Harmonia Conjugal – Parte 1

family1437716Como podemos “crescer” como casal cristão?

O casamento, e a família de modo especial, é uma escola de amor, porque a convivência diária obriga a acolher os outros com respeito, diálogo, compreensão, tolerância e paciência. Este exercício forte de vivência das virtudes, faz cada um crescer como pessoa humana.

Na família, Deus nos ensina a amar e nos dá a oportunidade de sermos amados. A harmonia conjugal é atingida quando o casal, na vivência do amor, “supera-se a si mesmo” e harmoniza as suas qualidades numa união sólida e profunda. Quando isto ocorre, cada um passa a ser enriquecido pelas qualidades do outro. Há, então, como que uma transfusão de dons entre ambos. Mas para isso é preciso que o casal chegue à unidade, superando as falsidades, infantilidades, mentiras e infidelidades.

Para chegar a este ponto é necessário olhar para o outro com muita seriedade, respeito e atenção.

Ninguém é obrigado a se casar e a constituir uma família, mas se tomamos esta decisão, então devemos “casar prá valer”, com toda responsabilidade. Aquela pessoa com quem decidimos casar é a “escolhida” entre todos os homens ou mulheres que conhecemos; e portanto, como o(a) eleito(a), devemos ter-lhe em alta conta, como a pessoa “especial” na nossa vida, merecedora portanto de toda atenção e respeito.

É lamentável que entre muitos casais, com o passar do tempo, e com a rotina do dia-a-dia, a atenção com o outro, e, pior ainda, o respeito, vão acabando. Não tem lógica, por exemplo, que um ofenda o outro com palavras pesadas e que provocam ressentimentos; não tem cabimento que o marido fique falando mal da esposa para os outros, criticando-a para terceiros. Isto também é infidelidade. Esta não acontece somente no campo sexual.sereisumascarne

Por outro lado, é preciso cuidar para que a atenção, o carinho, para com o outro não diminua. É importante manter acesa a chama do desejo de agradar o outro. São nos detalhes que muitas vezes isto se manifesta: Qual é a roupa que ela gosta que eu vista? Qual é o corte de cabelo que ele gosta? Qual é a moda que ele gosta? Qual é a comida que ele gosta? Quais são os móveis que ela gosta? Qual é o carro que ela prefere? Qual é o lazer que ele gosta? Enfim, a preocupação em alegrar o outro, sem cair no exagero, é claro, é o que mantém  a comunhão de vidas.

Isto não quer dizer que o amor conjugal deva ser um “egoísmo a dois”. Como dizia Exupéry, “amar não é olhar um para o outro, mas é olhar ambos na mesma direção”. Isto é, o casal não pode parar em si mesmo, ele tem grandes tarefas pela frente: os filhos, a ajuda
aos outros, a vida na Igreja, etc. Importa olhar na mesma direção e caminhar juntos.

Para que a harmonia aconteça na vida do casal, dia-a-dia, ele deverá rejeitar tudo que possa desuni-lo: brigas e palavras ofensivas, comparações com as vidas e atitudes dos outros casais, desentendimentos com a família do cônjuge, inveja e ciúme do outro, desentendimento no uso do dinheiro, reclamações, negativismo, apego exagerado aos pais, mau humor, embirração, enfim, tudo o que azeda o relacionamento.

Para que a harmonia aconteça é preciso conhecer o outro. Cada um de nós é um mistério insondável, único e irrepetível. Somos indivíduos. Não haverá dois iguais a você na face da terra e na história dos homens, mesmo que se chegue ao absurdo da clonagem do ser humano. Cada um de nós é insubstituível, e isto mostra o quanto somos importantes para Deus.

Quando nos casamos, recebemos o outro das mãos de Deus e da família, como um presente ímpar, singular, sem igual, e que deve portanto, ser cuidado com o máximo cuidado, para sempre.

É fundamental para a vida do casal que cada um conheça a história do outro: a sua vida, o seu passado, a realidade familiar de onde veio, etc, para poder compreendê-lo, ajudá-lo, amá-lo, perdoá-lo. Ninguém ama a quem não conhece.

