Medicina Ortomolecular

O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas, orto
(equilíbrio) e molecular (das moléculas). A Medicina Ortomolecular tem como
objetivo básico compreender as interrelações bioquímicas que ocorrem em nosso
organismo e, a partir desse conhecimento, atuar para manter o equilíbrio das
moléculas e, de maneira mais global, das células, órgãos e sistemas que o
compõem.  Quando esse equilíbrio é
rompido, acarretando uma desorganização molecular, adquirimos as doenças.

A Medicina Ortomolecular está estritamente relacionada ao
conceito de radicais livres, sendo o oxigênio, um dos componentes do ar que
respiramos, a principal fonte para a sua formação. Os radicais livres acarretam
enormes desvantagens para o organismo quando sua produção é aumentada a ponto
de superar a capacidade antioxidante natural do próprio organismo. Nessas
condições, adversas para o corpo humano, podem ocorrer situações degenerativas
crônicas para os tecidos orgânicos.

É importante entender que, para fazer uso dos conceitos da
Medicina Ortomolecular, é necessário e obrigatório ao médico um vasto
conhecimento da Clínica Médica tradicional, com amplos conhecimentos de
Farmacologia, para que possa apreciar as diferenças que existem entre o
tratamento convencional e a terapia ortomolecular havendo, algumas vezes,
necessidade de associá-las para o bom êxito do tratamento.

Dentro dos conceitos de terapia ortomolecular, o equilíbrio
metabólico é feito pela correções dos mecanismos moleculares fisiológicos,
suprindo-se o organismo com elementos adequados para uma reordenação
bioquímica, tendo papel principal as vitaminas, os minerais, os aminoácidos, os
ácidos graxos essenciais e, quando necessários, alguns hormônios.

Esses mesmos elementos, empregados no tratamento de várias
doenças, são considerados medicamentos ortomoleculares por serem substâncias
que participam obrigatoriamente do organismo humano sendo, portanto, oferecidos
como matéria prima que o organismo utiliza para suas necessidades básicas.

O médico que pratica essa terapêutica (que deve ser feita de
forma direcionada, através da análise mineralógica e exames complementares
laboratoriais e/ou radiológicos) está, certamente, contribuindo para evitar a
produção excessiva de radicais livres, diminuindo o consumo abusivo de
medicamentos tóxicos para o ser humano (antibióticos, corticóides, etc) e, com
isso, fazendo a prevenção das doenças degenerativas crônicas, o que certamente
irá proporcionar mais saúde e um envelhecer com melhor qualidade.

Dra. Raquel de Mello Porto

Médica ortomolecular
gpn@uol.com.br

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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