Michelle Duggar: Não estamos nem perto de uma explosão populacional

VIRGINIA BEACH, VIRGINIA, EUA, 29 de março de 2012, (LifeSiteNews.com) Michelle Duggar, estrela do reality TLC, é cruelmente criticada por ativistas ambientalistas por ter 19 filhos e contribuir para o que dizem é o problema de “explosão populacional” do mundo. Mas a fecunda mãe e estrela do reality show 19 Kids and Counting disse ao CBN News recentemente que crê que a explosão populacional “é uma mentira”.

Jornalista da rede de notícia cristã leu o email de um “amigo” que dizia:
Sempre quis perguntar para o casal Duggar que tipo de impacto ambiental esta família supergrande está tendo no mundo. A questão da explosão populacional pode ser um assunto polêmico, mas há muitas pessoas por aí que acham que a quantidade de filhos que essa família tem é demais, e mais do que a média de dois filhos por família.
“Uau”, respondeu Michelle. “A ideia de explosão populacional não é acurada porque, na verdade, a população inteira do mundo, se cada pessoa ficasse lado a lado, poderia caber nos limites da cidade de Jacksonville”, continuou ela. “Não estamos nem perto de uma explosão populacional”.

Michelle disse que apesar do tamanho incomum de sua família, eles minimizam seu impacto ambiental comprando produtos usados e de segunda mão que estão destinados ao monte de sucata.
Mas no final das contas, abundância de bebês causa pouca preocupação. “Concordo com a Madre Teresa de Calcutá quando disse, ‘Dizer que há bebê demais é como dizer que há flores demais'”.
Michelle disse que ora por seus filhos, criando-os para ser uma força para o bem da sociedade. “Eles vão ir para o mundo e vão ser pessoas que vão fazer uma diferença”, disse ela. “E eles provavelmente vão estar pagando a previdência social e ajudando outros a longo prazo”.

Ironicamente, os especialistas dizem que uma população reduzida poderá ser a ameaça mais iminente para muitas nações, principalmente na Europa e no Ocidente desenvolvido. “Recebemos, em nossa casa, visitas de representantes de outros países nos pedindo o favor de comunicar ao seu povo que eles precisam ter mais filhos, pois seus índices de mortalidade estão superando seus índices de natalidade, e eles estão em crise”, Michelle disse para a CBN. “Eles não têm agora pessoas em idade de casamento para seus jovens”.

O Fundo de População das Nações Unidas estima que, nos próximos 20 anos, a Rússia perderá dez por cento de sua população que já está diminuindo.
Enquanto isso, os meios de comunicação da China noticiam que, devido ao aborto de seleção sexual, 20 milhões de homens não conseguirão encontrar esposas em 2020.
“Penso que estamos sendo muito enganados quando cremos” na ideia de explosão populacional, disse Michelle.

Apesar da falta de provas, a “iminente ameaça de explosão populacional” continua a exercer um controle em autoridades de elevada posição dos Estados Unidos e do mundo inteiro. Uma reportagem noticiosa declara que, apesar das políticas que proíbem a promoção do aborto e da esterilização, a União Europeia pagou ilegalmente 30 milhões de dólares em verbas de impostos para fornecedores de aborto. Muitos desses gastos foram feitos no nome do “desenvolvimento”.
“Se olharmos para o desenvolvimento econômico nos tão chamados países do terceiro mundo, vemos que muitas vezes o caso é o contrário: uma população crescente leva ao desenvolvimento econômico. Políticas de desenvolvimento têm de combater a pobreza, não os pobres”, Sophia Kuby, diretora executiva de European Dignity Watch, disse para LifeSiteNews.com.

Kuby disse que o financiamento do aborto no nome do progresso econômico é inspirado por “um pensamento malthusiano que diz: O mundo enfrentará uma explosão populacional insuportável e a prioridade mais elevada – uma prioridade que chega a pisar no direito mais fundamental à vida – é reduzir a população nos países em desenvolvimento”.
John Holdren, o ministro da Ciência do governo de Obama, se descrevia como “firmemente um neo-malthusiano” em seu livro de 1977 “Ecoscience”, que propunha limitar a população do mundo por meio de medidas drásticas, inclusive “aborto compulsório” para mulheres americanas, se necessário.
Michelle disse para a CBN que em vez de colocar toda a nossa atenção na questão da explosão populacional, “precisamos ter como foco amar as pessoas e tentar ajudar e fazer uma diferença para o bem no nosso mundo”.

Por Ben Johnson

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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