Logo que entramos na escola, e aprendemos a ler e a escrever, já nos ensinam a História do Brasil. Por que? Porque é a nossa pátria, ora. E se não conhecermos a sua história, não conseguiremos amá-lo, compreendê-lo  e servi-lo como convém. Por que somos tão diferentes dos Estados Unidos, se temos mais ou menos a mesma idade? O conhecimento da História do país vai responder essa pergunta. Eles foram colonizados devido aos imigrantes da Inglaterra, numa situação mais favorável que a nossa. Aqui houve uma difícil mistura entre negros escravos, índios despreparados e europeus nem sempre dos melhores. Daí surgiu a nosso povo. Então se compreende as nossas dificuldades, e porque não caminhamos tão rápidos quanto os norte – americanos.

Esse exemplo mostra a importância de conhecer a história. Compreendemos, assim,  melhor o nosso país, o perdoamos, e temos mais paciência com ele. Da mesma forma no casamento; é preciso conhecer a “história” da vida do outro, afim de poder compreendê-lo melhor, aceitá-lo com mais disposição, e perdoá-lo com mais amor.

Todo o nosso passado permanece vivo dentro de nós, e o levamos para o casamento. Para que o outro me compreenda, por melhor e mais santo que seja, precisa conhecer o meu passado, a história da minha vida. E aí está a importância de revelar para o outro este “mistério” que somos nós, de maneira clara e autêntica, sem fingimentos e mentiras.

Acompanhei um jovem casal que se separou alguns meses após o casamento. A moça me dizia: “ele era um santo antes do casamento, depois se transformou num animal”. De outro lado, ele me dizia: “ela era um anjo antes do casamento, depois se transformou numa cobra”. Fiquei muito intrigado com aquilo, e comecei a me questionar se por acaso o matrimônio poderia ser a causa de tão tristes metamorfoses. A conclusão a que cheguei é que eles não se conheciam. Casaram-se sem se conhecer. Então, quando foram viver juntos, morar juntos, os defeitos  surgiram, e não se suportaram…

Quando o casal não se conhece bem, acaba cometendo dois erros: antes do casamento parece que o outro não tem defeitos; e depois do casamento parece que tem todos.

Ao conhecermos a profundidade desse “mistério” que é o outro, teremos então, condições reais, de aceitá-lo como ele é, e, a partir daí, ajudá-lo a se superar.

Um mistério só pode ser conhecido se for revelado. Portanto, cada um precisa “se revelar”, com toda a sinceridade e autenticidade, para que o outro o conheça.  Embora essa prática seja iniciada no namoro, contudo, ela não deve cessar na vida do casal. Sempre é tempo de conhecer o outro cada vez mais, para descobrir as suas riquezas.

É aqui que entra a importância do diálogo na vida do casal. Algumas dificuldades o atrapalham e o casal deve estar atento para isso.  Para alguns é a falta de hábito no diálogo; não estão acostumados a ele. De outro lado será preciso vencer tanto o mutismo, o não falar, como o falar demais, a ponto de anular o outro.

Não poderá haver também o sentimento de superioridade diante do outro, pelo fato de eu ser mais estudado; seria orgulho bloqueador do diálogo que leva o outro a se fechar.

Outro perigo a ser vencido será a simulação, a falta de sinceridade, ou o fingimento diante do outro. Será preciso também, vencer o medo de falar o que está no coração, e será preciso também não idolatrar o outro como se ele fosse tudo e eu nada. Há ainda outras coisas que dificultam o bom diálogo: a falta de aceitação do outro como ele é, e não como eu gostaria que fosse; trabalho em demasia que gera cansaço, impaciência e falta de tempo para uma boa conversa; vida social intensa; distração em relação ao outro, etc…

O diálogo frutuoso ocorre quando existe a humildade  em ambas as partes, quando a espontaneidade e a coragem de emitir a própria opinião existem, quando os sentimentos e a sensibilidade de cada um é controlada, quando existe paciência, boa vontade, compreensão mútua, quando estão presentes a confiança no outro, a perseverança e a renovação…

