Mulher canadense está disposta a viver na prisão por evangelizar centros de aborto

MADRI, 23 Setembro 2011 (ACI/EWTN Noticias) – Mary Wagner é uma católica canadense de 36 anos que se dedica ao apostolado pró-vida até o preço de sua liberdade e já não recorda quantas vezes esteve na prisão por defender a vida.

Esta semana, Mary -solteira, sem filhos e de escassos recursos econômicos- começou a cumprir uma nova condenação de 40 dias no cárcere. Seu delito foi ter ingressado pacificamente em um centro abortista e dar de presente rosas brancas com mensagens pró-vida às mulheres que procuravam abortar.

Conforme informa o site ReligionenLibertad.com (ReL), Mary Wagner é “interna assídua dos cárceres de mulheres de Toronto e Columbia Britânica”, “devota do Rosário e da Madre Teresa, pequena e frágil, doce, nada ameaçadora”. “Seu crime é oferecer apoio e alternativas às mulheres que se aproximam de centros abortistas. Quando é presa, aproveita para evangelizar as internas”, explica a nota.

Mary “já perdeu a conta das vezes que foi presa desde a primeira, em 1 de fevereiro de 1999. Mas não lhe importa: no cárcere de mulheres já a conhecem, e ela aproveita essas estadias para evangelizar. E para consolar às presidiárias que abortaram”.

Esta tenaz mulher cresceu no seio de uma família numerosa e católica, seus pais foram ativistas pró-vida. Entretanto, foi na Jornada Mundial da Juventude 1993 de Denver (EUA), onde experimentou um despertar espiritual.

“Em Denver aconteceu algo. Viu aqueles jovens incontáveis e sua alegria especial. Com 19 anos, Mary entendeu ‘como Deus nos olha e ama a cada um de nós de uma forma próxima e pessoal’. Sempre tinha sabido que Deus ama, mas agora entendia seu amparo e amor inesgotável. Mas como, declarava já em uma entrevista no ano 2000, ‘faz-me sentir feliz, cheia de gozo e posso viver como Cristo nos ensinou'”, afirma ReL.

“Em novembro de 1999 ela foi presa pela primeira vez por violar a ‘área de segurança’ de um centro abortista. Foi seu primeiro natal na cadeia”.

“Seu crime é entrar em clínicas abortistas, na sala de espera, ou no jardim ante a porta de entrada, e repartir rosas brancas com um cartão às mulheres que estão ali. No cartão está escrito: ‘Você foi feita para amar e ser amada. Sua bondade é maior que as dificuldades. As circunstâncias na vida mudam. Uma nova vida, embora seja diminuta, promete um gozo irrepetível. Há esperança!'”.

Esta semana, um juiz de Toronto a declarou culpada de “uso e desfrute ilegal” das instalações da clínica abortista de Bloor West, perto de Toronto, assim como de “atrasar o desenvolvimento do negócio”.

As testemunhas afirmaram que “Mary tinha sido amável, tranqüila, pacífica em seu trato com as mulheres da clínica, mas para o juiz deu na mesma”.

Mary aproveita seu encarceramento para evangelizar. “No cárcere de mulheres reparte folhetos sobre a Bíblia e a Igreja. Escuta as mulheres que abortaram (o 90% das presas), chora com elas, reza com elas”.

“Para quando saírem, recomenda-lhes centros que ajudam a mulher a superar o trauma pós-aborto. Recebe visitas e cartas. As pessoas pró-vida a visitam, como faziam os primeiros cristãos com seus detentos encarcerados pelo César. Mary reza muito: onde Deus quer enviá-la na próxima vez?”

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Mary Wagner pode receber cartas de apoio na prisão, através do endereço:

Vanier Centre for Women
665 Martin St
Milton, Ontario
L9T 5E6
CANADA

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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