Novo estudo: Pornografia pode destruir vida sexual dos homens

O site ACI Digital informou (19/05/2017) que na última sexta-feira os cientistas que participaram da 112ª reunião anual da Associação Americana de Urologia discutiram a sua grande preocupação pela ligação negativa entre a pornografia e a vida sexual do homem.

Devido a esta nova pesquisa, os cientistas acreditam que assistir pornografia poderia estar prejudicando o desejo sexual dos homens e poderiam correr o risco de sofrer disfunção erétil.

O painel de discussão e apresentação do evento destacou os resultados de duas pesquisas de homens e mulheres sobre o costume de assistir pornografia e os efeitos em longo prazo na saúde sexual e no comportamento íntimo, informou Newsweek no dia 12 de maio.

Os pesquisadores, liderados por Matthew Christman, diretor executivo do programa de urologia pediátrica no Centro Médico Naval de San Diego, informaram que, embora a pornografia afete de maneira “trivial” a vida sexual das mulheres, um excesso deste hábito nos homens poderia ser prejudicial para a sua “saúde psicossocial”.

“Essencialmente, muitos homens que assistem pornografia na internet têm o potencial de perder o interesse nas relações sexuais com uma pessoa na vida real”, indicou o artigo.

Em uma das pesquisas, os pesquisadores fizeram questionários com mulheres de 20 a 40 anos que eram pacientes em uma clínica de urologia militar. A maioria das mulheres eram brancas, casadas, heterossexuais e em serviço militar ativo. Aproximadamente 40% delas afirmaram assistir pornografia pelo menos de vez em quando, e um quarto delas disse que vê uma vez por semana.

Os resultados do estudo complementar sobre homens apresentaram uma preocupação maior. Por meio de pesquisas administradas a 312 pacientes do mesmo grupo de idade (também brancos, heterossexuais e casados), os pesquisadores encontraram uma grande correlação entre o uso excessivo de pornografia e a disfunção sexual.

Aproximadamente 20% dos homens veem pornografia de três a cinco vezes por semana. Cerca de 4% dos homens relataram que preferiam se masturbar assistindo pornografia, do que ter relações sexuais com uma pessoa.

Os pesquisadores também reconheceram uma correlação entre os homens que usam pornografia regularmente e aqueles que relataram a falta de desejo e satisfação sexual, assim como a disfunção erétil.

As duas pesquisas também demostraram como homens e mulheres estão optando por assistir pornografia online.

Em ambas as pesquisas, mais da metade dos participantes do estudo (55% das mulheres e 62% dos homens) disseram que assistiam pornografia em seu smartphone.

Em março deste ano, uma análise de 50 estudos descobriu que a pornografia está negativamente associada à satisfação sexual e relacional dos homens.

A análise incluiu 50.000 participantes de 10 países e contradiz outro estudo que afirmou que a pornografia tem um impacto positivo em seus consumidores.

Do mesmo modo, em 2015, o Arcebispo da Filadélfia nos Estados Unidos, Dom Charles Chaput, alertou sobre o fato de que a pornografia havia se tornado uma verdadeira “pandemia”, destruidora de casamentos e lares.

“A pornografia prejudica gravemente as famílias porque isola seus membros criando obsessões sexuais privadas, o que destrói a intimidade entre os esposos com noções de sexo ‘perfeito’ que não têm nada a ver com seres humanos reais”, disse naquela ocasião.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/novo-estudo-pornografia-pode-destruir-vida-sexual-dos-homens-48260/

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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