Homossexualismo e Lesbiasnismo

A prática do homossexualismo quanto do lesbianismo são desordens no plano de Deus.

A tendência de procurar a pessoa do mesmo sexo, tem raízes que a própria ciência ainda não compreende bem as suas causas, além das razões de ordem educacional.

Não há nenhuma comprovação médica de que o homossexualismo seja fruto de uma disfunção glandular.

Há fortes evidências de que ninguém nasce com a tendência ao homossexualismo, mas que este desequilíbrio se desenvolve na criança ou no jovem por problemas familiares (separações, brigas, etc.), obsessão da mãe pelo filho, desinteresse e grosseria do pai, forte insegurança, experiência sexual fracassada ou traumática na adolescência, educação sexual mal conduzida, e muitas outras causas não bem conhecidas.

A experiência tem mostrado que muitos jovens tornam-se homossexuais por alimentarem a mente com pornografia  homossexual, ou por terem experimentado uma só vez para ver como é.

Alguns homossexuais chegaram a confessar que começaram por curiosidade e depois não puderam mais parar. Mas não é o fato da pessoa ter tido uma única experiência sexual com outra do mesmo sexo que a torna homossexual. Muitos jovens que na infância passaram por uma experiência assim puderam se tornar pessoas heterossexuais, casadas e levando uma vida normal.

Há uma tendência nos movimentos de homossexuais de exagerar o seu número ou de afirmar que em todas as pessoas há uma tendência inata ao homossexualismo; isto não é uma verdade comprovada.

Não podemos manter o menor preconceito contra essas pessoas e nem imaginá-las como uma aberração da natureza. É falta de caridade cristã debochar deles, dar-lhes apelidos pejorativos e degradantes, ou zombar deles.

São seres humanos, filhos de Deus e nossos irmãos.

Na verdade esses jovens travam uma terrível batalha; a mais solitária talvez que exista. Às vezes são desprezados pelos amigos, pela própria família, e até pelos pais. É como se fosse um cordeiro separado do rebanho, ferido e abandonado, necessitando de ajuda.

A maioria dos homossexuais é triste, sente o peso da culpa e a condenação da sociedade; muitos têm medo e vergonha da sua situação, e vivem em depressão e solidão.

Uma grande Associação norte americana de homossexuais (Sociedade Matachine) disse certa vez o seguinte:

“Não estamos em busca de novos filiados. Pelo contrário, em vista de nossa própria experiência – a vergonha, o embaraço, a humilhação que todos nós conhecemos – gostaríamos de aconselhar a qualquer pessoa que ainda não se tenha tornado homossexual ativo, mas que tem dúvidas a seu próprio respeito, para tomar outra direção se puder.” (Citação de David Wilkerson)

A tendência ou a tentação ao homossexualismo não é pecado, mas se torna pecado se houver o consentimento e a prática de ato sexual com pessoa do mesmo sexo.

A condenação da Bíblia e da Igreja à prática da homossexualidade é expressa, desde o Antigo Testamento:

“Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher: isto é uma abominação” (Levítico 18,22).

“Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma  coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa” (Lev 20,13).

São palavras claras, pelas quais Deus classifica a prática do homossexualismo como uma abominação.

Na carta aos romanos, São Paulo mostra a gravidade desse comportamento desordenado:

“Conhecendo Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças… Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações e à imundície, de modo que  desonraram entre si os próprios corpos… as suas mulheres mudaram o uso natural em outro que é contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam de desejos uns para com os outros, cometendo homens  com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario” (Rom 1,21-17).

Quando, em 1994, no Ano da Família, o Parlamento Europeu, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, o Papa João Paulo II, tomou posição imediata:

“Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral…  Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).

O Catecismo da Igreja também é claro ao condenar ao atos de homossexualidade:

“Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1-20; 1 Tm 1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade” são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural” (nº 2357).

Portanto, caro jovem, não existe um “homossexualismo cristão”; mesmo que você ouça isto de um teólogo ou mesmo de um padre.

Sabemos que não é fácil a luta contra as misérias da carne, e é preciso ter caridade, respeito e compaixão pelos que sofrem desses males. É preciso lembrar-lhes que só Cristo pode dar força e libertação. Lembra-nos o Apóstolo  que:

“Tudo posso naquele que me dá forças” (Fil 4,13).

