Meditações sobre o Aborto

“Descalça as sandálias, porque o lugar que pisas é sagrado (Êx 3, 5 ), diz Javé a Moisés poucos momentos antes de revelar-lhe o nome divino e a missão de que vai incumbi-lo. Isso é o que a Igreja nos diz toda a vez que nos encontramos diante de um ser humano, mesmo que seja um embrião, e temos o dever de intervir no seu corpo ou na sua mente, de decidir sobre o uso dos seu órgãos ou apenas de lhe dar um conselho importante. Pede-nos que nos aproximemos dele com reverência e temor, com a consciência clara de que a vida humana, essa vida humana concreta, é, da concepção ao túmulo, território sagrado, privativo do Criador. Esta é a única base em que uma bioética verdadeiramente humana se pode apoiar.” (Livro “Questões de bioética”, Editora Quadrante).

“Não podendo convencer-me, como biólogo, que o ovo, o embrião ou o feto são menos corpo humano que a criança nascida ou ancião, devo a todos o mesmo respeito ético, absoluto, pela vida humana que neles se manifesta” (prof. Daniel Serrão – Diário do Minho, 08.01.1998).

“Em termos estritamente biológicos, está mais que provado que um embrião representa uma vida humana. Por alguma razão os juristas entendem que um embrião pode ser considerado herdeiro. Assim, sendo, só posso considerar o aborto como equivalente à eutanásia. Acho muito bem que se tente limitar a natalidade, mas não à custa do aborto. Abortar é matar um ser humano.” (dr. Antônio Gentil Martins – Diário do Minho, 20.08.1994).

“Com a união das duas células germinais, quer dizer, com a concepção, começa o desenvolvimento de um novo indivíduo humano, ou seja, uma nova criação não existente até esse momento.” (prof. Franz Bücher, biologista na Universidade de Friburgo).

“A embriologia moderna pode afirmar com segurança que o processo evolutivo embriológico é um processo contínuo, que vai desde o momento da concepção até ao momento do nascimento, e prossegue depois deste. Por isso, o feto deve ser considerado geneticamente autônomo, único e irrepetível. Daqui a ignorância daqueles que põem no mesmo plano a extração dum tumor, dum fibroma e o aborto.” (Jérôme Lejeune, prof. de Genética da Universidade de Paris, em “Peut-on le tuer?”).

“A diferença qualitativa entre a vida nascida e a vida não nascida, não existe. Nenhum biólogo afirmará que uma criança antes do parto é qualitativamente outro ser distinto, quer dizer, um ainda não homem”. (Cardeal Höfner).

“Jesus diz que nós somos muito mais importantes para seu Pai que a erva dos campos, os pássaros e as flores. Se ele cuida destas coisas, quanto mais não hão-de cuidar da sua vida em nós. Cristo não nos pode enganar porque a vida é o maior dom de Deus aos seres humanos, que, por terem sido criados à sua imagem, lhe pertencem. Não temos o direito de destruir essa vida.” (Madre Teresa de Calcutá).

“Como médico, sempre me impressionou o fato de os conceitos da medicina, as conclusões a que a ciência vai chegando, estarem de perfeito acordo com a doutrina da igreja. Não é uma adaptação da ciência médica à doutrina religiosa e muito menos uma adaptação desta àquela. Seguem caminhos independentes, e acabam por ser encontrar tantas vezes trabalhando para o mesmo fim. As descobertas que ultimamente se têem feito nos domínios da fisiologia e sobretudo da biologia, vêm dar singular apoio à doutrina da igreja sobre o aborto, tal como tem vindo a ser ensinada ao longo dos séculos.” (dr. Aureliano Dias Gonçalves, médico, autor de “O Ensino da Medicina em Portugal”, “Noções de obstetrícia”, “A vida em Casal” e “Mãe, quero viver”).

“Inicialmente é preciso dizer que não existe pré-embrião. Em depoimento na Corte do Tenessee, o Prof. Jerôme Lejeune já desfez esse engano. Afirma Prof. Lejeune: “que nada existe antes do embrião” e o “ser formado pela união do espermatozóide do homem e o óvulo da mulher constitui um ser humano único sobre o universo”. Em nosso entender o uso da expressão “pré-embrião” constitui um artifício para eliminar vidas humanas já concebidas. É uma maneira de anestesiar as consciências diante de um fato concreto: eliminação de um ser humano no início de sua trajetória vital.” (Site Providafamília, área Bioética. O prof. Jerôme Lejeune é considerado o fundador da genética moderna.).

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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