O avanço das Seitas

Em
síntese: O fenômeno das seitas ou dos novos movimentos religiosos que se vão
multiplicando, chama cada vez mais a atenção. Neste artigo são propostas as
características do fenômeno na África (e no Bra­sil) assim como uma tentativa
de explicá-lo pela carência de meios convencionais para atender às necessidades
de populações sofredoras. As considerações explanadas têm seu significado também
para o nosso país.

O
fenômeno dos novos movimentos religiosos está sempre na ordem do dia; os meios
de comunicação estão continuamente a transmitir as suas mensagens nem sempre
construtivas. O fenômeno é mundial. Daí o valor que podem ter para o Brasil as
experiências feitas a respeito em outros continentes. – Segue-se, pois nestas
páginas a síntese de um artigo do Pe. Neno Contran MCCJ referente à situação na
África e publi­cado com o título “Le défi des sectes en Afrique” na
revista “Le Christ au monde”, julho-agosto 2000, pp. 248-256.

1.
Milhares de grupos

Pode-se
dizer que muitos homens e mulheres no mundo inteiro têm sede de Deus. Apenas se
pergunta: como procuram satisfazer a essa sede? O modo é altamente emocional,
dado ao maravilhoso ou a um misticismo vago e inconsistente.

Milhares
de novos movimentos religiosos podem ser enumerados; na África subsaariana são
cerca de dez mil, em grande parte, de origem cristã. Em alguns casos ocorre
outrossim o culto a Satanás e aos espíritos maus, como se fossem benfeitores do
homem. Assim Igreja Fé-Mila­gre, Terceiro Testamento, Evangelho Pleno, Statu
quo, Supervida do Cris­to, Bom Deus, Filhos de Deus, Boa-Nova, Nazarenos, Luz,
Doze Apósto­los, Aliança Final, Universal Autônomo, Espiritual Universal, Querubins,
Cristo e Companheiros, Celestinos, Monte Sião, Libertação, Salomão, Todos os
Remédios, Apocalipse, Trombeta do Evangelho, Evangelho-Poder…

No
Brasil também se multiplicam as designações de tais movimentos, uns de fundo
cristão, outras do cunho esotérico, mais outros de origem oriental… Centenas
de profetas, pregadores e curandeiros, por vezes vestidos de maneira
fantasiosa, atestam um sincretismo estranho: vestem túnicas, usam cintos,
turbantes coloridos e celebram suas “liturgias”, proclamando a Palavra de Deus,
com danças, imposição das mãos, procissões, cantos, baterias com tambores,
atabaques e poderosos alto-falantes.

Alguns
grupos contam apenas algumas dezenas de adeptos. Outros dispõem de horas
prolongadas de rádio e televisão.

Dar
lugar a seitas dissidentes não é privilégio do Cristianismo. Pode- se dizer que
cada grande corrente religiosos tem suas dissidências: assim no Japão o
chintoísmo  conta 130 seitas “não
oficiais”. O Islamismo conhece grande ramificação em dezenas de confrarias
tendentes a reformar radicalmente a sociedade ou a defendê-la de influências
nefastas. Existem  marabu ou ascetas
muçulmanos dedicados ao ensino da religião que realizam práticas pouco
ortodoxas, mas muito vivazes e fervorosas: convictos de que Deus está do seu
lado, não revelam empregar os meios mais violentos para impor seu modo de ver;
em conseqüência, na Nigéria registraram-se conflitos armados, dos quais
resultaram 4.117 mortos em Kano no ano de 1980, 1000 mortos em Yola no ano de
1984, 10.000 mortos em 1985. Na Tanzânia a seita Khidmat Dawat lalamia também
provocou sérios tumultos.

Os
grupos extremistas da Algéria executam civis árabes e estrangeiros. Os
integristas do Egito executam atentados e rebeliões. O Islamismo oficial
rejeita esses atos de violência; aos 11 de janeiro de 2000 a Organização da
Conferência Islâmica condenou os morticínios do Romadã da Algéria nos seguintes
termos: “A fé islâmica rejeita de modo absoluto tais atos malfazejos, que são
proibidos por todas as religiões celestes”.

Essa
violência é, em parte, motivada pela persuasão de que

2.
O mundo está sob o Maligno

É
muito freqüente nesses grupos “místicos” a convicção de que o mundo está sob o
poder do Maligno, que deverá ser subjugado por drástica intervenção divina:
aguardam portanto o fim da época atual, que 
caminha para a sua ruína. Em conseqüência as seitas são muitas vezes
fortemente proselitistas. Condenam o sistema político, social e econômico
vigente, que não pode ser salvo por meios humanos; o ambiente da seita torna-se
então o espaço propício para esperar o dia, já próximo, em que Deus mudará o curso
da história. Os membros da seita se julgam, por isto, escolhidos privilegiados,
decididos a esperar uma ordem de coisas melhor ou uma Nova Era.