Tudo é importante no diálogo: o sorriso, o olhar, os gestos… o silêncio oportuno, a correção suave e adequada, o momento certo…

É conhecendo-se que o casal cresce, fortalece a sua unidade e o seu amor. Dialogar não quer dizer  jogar confetes no outro; é também  correção mútua e sincera, sem medo de fazer a própria auto crítica diante do que estou ouvindo do outro, e que está me dizendo tudo isso porque me ama e me quer ver crescer. Ninguém pode ajudar tanto a você quanto aquela pessoa que partilha a vida a seu lado.

É preciso dizer ainda que para um bom diálogo é preciso vencer todo cinismo, desprezo do outro, desânimo, desespero, preguiça, imposição das próprias idéias, não saber ouvir, não saber guardar os segredos de uma conversa confidencial. Tudo que se passa na vida do casal deve ficar só entre eles; a menos que, de comum acordo, queiram comunicar a alguém. Especialmente as coisas mais íntimas devem ser guardadas com zelo.

É preciso que o casal esteja também atento para as diferenças psicológicas próprias da natureza de cada um. Em geral o homem é mais frio, calculista, e mais objetivo do que a mulher. Ele é mais conduzido pela razão, pela síntese dos fatos, e é levado normalmente a comandar a situação. A mulher é mais frágil fisicamente, mais conduzida pelo afeto, pela intuição subjetiva, mais dada à emoção; às vezes ela deseja como que se adivinhe o que está querendo, é mais preocupada com os detalhes, datas, enfeites… Enfim, o coração do homem é o mundo, enquanto o mundo, para a mulher, é o seu coração.

Leia também: Harmonia Conjugal – Parte 2

Harmonia conjugal e sexual do casal cristão

Os dez mandamentos do casal

Normalmente o homem espera da mulher que ela seja caprichosa, consigo e com a casa, que cuide da sua aparência e estimule-o nas suas atividades.

A mulher, por seu lado, espera compreensão, segurança, atenção às suas qualidades, afeição, romance, elogio, carinho e também estímulo para as suas realizações.

As diferenças pessoais não são obstáculos à harmonia conjugal; ao contrário, a comunhão do casal enraíza-se na complementaridade natural que existe entre o homem e a mulher e cresce na partilha das riquezas de cada um.

Um bom segredo para ser feliz no casamento, é aquele, dado aos maridos, por um célebre conferencista:

“Se você quer ser tratado como um rei, então trate a sua  esposa como uma rainha.”

Muitos querem ser tratados como reis ou rainhas, mas tratam o outro como servo. “É dando que se recebe”, é amando que se é amado, é servindo que se é servido. A alameda do amor tem mão dupla. “Planta amor e colherás amor”, ensinava São João da Cruz.

Podemos dizer que um casal harmonioso é um casal maduro. O que é ser maduro? É ser plenamente homem ou mulher.

Maturidade afetiva consiste no domínio da emotividade e dos sentimentos, especialmente nos momentos difíceis da vida; viver pelas próprias convicções, e não pelos impulsos de cada momento.

Maturidade social significa ter um relacionamento normal com as pessoas e grupos, abertura ao diálogo, relacionamento respeitoso, mas independente, com os pais e com as famílias; capacidade de adaptação às diversas situações da vida, senso de cidadania, capacidade de trabalho, realização profissional.

Maturidade intelectual pressupõe ter convicções e autenticidade diante dos problemas, pessoas e acontecimentos, espírito crítico construtivo, humildade para reconhecer as próprias limitações, capacidade de tomar decisões, não ser dominado por caprichos e preconceitos.

Maturidade espiritual é ter uma fé sólida, perseverante, clareza de convicções religiosas, opção clara por Deus e autêntica vida religiosa.

Para se chegar à maturidade há que se percorrer um caminho de auto-educação, auxiliado pelo cônjuge.