Importa não desanimar na luta em busca da pureza. Sempre lutar, com a graça de Deus, até que o espírito submeta a matéria.

Muitas vezes pode nos parecer que a luta contra as paixões da carne sejam sem fim, ou que a vitória seja impossível. De fato, com a nossa fraqueza jamais podemos vencê-las, mas, como disse Santo Agostinho, que experimentou tão bem este combate: “o que é impossível à natureza, é possível à graça”.

Somente com os auxílios da graça de Deus é que podemos vencer as misérias da nossa carne. Daí a importância de uma continua vigilância sobre nós mesmos, ao mesmo tempo em que vivemos uma perseverante vida de oração e de participação nos Sacramentos da Reconciliação (Confissão) e Eucaristia.

Jesus já carregou todas as nossas misérias em sua carne, e as pregou na Cruz. Nestes Sacramentos, Ele nos lava com o seu próprio sangue redentor, e nos alimenta e cura a alma, a fim de que sejamos fortes contra as tentações .

O homossexual poderá deixar o homossexualismo se decididamente estiver disposto a isto; e clamar a Deus com todo o seu coração. E quanto mais cedo isto acontecer tanto melhor; será mais difícil naqueles casos onde já existe um comprometimento profundo com outra pessoa do mesmo sexo.

Para deixar o homossexualismo será preciso, como para o drogado, abandonar as velhas amizades, deixar os ambientes que favorecem a sua prática. As más companhias neste caso são pior do que veneno; você terá que deixar os “velhos amigos”. Corte-os de sua vida imediatamente.

Nossa Mãe Maria é a Rainha da pureza e está sempre pronta a lhe auxiliar nesta luta árdua. Recorra a ela e se ponha continuamente debaixo de sua proteção materna.

A luta contra as impurezas é da maior importância, não só para cada um de nós, mas principalmente porque cada batizado é “membro de Cristo” (1Cor12,27).

É preciso estar  ciente de que, quando nos sujamos, sujamos também o Corpo de Cristo; aí está toda a gravidade da luxúria. Cada um de nós é parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja; logo, o nosso pecado afeta toda a Igreja.

Lembre-se de algumas coisas:

Perdoe a todas as pessoas que você acha que foram culpadas pela sua situação atual. Deus não perdoa a quem não perdoa os outros. Não adianta nada  você ficar culpando os seus pais ou os seus familiares. Isto nada te ajudará; ao contrário, só atrapalhará. Sabemos que sem perdão não há cura.

Acredite que você pode mudar. Acredite que você não precisa ser homossexual; acredite que você pode ser curado por Deus.

Nos momentos de tentação, de solidão e de depressão, não beba; a bebida enfraquecerá a tua vontade e a tua lucidez, e fatalmente te levaria a cair. Muitos homossexuais se  tornam alcoólatras. Nesta hora será preciso beber de Deus e não do álcool.

Renuncie diante de Jesus, sempre que puder, na Eucaristia e diante do Sacrário, ao pecado do homossexualismo, e peça sem cessar e sem desanimar a sua cura.

Não volte seu pensamento aos fatos e coisas que você viveu no passado; entregue sua mente e seus pensamentos a Deus; e alimente-os na oração e na meditação da palavra de Deus. Vença a tentação repetindo em voz baixa um versículo da Bíblia.

“O Senhor é meu pastor, nada me faltará!”

“Tudo posso em Jesus Cristo que me dá forças!”

Viva um dia de cada vez.

Jesus disse que a cada dia basta o seu mal. Isto é, você precisa  aprender a viver um dia de cada vez; uma luta
a cada dia.  O pecado, qualquer que seja, só poderá ser vencido se a gente lutar todos dias contra ele, com força e fé renovadas a cada dia. Não haverá uma vitória definitiva,  de modo que eu não precise mais lutar. Não. A luta contra o pecado será necessária sempre; se eu deixar de lutar ele me vence.

7. Não se preocupe com o amanhã; quem reza não pode ter medo do futuro; o mesmo Deus que te guarda hoje, te
protegerá amanhã. Portanto, viva o teu “hoje” na graça de Deus.Na luta contra o pecado Deus vê todos os nossos esforços, até os menores; e não nos abandona.

“Clamou este aflito e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações.” (Salmo 33,6)

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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