oração, a que deve ser feita “em primeiro lugar”, é a de pedir a Deus que nos envie o seu Santo Espírito. Jesus proibiu aos Apóstolos saírem pelo mundo a pregar o Evangelho antes de receberem o Espírito Santo:

“Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai, entretanto, permanecei na cidade [Jerusalém] até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,29).

Deus anseia dar a cada um de nós o Seu Espírito, “sem medidas” (Jo 3,34), como disse João Batista.

“Se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celeste dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lc 11,13).

Por isso é preciso pedir a Deus Pai, por Jesus, pela intercessão poderosa de Maria, que nos mande o Espírito Santo.

É pela “força do alto” que somos libertos das garras do pecado e rumamos para a santidade. São Paulo ensinou isso aos romanos:

“Se viverdes segundo a carne morrereis; mas se pelo Espírito, mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são movidos pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus” (Rom 8,13).

É importante notar essa palavra “se pelo Espírito”, quer dizer, só pelo Espírito é possível mortificar (fazer morrer) as obras da carne, o pecado. Pela própria natureza não somos capazes. Ficamos muitas vezes escravos de “um certo pecado” por muito tempo, porque lutamos sozinhos contra ele, sem a força do Espírito de Deus.

O mesmo São Paulo lembra aos Gálatas:

“Andai segundo o Espírito e não satisfareis aos apetites da carne”. (Gal 5,17).

Ao vivermos “no Espírito”, Ele mata em nós os desejos que não são de Deus, e nos liberta do aguilhão do pecado. O Apóstolo ensina que as obras da carne: “adultério, impureza, desonestidade, idolatria, magia, inimizades, contendas, ciúmes, iras, rixas, discórdias, partidos, invejas, embriaguez, orgias, e outras coisas”(Gal 5,20-21), só podem ser vencidas se nos deixarmos conduzir pelo Espírito, o qual produzirá, então, em nós os seus frutos: “caridade, alegria, paz, bondade, paciência, benignidade, fidelidade, mansidão, temperança”  (Gal 5,22).

É o Espírito Santo que dá vida a todas as coisas na Igreja; Ele é a sua alma.

Certa vez o Patriarca de Constantinopla, Atenágoras I, falecido em 1972  disse essas palavras:

“Sem o Espírito Santo:

Deus fica distante da gente;

Cristo, perdido na História;

O Evangelho é letra morta;

A Igreja, apenas agremiação religiosa;

A autoridade, poder que se evita;

A pregação, propaganda da Igreja;

A oração, tarefa a cumprir;

A liturgia, ritual do passado; e

A moral, repressão.

Com o Espírito Santo:

Deus entra na vida do mundo, onde inicia o seu Reino;

Cristo, o Filho de Deus, se faz um de nós;

O Evangelho é o novo estilo de vida;

A Igreja, gente unida como as três Pessoas da Santíssima Trindade;

A autoridade, apoio e serviço;

A pregação, anúncio da novidade do Reino;

A oração, experiência de contato com Deus;

A liturgia, memorial que antecipa o futuro; e

A moral, ação que liberta.”

 Prof. Felipe Aquino

*Autoriza-se a publicação desde que cite a fonte
Compartilhe!

    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
    Adicionar a favoritos link permanente.