Alguns
grupos chegam a querer precipitar o fim recorrendo ao suicídio, que lhes parece
ser a melhor maneira de romper com este mundo mau. Sejam mencionados os casos
seguintes:


em 1978 na Guiana, 923 pessoas, membros do Templo do Povo se suicidaram por
envenenamento, por ordem do pastor Jim Jones;


em 1993 na região de Wacco (Estados Unidos( o guru da seita dos Davidianos se
suicidou com 86 discípulos, dos quais 17 eram crianças, depois de ter combatido
as pretensas forças do mal;


em 1994 na Suiça e no Canadá suicidaram-se 53 membros da “Ordem do Templo
Solar”;


em 1995 foi preso Shoko Asahara, fundador da seita Aum Shinrikyo de origem
budista japonesa, acusado de ter provocado a explosão de gás no metrô de
Tóquio, em que morreram doze pessoas e 5.500 foram intoxicados. Shoko Asahara
prometia salvação a quem deixasse a sua família para entrar na seita, onde
esperaria a guerra nuclear prevista para 1999.

 

É
interessante notar que muitos desses atos de violência são cometidos em nome de
Deus e com o presumido auxílio da Divindade. Assim os homens do Exército da
Resistência do Senhor, em Uganda, rezam o terço e celebram ritos propiciatórios
antes de executar suas atrocidades “para restabelecer a observância dos Dez
Mandamentos”.

Põe-se
agora a pergunta:

3.
Afinal, que é uma seita?

Não
é fácil definir uma seita. Confunde-se tal conceito com o de um dos novos
movimentos religiosos, que não podem ser tidos como sectários. Como quer que
seja é válido afirmar que seita é um grupo religioso que se caracteriza, em
grau maior ou menor, pelas seguintes notas:

1)
Ruptura com a sociedade maior. Geralmente a seita é fundada em oposição a
idéias e práticas vigentes. Isto torna passionais os membros da seita. São
entusiastas porque julgam Ter escapado da grande perdição que afeta o respectivo
ambiente. A seita, portanto, professa um radicalismo religioso, que pode
significar estreiteza de espírito, intolerância, integrismo ou fundamentalismo.

2)
Obediência total a um chefe ou guru “carismático”. O grupo se configura em
torno de um homem ou uma mulher que parece Ter dons particulares,
principalmente na luta contra os poderes do mal, as doenças, a desgraça, a
depressão…

O
califa Modou Kra, do Senegal, fundador do Movimento Mundial Pró-Islã, assim se
exprime a propósito dos milhares de seus seguidores: “O que me agrada em meus
talibés, é que me seguem em todas as minhas decisões. Sua dedicação para comigo
é total”. Diz-se mesmo que um discípulo que chega a ver o califa, será atendido
em suas expectativas.

3)
Tendência ao segredo. A Vida interna da seita fica sob sigilo, de modo que há
estrita vigilância dos membros da seita entre si e, eventualmente, vigilância
do chefe “carismático” sobre cada um.

4)
Emoção e afetividade mais do que raciocínio. O entusiasmo pelo chefe é tal que
pode cegar ou fanatizar os adeptos. Estes seguem o princípio: “Tal ou tal
proposição é verdadeira se tu o sentes”.

5)
Militantismo ou Proselitismo. Se o mundo inteiro está sob o poder do Maligno ou
pervertido, os membros das seitas tendem a angariar novos parceiros a fim de os
salvar da perdição. O proselitismo obriga o militante sectário, que é treinado
para ser colportor da mensagem respectiva, nem sempre segundo os critérios da
verdade objetiva. Há  preconceitos na
doutrina das seitas, que levam à agressão nem sempre honesta.

6)
Culto caloroso. Em algumas seitas as assembléias de culto são prolongadas;
constam de cantos, ladainhas respectivas, imposição de mãos, transe e
“terapias” atribuídas ao poder do alto.

7)
Já que o mundo vai mal, espera-se para breve uma drástica intervenção divina. O
fim do mundo ou, ao menos, o fim de uma era está próximo. Quando ocorrer, as
coisas melhorarão. Esta expectativa não pode deixar de suscitar um clima de
apavoramento e certo terror.