Em primeiro lugar será preciso conquistar a lucidez de saber ver, prever, refletir, aconselhar-se, rever a própria vida, saber ouvir, saber dialogar. Importa vencer o excesso de ocupações e agitação, o exibicionismo infantil de querer aparecer, e evitar a fuga da realidade.

Para chegar à maturidade é preciso conquistar a liberdade autêntica, e não se deixar guiar pelas pressões da publicidade, pelas comparações com a vida dos outros, nem se deixar paralisar pelos próprios medos; não ser escravo dos instintos (gula, sexo, fama, dinheiro,…). Ao contrário, será preciso saber guiar-se por uma escala de valores cristãos, e resistir contra as ameaças e influências perversas que vêm de fora.

Ser maduro é ser responsável; é saber enfrentar os desafios e as tarefas da vida, sem reclamar e sem culpar os outros; é evitar ser omisso, negligente, imprudente, derrotista ou infantil.

Muitas são as expressões de falta de maturidade.

Pela busca constante da oração, dos sacramentos da confissão e da Eucaristia, numa vida de vigilância sobre nós mesmos, venceremos tudo isso.

O casal humano é chamado a crescer através da “fidelidade” diária à promessa feita no altar: ” amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”.

Especialmente no início da vida conjugal, quando se dá a adaptação de ambos em uma nova vida, é preciso mais esforço, diálogo, boa vontade e capacidade de renúncia.

Cada um veio de uma família diferente, com costumes diversos, educação própria, marcas hereditárias, temperamentos diferentes. Tudo isto será vencido com paciência, humildade, bondade para com o outro, respeito pela sua personalidade, revisão dos próprios valores e abandono daqueles que são inadequados à nova vida conjugal.

A adaptação sexual exigirá compreensão e carinho, especialmente por parte do homem, pois, para ele esta adaptação será mais fácil.

As relações com os pais e com a família de cada um, exige independência e deve-se evitar o excesso de visitas aos pais e parentes, a fim de se adaptar à nova realidade. A coabitação com os pais ou parentes deve ser evitada, pois certamente surgirão problemas. É essencial que o novo casal tenha a sua casa e a sua vida.

É claro que a experiência e a boa ajuda dos pais e dos mais velhos será útil ao novo casal, mas não deverá haver soluções impostas ao casal ou interferências não solicitadas. Os problemas do casal devem ser resolvidos pelo próprio casal, embora deva contar com os bons conselhos dos mais velhos.

Outro ítem a ser olhado com cuidado é o dinheiro. Tanto o dinheiro em falta, como em excesso, podem trazer problemas. Dizem os entendidos em terapia conjugal que o dinheiro que sobra é o que gera mais problemas. No entanto, é preciso planejar juntos como gastar o dinheiro que ambos ganham. Saber organizar os gastos, prever as despesas, economizar o que sobra, sem contudo ser obcecado por “guardar”.

Certa vez ouvi de uma esposa que ela “roubava” dinheiro do marido, já que ele não lhe dava o mínimo necessário até para comprar as suas roupas íntimas…

Também o trabalho da mulher fora de casa, embora necessário para muitos casais, deve ser bem administrado para que o cuidado da casa e dos filhos não sofra prejuízo.

Não há dinheiro ou compensação de qualquer outra natureza que pague o preço de um pai ausente, e principalmente de uma mãe.

Há que se evitar o desencontro dos próprios esposos, que às vezes se parecem com o Sol e a Lua; “quando um surge o outro desaparece”. Assim a adaptação vai ficar difícil.

É preciso evitar também as reclamações constantes do outro, principalmente, nesta fase de acomodação à vida nova. O casal não pode ser como duas bolas de bilhar que “só se encontram para se separar”.

Quanto às amizades da vida dos tempos de solteiros, será preciso saber desligar-se daqueles amigos que não podem ser amigos dos dois, ou que sejam inconvenientes.

Os hábitos e a mentalidade de solteiro, também terão que ser modificados em nome da comunhão da nova vida. Especialmente quando se trata de maus hábitos: álcool, jogo, preguiça, mentira, leviandade, mau-humor, ira, ganância, violência, palavrões, modo de vestir-se com descuido ou despudorado, etc.

