História da Igreja: 21/10/2010 – Parte 2

continuação:

– 306 – 337
– Constantino – fim da perseguição – 6 milhões de cristãos – Edito de Milão

– 330 –
Constantino funda Constantinopla, antiga Bizâncio, hoje Istambul.

– 369 –
Juliano o Apóstata – “Tu venceste ó Galileu!” 

“A espada romana
se curvou diante da cruz” (Daniel Rops).

– 379 – 395
– Teodósio – oficializou o Cristianismo em 380 pelo Edito de Tessalônica

– Atas de
Martírio que nos chegaram às mãos, as de Sta. Cecília, S. Jorge, S. Cristóvão,
S. Sebastião, S. Lourenço…,

São Pedro
em Roma

– S.
Clemente de Roma (88-97), em sua carta aos Coríntios, refere-se a Pedro e
Paulo, que lutaram até a morte e deram testemunho diante dos poderosos; supõe
que ambos tenham morrido em Roma (cf. cc. 5-6).

– S. Clemente
de Alexandria (? 215) narra que S. Marcos, intérprete de Pedro, redigiu por
escrito a pregação de Pedro a pedido de seus ouvintes romanos (cf. Eusébio,
História Eclesiástica II 15; VI 14).

– S. Irineu
de Lião (?202), por volta de 180-190, atribui a fundação da comunidade de Roma
aos apóstolos Pedro e Paulo e apresenta um catálogo dos bispos de Roma desde
Pedro até sua época (Contra as heresias 
II 3,2-3). Afirma que, para guardar a autêntica Tradição Apostólica, é
preciso concordar com a doutrina da Igreja de Roma.

– O
presbítero romano Gaio, por cerca de 200, atesta que, ainda nos seus tempos, se
podiam mostrar em Roma os troféus (tropaia), isto é, os túmulos dos dois
Apóstolos: o de Pedro na colina do Vaticano, e o de Paulo na via Ostiense
(Eusébio, II 25)

– “Pedro
está aqui” ou “Salve, Apóstolo” ou “Cristo Pedro”.
(Pio XII, 1948)

Padres
Apostólicos – ouviram os Apóstolos

1) São
Clemente de Roma (? 97), terceiro bispo de Roma após São Pedro. Em 96 escreveu
a Carta aos Corintios.

2) S.
Inácio, bispo de Antioquia (? 107) –  condenado à morte na perseguição de Trajano
(98-117). Escreveu seis cartas às comunidades de Éfeso, Magnésia, Trales,
Filadélfia, Esmirna, Roma, e uma ao bispo Policarpo de Esmirna. Chama a igreja
de Roma “aquela que preside na caridade”.

3) São
Policarpo (? 156), bispo de Esmirna, viu e ouviu São João Evangelista. Escreveu
uma carta aos filipenses. O relato do Martírio de São Policarpo aos 80 anos –  a mais antiga Ata de martírio que temos.

4) Pápias
(? 130 aproximadamente) foi bispo de Hierápolis na Ásia Menor. Redigiu cinco
livros intitulados “Explicações dos dizeres do Senhor”, que se
perderam, excetuados poucos fragmentos, muito preciosos porque referem datas e
circunstâncias atinentes à redação dos Evangelhos.

5) A
Didaquê (Doutrina dos Doze Apóstolos), séc I, é um catecismo simples da vida
cristã e um ritual, que trata do Batismo, da Eucaristia, da celebração do
domingo, do jejum… .

6) A
Epístola do Pseudo-Barnabé foi erroneamente atribuída a este companheiro de São
Paulo.

7) O Pastor
de Hermas deve-se a um personagem que não podemos identificar. Trata da
penitência sacramental, que era ministrada com grande rigor e uma só vez para
cada cristão; os antigos confiavam à misericórdia de Deus aqueles que, após a
dura praxe penitencial da época, recaissem nos mesmos pecados.

Padres
Apologistas

– Ano 107 –
S. Inácio de Antioquia, bispo, mártir no Coliseu.

– Ano 117 e
130 – Aristides (?130), filósofo cristão de Atenas escreve ao Imperador Adriano
defendendo a fé cristã.

– Ano 150 –
S. Justino (?107), mártir,  escreve ao
Imperador Marco Aurélio defendendo os cristãos (Apologia).

– Ano 172 –
Melitão de Sardes (?177) escreve ao imperador Marco Aurélio, sugerindo bom
entendimento entre Igreja e Estado.

– 177 – S.
Irineu de Lião (?202), discípulo de S. Policarpo, escreve “Adversus Haereses”,
bispo de Lião.

= “Na
Igreja uma doutrina é verdadeira quando está de acordo com a tradição que vem
dos Apóstolos”.

= ” A
Igreja fundada por Pedro e Paulo em Roma ocupa lugar preeminente: todas as outras
igrejas devem estar de acordo come ela” (Adv. Haer. 3,1-3).

– Ano 180, Teófilo
de Antioquia (?181), fala em Tríade para Deus.

– Ano 190 –
Papa Victor exige dos cristãos da Ásia Menor que celebrem a Páscoa no domingo
seguinte `a Pessah judaica, e não no mesmo dia.

– Ano 195 –
Escola de Catequese de  Alexandria, com S.
Clemente (?215) (“O Pedagogo”) e Orígenes.

– Ano 197
–  Tertuliano, jurista e retórico de
Cartago, escreve o “Apologeticum” em defesa dos cristãos.

“Sanguis
martirum semem cristianorum” . “Vede como se amam”.

– Ano 200 –
Cânon de Muratori – catálogo do Novo Testamento, falta apenas a Carta aos
Hebreus, Tiago e duas cartas de Pedro.

 Heresia do Montanismo – Montano da Frigia
anuncia o fim do mundo e a volta iminente de Cristo. Exige jejum perpétuo,
proíbe casamento, aceita o martírio, minimizou o papel dos Bispos.

– Gnosticismo combatido pelos Apóstolos e por Santo Irineu de Lião
(?202), primeiro racionalismo na Igreja.

– Concílios de Nicéia I, em 325, para reprovar o arianismo, de Ário,
que negava a divindade de Cristo;

– Concilio de Constantinopla I (381), para condenar o macedonismo, de
Macedônio, patriarca de Constantinopla, que ensinava que o Espírito Santo não
era Deus. Desse dois Concílios surgiu a formulação do Credo niceno-constantinopolitano
que rezamos ainda hoje.

 

 


 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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