JMJ: jovens de hoje precisam urgentemente de Cristo

Igreja deve
redobrar esforços de evangelização dos jovens, diz cardeal

MADRI,
terça-feira, 1º de março de 2011 (ZENIT.org) – A próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ)
não terá nenhum outro propósito além de anunciar Jesus Cristo, a quem os jovens
esperam, “conscientemente ou não”.

Isto foi
afirmado ontem pelo cardeal Antonio Maria Rouco Varela, arcebispo de Madri e
presidente da Conferência Episcopal Espanhola, no discurso de abertura da 97ª
Assembleia Plenária dos bispos espanhóis.

O cardeal
Varela, cuja arquidiocese vai sediar a JMJ, dedicou o seu discurso a falar
sobre este próximo evento global de agosto próximo.

A Igreja,
disse ele, “não tem outra coisa para oferecer aos jovens e a todas as
pessoas de hoje, a não ser Jesus Cristo. Não há salvação fora d’Ele. E os
jovens precisam urgentemente d’Ele”.

A este
respeito, disse que a JMJ “é um instrumento providencial ao serviço do
esforço missionário da Igreja na evangelização da juventude”.

O programa
da JMJ, disse ele, é, “mais uma vez, claramente cristológico, focado em Jesus Cristo”.

“Para
alguns, isso parece óbvio: centrar a missão juvenil no anúncio completo de
Jesus Cristo. Presumivelmente, outros buscariam abordagens mais específicas ou
mais adaptadas às necessidades dos jovens.”

No entanto,
afirmou, “depois de dois mil anos de evangelização, a Igreja de hoje
percebe que Jesus Cristo ainda é muito pouco conhecido e amado”.

A proposta
cristã, reconheceu, “é uma oferta contracorrente, porque, em meio a um
mundo que sofre com a incerteza e que, muitas vezes ainda parece gostar disso,
fechando-se a qualquer proposta de verdade, a Igreja quer oferecer aos jovens a
firmeza da fé que o Senhor torna possível”.

Os jovens
de hoje – no início do século XXI – “já não são exatamente aqueles de 25
anos atrás, que responderam aos primeiros convites de João Paulo II”,
reconheceu o purpurado.

“Aqueles
que se consideravam como ‘os jovens do 2000’ já tinham tido tempo para
experimentar a decepção das utopias fermentadas 20 anos antes, em maio de 68, e
olhavam para a mudança de milênio como à desejada realização de ideais mais
verdadeiros.”

“Não
era estranho, portanto, que se percebesse entre os jovens da Igreja uma espécie
de nova nostalgia de Deus e um anseio escondido de encontrar-se novamente com
Jesus Cristo, com a sua verdade e com o seu amor.”  

Frente a
eles, para os jovens de 2011, “o ideal humano da liberdade reconquistada
foi proposto e explorado por milhares de caminhos nas últimas duas
décadas”; por isso, “os jovens estão particularmente expostos à
influência desorientadora do relativismo”.

Diante
desta nova situação, não devemos “abandonar a abordagem pastoral e
evangelizadora que caracterizou as JMJ”, mas, ao contrário,
“consolidá-la e vivificá-la espiritualmente”.

Finalmente,
ele se referiu a duas questões “de vital importância para a juventude de
hoje”, que serão discutidas nesta assembleia plenária: “a colaboração
necessária entre a família, a paróquia e a escola, para a educação na fé das
crianças e jovens; e a questão da verdade do amor humano como um elemento-chave
no amadurecimento dos jovens como pessoas”.

“Anunciar
o Evangelho do matrimônio e da família é, sem dúvida, um dos aspectos mais
belos da nova evangelização e da juventude. Mas precisamos urgentemente,
sobretudo, anunciar o amor de Cristo aos jovens.”

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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