Na Festa de Guadalupe o Papa celebra Missa pela América e alenta a Nova Evangelização

Vaticano, (12/12/2011 – ACI/EWTN Noticias) – Em uma Basílica de São Pedro repleta de fiéis, o Papa Bento XVI presidiu a Missa pela independência dos países da América Latina no dia em que a Igreja celebra a Festa da Virgem de Guadalupe, 12 de dezembro.

Em sua homilia o Pontífice alentou o Continente da Esperança a comprometer-se na tarefa da Nova Evangelização.

Às 17:00h e antes de começar a Eucaristia, o professor Guzmán Carriquiry, secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) leu alguns textos sobre o bicentenário da independência e sobre a Virgem de Guadalupe.

Logo o Cardeal Nicolás de Jesus López Rodríguez, Arcebispo do Santo Domingo (República Dominicana) e Primaz da América Latina, dirigiu uma oração à Padroeira do Continente.

Do mesmo modo, o Cardeal Marc Ouellet, Presidente da CAL e Prefeito da Congregação para os Bispos dirigiu ao Papa uma saudação de homenagem.

Ao iniciar a Missa, dois jovens por cada país latino-americano, escolhidos pelas respectivas Embaixadas ante a Santa Sé, ingressaram com suas respectivas bandeiras pela nave central da Basílica e depois de uma breve saudação à Virgem de Guadalupe colocada aos pés do altar, foram colocadas ao lado e atrás do altar da cátedra.

As orações e cantos da Santa Missa foram em espanhol e português, enquanto que um coro convidado especialmente para esta ocasião se alternou com o Coro da Capela Sixtina.

A homilia do Papa

Ao iniciar sua homilia em espanhol, Bento XVI disse que como Sucessor do Pedro não podia deixar passar este evento “sem fazer presente a alegria da Igreja pelos abundantes dons que Deus em sua infinita bondade derramou durante estes anos nessas nações muito amadas, que tão afetuosamente invocam a Maria Santíssima.”.

O Papa disse logo que a “Morenita del Tepeyac”, como costuma ser chamada a Virgem de Guadalupe, “nos conduz sempre a seu divino Filho, o qual se revela como fundamento da dignidade de todos os seres humanos, como um amor mais forte que as potências do mal e da morte, sendo também fonte de alegria, confiança filial, consolo e esperança”.

Seguidamente, em português, o Papa disse: “O Magnificat, que proclamamos no Evangelho, é «o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da salvação, cântico dos “pobres”, cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a nossos pais». Em um gesto de reconhecimento ao seu Senhor e de humildade da sua serva, a Virgem Maria eleva a Deus o louvor por tudo o que Ele fez em favor do seu povo Israel. Deus é Aquele que merece toda a honra e glória, o Poderoso que fez maravilhas por sua fiel servidora e que hoje continua mostrando o seu amor por todos os homens, particularmente aqueles que enfrentam duras provas”.

Depois de recordar que a Virgem segue mostrando aos homens, com simplicidade, “a única Luz e a única Verdade: seu Filho Jesus Cristo”, o Papa ressaltou que é importante que os povos da América “protejam seu rico tesouro de fé e seu dinamismo histórico-cultural, sendo sempre defensores da vida humana desde sua concepção até seu ocaso natural e promotores da paz”.

“Além de proteger a família na sua verdadeira natureza e missão, enquanto se intensifica a implementação de um extenso trabalho de educação para preparar corretamente as pessoas para fazê-los conscientes de suas capacidades, de modo a enfrentar com dignidade e responsabilidade seu destino”, completou o Santo Padre.

O Papa exortou ademais a trabalhar pela solidariedade e a reconciliação, para enfrntar e erradicar “toda injustiça, violência, criminalidade, insegurança cidadã, narcotráfico e extorsão”.

O Santo Padre recordou logo que foi o Beato João Paulo II quem animou a empreender a tarefa de uma Nova Evangelização que seja “nova em seu ardor, em seus métodos, em sua expressão”.

Por isso exortou a prosseguir a “Missão Continental” na América promovida pelos Bispos na Aparecida no Brasil em 2007 para que “a luz de Deus brilhe, então, cada vez mais no rosto de cada um dos filhos dessa amada terra e que sua graça redentora oriente suas decisões, para que continue avançando sem desanimar na construção de uma sociedade fundada na promoção do bem, no triunfo do amor e difusão da justiça.”.

“Com estes vivos desejos, e sustentado pelo auxílio da providência divina, tenho a intenção de realizar uma viagem apostólica antes da Semana da Páscoa ao México e a Cuba, para proclamar ali a Palavra de Cristo, convencido que este é um tempo precioso para a evangelização com um fé rica, uma esperança viva e uma caridade ardente”, anunciou o Papa.

Depois de encomendar todos estes propósitos à Virgem de Guadalupe, o Santo Padre invocou “a intercessão de todos os santos e beatos, que o Espírito Santo suscitou ao longo da história do continente, oferecendo modelos heróicos de virtude cristã em diferentes estados de vida e ambientes sociais, para esses exemplos sejam favoráveis a uma nova evangelização, sob o olhar de Cristo, o Salvador do homem e sua força de vida”.

A Missa que iniciada às 17:30h (hora local) teve como concelebrantes o Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de estado, o Cardeal Marc Ouellet, o Cardeal Norberto Rivera Carrera, Arcebispo Primaz do México e o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo da Aparecida (Brasil).

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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