Matrimônio e Celibato consagrado: Respostas ao convite do Amor

Dom Jean
Laffitte fala a jovens católicos australianos

MELBOURNE,
quinta-feira, 21 de abril de 2011 (ZENIT.org) – Matrimônio e celibato consagrado são duas
formas possíveis de responder ao convite do amor, considera o secretário do
Conselho Pontifício para a Família, Dom Jean Laffitte.

O prelado
fez o discurso de encerramento do Encontro Nacional de Famílias Católicas em
Melbourne, na Austrália, depois de encontrar-se com um grande grupo de jovens,
no sábado.

Durante
todo o fim de semana de 15 a 17 de abril, mais de 800 pessoas participaram de
uma ampla variedade de conferências e workshops sobre 40 temas relacionados ao
matrimônio e à vida familiar.

No discurso
de encerramento, o prelado encorajou os presentes a transmitirem o amor de
Cristo, em todas as dimensões, como a única base segura e a esperança da
família: “O amor humano, na sua forma madura, o matrimônio, é uma boa
notícia, corresponde a uma aspiração profunda do coração de homens e mulheres.
Como um dom irrevogável que os esposos fazem um ao outro, o matrimônio sela um
pacto que, na forma cristã, é um pacto feito com o próprio Cristo”, disse
Dom Laffitte.

Para os
jovens, o prelado ilustrou duas maneiras possíveis de responder ao convite do
amor: o matrimônio e o celibato consagrado. A intervenção terminou com uma
sessão de perguntas e respostas.

Em seu
discurso do domingo, o secretário do Conselho Pontifício para a Família mostrou
como as famílias dão um contributo essencial para o bem comum da sociedade. Ele
disse que o perdão é uma expressão do amor.

“Por
esta razão, só quando um casal unido dispõe seus corações para o amor – disse
ele -, esse amor se abre ao perdão. Na Paixão do domingo, vemos claramente o
amor de Deus que se manifesta na Pessoa de Cristo, quem se oferece para
trazer-nos o perdão de Deus.”

O encontro
reuniu centenas de famílias, com seus filhos, bem como pessoas solteiras,
casais de namorados, avós. O luminoso ambiente festivo do fim de semana
culminou com uma Missa de encerramento que foi uma celebração rica,
concelebrada por Dom Laffitte e presidida pelo arcebispo de Melbourne, Denis
Hart, quem acolheu a conferência com o apoio da Conferência Episcopal
Australiana.

No final da
Missa de encerramento, o arcebispo Hart encabeçou os delegados na gravação de
uma breve mensagem de vídeo, de agradecimento, para enviar a Sua Santidade,
agradecendo-lhe por suas orações e seu apoio. O Papa Bento XVI, anteriormente,
havia enviado uma mensagem em vídeo, dando sua bênção aos delegados e
assegurando-lhes suas orações.

Mateus
McDonald, do escritório da arquidiocese da Vida Matrimonial e Família, que foi
o responsável pela coordenação do evento, disse: “O encontro é um enorme
incentivo para todos nós. A mensagem do Santo Padre, a presença de oito bispos,
juntamente com muitos sacerdotes e religiosos, expressam eloquentemente a
solidariedade de toda a Igreja em nossa missão de promover o papel
indispensável e insubstituível do matrimônio e da vida familiar”.

“Como
cristãos, há momentos em que nos sentimos isolados por uma cultura que nem
sempre favorece um ambiente fértil em que as famílias possam florescer. Mas, ao
permitir que nós sejamos modelados pelo amor de Cristo, confiando na sua fidelidade,
e com o apoio de tantos irmãos e irmãs que pensam como nós, como podemos sentir
outra coisa senão uma grande esperança no futuro?”

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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