Jornal Vaticano pede liberdade de expressão para Igreja na Venezuela

Jornal Vaticano pede liberdade de expressão para Igreja na
Venezuela

Após os
ataques do presidente Chávez ao cardeal Urosa

CIDADE DO
VATICANO, sexta-feira, 9 de julho de 2010 (ZENIT.org) – O jornal da Santa Sé pediu em manchete “liberdade
de expressão” para a Igreja Católica na Venezuela, depois dos insultos
pronunciados pelo presidente deste país, Hugo Chávez, contra o cardeal Jorge
Liberato Urosa Savino.

“Liberdade
de expressão para a Igreja na Venezuela” é o título do artigo publicado na
edição italiana deste 8 de julho em “L’Osservatore Romano”.

“A Igreja
Católica na Venezuela rejeita com determinação a indescritível agressão verbal
referida ao cardeal arcebispo de Caracas”, diz o artigo do jornal vaticano, ao
recolher as primeiras reações emitidas pelos representantes eclesiais.

“L’Osservatore
Romano” recorda que Hugo Chávez, “nos últimos dias, tem jogado gasolina no fogo
em relação às relações Igreja-Estado. Ele o fez em duas ocasiões, aproveitando
as celebrações do bicentenário da independência nacional”.

“Precisamente
a 5 de julho, dirigindo-se à Assembleia Nacional em uma solene sessão
comemorativa, Chávez dirigiu insultos muito duros ao purpurado, que
recentemente havia denunciado o fechamento de muitos meios de comunicação da
oposição e havia convidado o Governo a que respeitasse os direitos democráticos
reconhecidos pela Constituição”, informa o jornal vaticano.

O
secretário geral da Conferência Episcopal da Venezuela, bispo Jesús González de
Zárete Salas, em uma entrevista à rede Globovisión, rechaçou as acusações e se
converteu em porta-voz das manifestações de solidariedade que o cardeal tem
recebido pelo país.

Na mesma
linha, o Conselho Prebisteral da arquidiocese de Caracas emitiu um comunicado
em que recorda que, “como cidadão venezuelano, o cardeal Jorge Urosa Savino tem
pleno direito e dever de opinar e contribuir para o bem comum, segundo sua
ampla preparação cultural e suas convicções pessoais.

“Em suas
palavras – acrescenta -, o Presidente da República publicamente pediu para
ignorar a legitimidade dos pastores que foram eleitos pelo Santo Padre. Em tal
sentido, rejeitamos a pretensão de créditos do Primeiro Magistrado sobre as
decisões internas da Igreja, sobre a nomeação dos membros de sua hierarquia. O
Santo Padre, como Pastor Universal da Igreja Católica, goza de total autonomia
e liberdade para nomear os bispos para as diversas sedes diocesanas no mundo
inteiro e para instituir os membros do Colégio dos Cardeais”.

“O clero da
arquidiocese, junto com sua congregação, reitera sua inquebrável comunhão com o
arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Savino, nosso legítimo pastor”,
conclui o comunicado. 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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