Põe-se
agora a pergunta:

4.
Quais as causas?São
diversas as causas do fenômeno das seitas. Podemos assinalar três principais:

1)
A inclemência dos nossos tempos. No mundo inteiro, verifica-se certa angústia
diante da situação econômica, política, social que afeta os povos,
principalmente os mais carentes. A corrupção é grande; falta um dirigente que
inspire a confiança dos homens no plano da política mundial. Muitos são
tentados a dizer “Só Deus dá um jeito!” e, conseqüentemente, esperam uma
intervenção retumbante da Divindade. Em vez de uma tentativa de solução
racional, aguardam uma solução mágica por vias irracionais: descida de
extra-terrestres ao nosso planeta para ensinar aos homens os caminhos da
solução ou aparecimento de profetas para revelar segredos maravilhosos mantidos
ocultos em redutos gnósticos (a portentosa sabedoria dos antigos
manifestar-se-á assim). Em suma, a ingratidão dos tempos leva a desacreditar
dos clássicos re­cursos da razão e da ciência para dar crédito a pretenso saber
mais ele­vado e poderoso, que será trazido à tona por vias fantasiosas.

2)
A esta primeira causa associa-se a segunda, a ela concatenada: em matéria de
religião e mística, os homens se desligam da razão para dar soltas à imaginação
e às emoções. Há mesmo certo antiintelectualismo no tocante à religião – o que
dá lugar a deturpações da fé; esta é substi­tuída por crendices, superstições,
que chegam ao auge da cegueira e do fanatismo, provocando crimes “religiosos”
como o suicídio coletivo. Na verdade, a religião está no plano do intelecto
humano; pois é a mais elevada expressão da inteligência; nada tem de
irracional. De resto, ninguém deve crer em coisa alguma se não tem credenciais
ou motivos razoáveis para crer. A fé não é um ato cego, mas é a suprema atitude
do homo sapiens (homem sábio e inteligente).

3)
A carência de recursos materiais ou a pobreza explica o êxito que as seitas têm
junta às classes mais desfavorecidas. Não há dinheiro para pagar o médico, o
farmacêutico, o advogado,.. então há o recurso a meios gratuitos ou quase
gratuitos (que na verdade podem explorar violenta e sorrateiramente os seus
adeptos).

As
seitas dão  a impressão de se ocupar  carinhosamente com cada qual dos seus
membros, numa atitude calorosa; assim a pessoa doente, aquela lançada para fora
de casa, a desabrigada, a separada do(a) consorte, os filhos rejeitados pelos
pais, encontram no recinto da seita um refúgio, uma fraternidade, uma
orientação que permite olhar para a vida com novos olhos. Isto é muito
importante: grande número de pesso­as está hoje à procura e à espera de alguém
que estenda a mão e leve :”para casa”, independentemente da ideologia ou
da filosofia de quem convida “a entrar”. A pessoa assim retirada da sua solidão
e atraída para um ambiente amigo pode sujeitar-se à obediência cega e até a
humilhações que ela não toleraria se estivesse apoiada em seu próprio
raciocínio e em seus recursos próprios. Com efeito, verifica-se que muitos se­guidores
das seitas se deixam  espancar
violentamente a título de ser exorcizados; não deixam de procurar “o
exorcismo”, que lhes pode cus­tar muito caro não somente no plano físico,
mas também no monetário, pois o exorcismo é compensado mediante “uma
oferta”. Tornam-se pes­soas anestesiadas no plano da razão e das emoções,
facilmente mani­puladas pelo poder “carismático” do seus dirigentes.

5.
Que fazer?

O
avanço das seitas é um dos mais eloqüentes sinais do nosso tempo. Sugere
reflexões sérias e urgentes, não só porque põe em perigo a autêntica noção da
religião, mas porque afeta o bem da própria humanidade levando-a a desatinos. É
notório o poder da religião tanto para promover o bem como para articular o
mal. – E quais seriam as reflexões assim suscitadas?

1)
Fomentar a instrução religiosa

Se
o ser humano é dotado de inteligência, esta não deve servir apenas a interesses
econômicos ou profissionais, mas também, e princi­palmente, à procura de
resposta para as perguntas fundamentais: “quem sou eu? De onde venho? Para onde
vou? Qual o sentido da vida?”. Tais perguntas estão relacionadas com a
transcendência, com Deus e a fé. Ora as questões sobre o porquê viver não podem
ser entregues à emoção, à simpatia, mas requerem reflexão e estudo. Daí a
importância de se acentuar a instrução religiosa de crianças, adolescentes, jovens
e adultos. A ignorância religiosa é um campo fértil para a proliferação de
seitas e novos movimentos religiosos falsamente “místicos”.A
catequese bem ministrada é uma das tarefas primordiais da Igre­ja Católica;
aliás, ela sempre o foi, mas tornou-se tal com mais premência em nossos tempos.
Seja uma catequese que toque nos pontos nevrálgicos ou nas questões vitais do
homem de hoje.