A partir do casamento, os dois passam a viver juntos todos os dias, e isto é muito diferente do tempo de namoro e noivado, quando se viam só algumas horas por dia. Esta presença constante ao lado do outro, vai revelar fatos novos e hábitos íntimos de cada um, até então desconhecidos para o outro; e isto às vezes assusta. Será preciso calma e paciência neste início, para que os defeitos de um não exacerbem os defeitos do outro, gerando a briga.

Os dados mostram que cerca de 30% dos casais se separam antes de completar um ano de casados…!

Quando se vive junto o tempo todo, então não é mais possível usar “máscaras” diante do outro. A dissimulação cai por terra, começa a realidade. No entanto, quando existe o amor, isto é bom, pois o casal terá, então, a grande oportunidade de provar o seu amor para o outro. E assim, poderão se  enriquecer, mutuamente, com as suas diferenças.

O amor exige que eu despose o outro, conscientemente, com todos os seus defeitos e qualidades.

Algumas vezes ele se queixa que ela mudou; mas será que quem mudou não foi ele mesmo? Em todo caso, temos que estar preparados para as mudanças do outro. Nos casamos com um ser vivo, e não com uma estátua imutável; e o amor tem que resistir a tudo isto. É exatamente esta a força e a beleza do amor. É por isso que ele faz milagres.

Precisamos entender que amar não é uma decisão de apenas um momento, mas é uma decisão que deve ser renovada a cada momento, para durar sempre. E tem mais, é preciso estar sempre consciente que amar um homem ou uma mulher, será sempre amar um ser imperfeito,  pecador, fraco e sujeito às intempéries da vida. Mas, se você o amar de verdade, poderá ajudá-lo a vencer todas essas dificuldades, e ser alguém novo, por causa do seu amor.

Repito, a beleza do amor está exatamente em superar todas essas dores. Do contrário ele não seria o que é.

Como um ninho, a felicidade do casal que se ama, é construída, pedacinho por pedacinho, atravésfamiliasantuariodavida de esforços mútuos de compreensão.

Em muitos casos – a experiência tem mostrado –  amar é sofrer. Tenho encontrado homens e mulheres, mais essas, que carregam a cruz de um casamento mau sucedido,  pela vida toda. Muitas vezes é aquele marido que é infiel e tem outra mulher; outras vezes é o próprio gênio e temperamento do esposo que sufoca a esposa, etc. Nesses casos limites,  amar significa sofrer a vida inteira. Mas ainda assim, é preciso dizer, se ele for assumido por amor ao outro e à família, não ficará sem frutos.

A própria Igreja compreende que num caso de infidelidade consumada, reincidente, etc, a esposa possa até separar-se do marido, ou o contrário, sem que haja novo casamento. No entanto, tenho visto testemunhos heróicos de mulheres, que mesmo assim, permaneceram fiéis, para salvar o que estava perdido. É o milagre do amor!

Lamentavelmente, temos visto, cada vez mais, o triste espetáculo de muitos homens – parece ser menos o caso de mulheres – que trocam a esposa, antiga e fiel, por uma mulher mais nova, depois de muitos anos de casados. É um fato muito triste. Não se pode trocar o amor antigo por uma aventura nova. É uma traição inqualificável.

Resta dizer a essas mulheres, que mantenham a sua dignidade e permaneçam fiéis a Deus e à família. Continuem, como sempre estiveram, nos seus lugares de mães e esposas. Se você foi abandonada, permaneça fiel no seu posto. Sinta a consolação de cumprir a vontade de Deus em sua vida até o fim. Ao menos você está em paz com a sua consciência e preparada para prestar contas de tudo diante de Deus. Apesar de tudo, você pode ser mais feliz do que ele.

Temos visto também essas tristes separações acontecerem com casais novos; a esposa é abandonada porque surgiu outra na vida do marido e lhe virou a cabeça.

Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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