O avanço da Ideologia de Gêneros

Para quem não sabe, a Ideologia de Gêneros ou Identidade de Gêneros, é um movimento que homossexual que pretende eliminar o conceito de sexo masculino e feminino, defendendo que há vários gêneros; por isso, não fala em sexo, mas em gêneros. Assim, segundo essa concepção falsa, poderia haver vários sexos: homossexual masculino, homossexual feminino, heterossexual masculino, heterossexual feminino, bissexual, transgênero, etc.

No entanto, a genética só conhece dois tipos de pessoa humana, identificadas pelos cromossomos sexuais, xx e xy. Não há xyz, xxz, xyy, etc.

Mas a Identidade de Gêneros avança rápido especialmente nos países liberais como Holanda, Bélgica, Suécia. Introduzir a ideologia de gênero logo na infância é uma das estratégias dos promotores da mesma.

A ACI/EWTN Noticias, informou em 28/11/2012, que a “Top Toy”, a maior produtora de brinquedos da Suécia, encarregada da franquia Toys R Us nesse país, viu-se “obrigada” a publicar no seu catálogo publicitário imagens de meninas com brinquedos de armas e meninos com bonecas para não ser acusada de “discriminação de gênero”.

Nos catálogos da “Top Toy”, uma menina foi apagada digitalmente de uma página com a figura da “Hello Kitty”, a camiseta de outra menina, que originalmente era rosa, foi pintada de azul claro, e uma menina que tinha nos braços uma boneca de bebê foi substituída por um menino, entre outras modificações.

A loja de brinquedos sueca explicou à imprensa que tinha recebido “treinamento e guia” de uma agência auto-regulatoria de publicidade para que seus anúncios sejam de “gênero neutro”.

No passado, a Top Toy já tinha sido repreendida pelos reguladores publicitários por “discriminação de gênero” em um catálogo anterior, no qual aparecia um menino disfarçado de super-herói e uma menina vestida de princesa.

Em declarações recolhidas pelo jornal britânico The Daily Mail, o diretor de vendas da loja de brinquedos disse que “por muitos anos, vemos que o debate de gênero se tornou tão forte no mercado sueco que tivemos que nos ajustar”.

Assim, não deve mais haver brinquedos para meninos e meninas, mas apenas para crianças. Em algumas escolas também não se deve chamar as crianças de meninos ou meninas, mas apenas de crianças, afim de não influenciar o sexo que cada uma delas vai escolher mais tarde. Isso se deu em 2011 na Suécia, o projeto chamado de infância Egalia.

O médico psiquiatra Dra. Maíta García Trovato explicou ao grupo ACIDIGITAL que esta situação “além de ser absurda até poderia configurar uma forma de mau trato infantil” e sublinhou que “as crianças não são porquinho da índia para serem submetidas a este tipo de experimento social”.

A Dra. Trovato afirma que “a identidade sexual é a íntima convicção que todos temos de pertencer a um determinado sexo e é uma das primeiras que se estabelecem na espécie humana”. Ela pergunta: “Por que desprezá-la? Por que despertar insegurança nas crianças neste aspecto tão importante para sua vida? Com que propósito? Que classe de sociedade se busca? Além disso, e não menos grave, é lícito utilizar os pequenos para experimentos sociais?”.

A psiquiatra sublinhou que “As crianças têm direitos. Os adultos, frente a elas, temos deveres. Entre outros, o de velar pela sua segurança física, mental, emocional e moral”.

Em todo mundo a Igreja tem denunciado o perigo da Identidade de Gênero, que destrói a obra mais importante de Deus, o ser humano, descaracterizando-o da sua imagem original.

Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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