Fundadora de “Act One” exorta católicos a trabalhar no cinema

Pede uma maior beleza nas artes

FRONT ROYAL, segunda-feira, 9 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Barbara Nicolosi incentiva os católicos a envolver-se nas artes, sobretudo no cinema, que é “a arte da nossa época”.

A fundadora de “Act One”, uma organização que promove os valores cristãos na indústria do entretenimento, lançou este convite na semana passada, dirigindo-se aos estudantes do Christendom College, em Virginia (EUA).

Nicolosi destacou sua experiência como conselheira no filme “A Paixão de Cristo” e roteirista de um novo filme sobre “Maria, Mãe de Cristo”, na qual figuram Al Pacino e Peter O’Toole e que se realizará no ano que vem pela MGM.

“Por que gostamos tanto de filmes? – perguntou. Os filmes são produto da combinação das quatro formas da arte clássica: literatura, representação, música e composição. São a forma de arte da nossa época.”

Nicolosi destacou que Hollywood se converteu no padrão moderno das artes, um papel que já pertenceu à Igreja e incentivou os estudantes a envolver-se no mundo cinematográfico e a “estar entre aqueles que falam às pessoas do nosso tempo”.

“Sei que vocês têm talento – afirmou. O que os detém? Medo? Preguiça? (…). A arte feita pelos cristãos atualmente não só não é uma arte bela, mas tende a estar entre os exemplos mais desagradáveis produzidos pela humanidade”, denunciou. “Sacrificamos a beleza, priorizando outros elementos.”

Comovente

A beleza, afirmou Nicolosi, é a combinação de plenitude, harmonia e esplendor. “Isso elimina o que é bonito, fácil, pueril e banal.”

“Se é fácil, não é belo. Mas se, quando você o encontra, algo no seu espírito o deseja, se você se sente profundamente comovido em seu nível mais humano, então você encontrou a beleza.”

A especialista explicou que uma pessoa precisa de três coisas para perceber a beleza: sensibilidade, suficientemente livre dos preconceitos e do medo; inteligência, como o contrário da ignorância; imaginação, para permitir que a própria história se combine com a comunicação do artista.

Nicolosi recordou o exemplo de uma estátua de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, que ela viu durante uma visita à catedral de Los Angeles. A estátua tinha sido criada para parecer andrógena, combinando os vários tipos e etnias de pessoas.

Quando ela comentou que a estátua era “feia”, o guia da visita respondeu: “A Igreja não leva em consideração isso, mas sim o fato de que todos se sintam bem-vindos ao chegar, inclusive pela estátua”.

“Eles não buscavam a plenitude, a harmonia nem o esplendor – destacou Nicolosi. Buscavam um programa e sacrificaram a beleza em nome da política.”

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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