Missão como vocação Batismal

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Batismo nos insere no Corpo de Cristo, nos faz membros da Igreja; e, portanto, responsáveis pela sua missão de salvar o mundo pelo anúncio do Evangelho do Reino de Deus.

“Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).

Todo batizado, na sua realidade e no seu estado de vida, é um missionário por vocação batismal, e assim, precisa assumir a missão da Igreja, que é evangelizar. A Igreja somos todos nós.

Anunciar o Evangelho era para São Paulo a essência da sua missão:

“Anunciar o Evangelho, não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16).

Pedro e os apóstolos, depois que receberam a luz e a força do Espírito Santo no dia de Pentecostes (cf. At 2,3), compreenderam que a “missão da Igreja” é evangelizaro mundo, e assim o fizeram.

Esta ordem de Jesus é para todos:

“Ide, pois, ensinai a todas as nações batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,19-20).

E é confortadora a grande promessa de Jesus:

“Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20).

Que conforto e que segurança para o evangelizador! Onde ele vai, o Senhor vai com ele, presente, abrindo-lhe o caminho e as portas dos corações dos homens para receberem Seu Evangelho.

Já séculos antes de Cristo, o profeta Isaías dizia:

“Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade, que traz as boas novas e anuncia a libertação” (Is 52,7).

São Paulo alertava os cristãos de Roma:

“Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo” (Rm 10,17).

Quer dizer: “a fé entra pelo ouvido”; por isso, é preciso anunciar o Evangelho a todos.

Jesus ama cada pessoa individualmente, e não quer perder nenhuma, pois cada alma foi criada à sua imagem e semelhança, para ser feliz e viver para sempre com Ele. Pelo valor de cada pessoa Ele desceu do céu e sacrificou a sua vida para nos resgatar para  Deus.

É uma grande frustração para Jesus perder uma alma. No céu não pode faltar ninguém que foi criado à imagem de Deus. Por isso, Jesus convoca cada um de nós para irmos buscar cada uma das “ovelhas desgarradas da casa de Israel”.

E não pode haver para cada um de nós missão mais nobre e mais digna do que esta; ajudar a Jesus a salvar as almas.

“Descerá sobre vós o Espírito Santo e dareis força, sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8).

Que beleza! Deus confia em cada um de nós e chama a cada um para o ajudar nesta bela missão de “ser testemunha de Jesus”. Não importa se você é letrada ou analfabeta; pobre ou rico, capacitado ou não. Ele sempre nos capacitará se estivermos dispostos a dizer como o profeta: “Eis me aqui Senhor, enviai-me!” (Is 6,8-9)

A evangelização se dá em primeiro lugar pelo exemplo, em outras palavras, pela santidade de vida de cada cristão. A recíproca é verdadeira: a melhor maneira de des-evangelizar é pelo mau exemplo, pelo contra-testemunho. Nada pior para o Reino de Deus do que um cristão que ensina uma coisa e vive o contrário.

São Gregório Magno dizia que há uma lei áurea para todo evangelizador: “viver o que prega!”

O povo está cansado de mestres, está querendo mais santos.

Mas nem por isso podemos deixar de pregar e de evangelizar com medo de depois dar contra-testemunho.

Também não podemos esperar ficar cem por cento santos para começar a evangelizar; isto seria impossível.

O que precisamos é “vigiar e orar” em todo o tempo e em todo o lugar, pois “o espírito é forte, mas a carne é fraca”, como Jesus ensinou.

A evangelização se dá de inúmeros modos: pela palavra, pelo exemplo, pela oração. Na medida do carisma de cada um é preciso participar das atividades pastorais que levam os outros a um aprofundamento religioso. Os movimentos que há na Igreja se multiplicaram, graças a Deus, por obra do Espírito Santo, e precisam da cooperação daqueles que se dispõem a trabalhar pelo Reino de Deus.

Quantas crianças precisando de catequese!

Quantos jovens precisam conhecer o Caminho e a Vida que é Jesus!

O Senhor continua a nos dizer:

“A messe é grande, mas os operários são poucos”. (Lc 10,2)

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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