2)
Acolhida fraterna

Não
basta ao mensageiro da fé dirigir-se ao intelecto dos ouvintes para propor-lhes
as verdades do Credo. Muitos mensageiros improvisados ou falsos bombardeiam os
ouvidos do público pelo rádio e a televisão, relativizando o conceito de
verdade religiosa. É preciso falar não somente à razão, mas também ao coração;
antes, é preciso começar por falar ao coração, pois é disto que mais necessita
o cidadão perdido nas ruas de nossas cidades. Note-se bem:

 

São
Paulo – e, com ele, a Teologia – ensina que há três virtudes teologais: a fé, a
esperança e a caridade; a fé vem primeiramente nessa  seqüência, pois é ela que dá a conhecer a
Deus, que a caridade amará de coração. Todavia na ordem da transmissão é mais
recomendado começar pela caridade do que pela fé. Sim; quem se mostra amigo e
acolhedor a um semelhante, toca-lhe uma fibra muito sensível, pois o mundo é
cão (como se diz); demonstrando amor fraterno (sem falar de Deus), o mensageiro
desperta a esperança em seu irmão, mostrando-lhe que nem tudo está perdido
(ainda há quem queira o bem de seus semelhantes). Em conseqüência, a pessoa
benevolamente tratada perguntará ao seu amigo: “Qual é o teu segredo? Por que
és bom num mundo que costuma ser egoísta e agressivo?”. Ora tal pergunta
precisamente dará ocasião a que o arauto da Boa-Nova explique ao interlocutor
admirado o seu mistério: “Sou discípulo de Alguém que me ensinou que Deus é Pai
e somos todos irmãos. Ele nos ama a ponto de ter entregue seu Filho para a
nossa salvação”. Assim a mensagem será recebida com interesse e curiosidade,
calando fundo no íntimo do interlocutor. Por conseguinte o amor fraterno é
inseparável da catequese; deve ser mesmo o seu precursor.

Com
este requisito associa-se ainda

3)
A coerente conduta de vida dos fiéis católicos

O
homem de hoje dá mais atenção à sinceridade do pregador do que à veracidade do
mesmo, quando fala de religião. Há tantos pregadores – nem todos coerentes –
que os ouvintes estão um tanto céticos em relação à verdade da mensagem
apregoada. Contudo são muito atentos à sinceridade e ao tipo de vida do arauto.
Um comportamento fiel e corajoso, capaz de se sacrificar para não trair a
mensagem impressiona; é relativamente raro numa sociedade em que muitas são as
meias-verdades e as meias-atitudes, muito aqueles que “ficam em cima do muro”
ou “não querem ralar a pele”. Ora observa-se que o secularismo ou a
dessacralização tem afetado o testemunho de vida de alguns setores católicos;
pensam mais no horizontal (social, econômico, político…) do que no vertical
(Deus e os valores transcendentes). Ora isto gera a anemia do Catolicismo; não
há dúvida, são importantes os valores humanos, mas o cristão os considera
sempre em função de Deus e nunca como meta em si mesmos.


que o mundo de hoje com razão cobra dos católicos a coerência de vida, é
importante que estes não esqueçam o seu dever de corresponder a tal exigência,
exigência aliás que o Senhor Jesus mesmo formulou ao dizer: “Vós sois o sal da
terra. Ora, se o sal perder o seu sabor, com que o salgaremos? Para nada mais
serve a não ser para ser lançado fora e pisoteado pelos homens. Vós sois a luz
do mundo… Não se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no
candelabro, e assim ela brilha para todos os que estão na casa” (Mt 5, 13-15).

4)
Liturgia dignamente celebrada

A
alma religiosa do fiel católico se exprime não só em sua conduta ética, mas
também em seu culto litúrgico. A Liturgia respeitosamente celebrada transmite
ao mundo de hoje um pouco do Eterno que se faz presente nos sinais sagrados. O
cerimonial bem executado toca uma fibra íntima, muitas vezes não confessada,
mas existente em todo ser humano: o senso do mistério, mistério vagamente
entrevisto, mas resposta adequada para a inquietude de todo homem; este foi
feito para o Absoluto e o Infinito, que a mente humana não sabe exatamente
definir.

Eis
o que o fenômeno das seitas – eloqüente sinal dos nossos tempos – pode sugerir
a quem deseje refletir sobre ele. Possa tal sinal encontrar a devida resposta daqueles
que a Providência Divina encarregou de a formular!

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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