Fiosofia da Ciência

Revista :  “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº: 267 – Ano: 1983 – p. 150

de Rubem Alves

O teólogo protestante Rubem Alves vem mais uma vez a
público, já agora com interessante livro filosófico intitulado “A
filosofia da ciência”.  Procura dissipar o mito do cientificismo, que
faz da ciência um Deus ex machina (ou um Deus por encomenda) em lugar do
verdadeiro Deus; mostra que a ciência não é apta a explicar todos os enigmas
que o homem concebe, nem a responder a todos os anseios deste.  Por esta
sua tese o livro merece aplausos.  Contudo o autor cede, às vezes, a certo
criticismo, que desfaz o princípio de causalidade e leva  a um tanto de
ceticismo irônico.  Neste ponto não pode ser acompanhado por quem professe
a clássica filosofia, que é otimista no tocante às possibilidades, do homem, de
apreender a verdade.  Engatinhando, caindo e levantando-se sucessivamente,
o estudioso vai corrigindo os seus erros de pesquisa e mais e mais se vai
aproximando da VERDADE.

 Comentário: Rubem Alves é teólogo protestante, autor
de livros como “O Enigma da Religião (Ed. Vozes), “Protestantismo e
Repressão” (Ed. Ática), “O que é Religião” (Ed.
Brasilense).  Em 1981 entregou ao público o livro “Filosofia da
Ciência”, que vamos considerar, de índole estritamente filosófica1. 
Trata-se de obra rica em observações de bom senso, testemunhos, exemplos …,
apresentados em estilo por vezes sarcástico, que amplo círculo de leitores
poderá ler, visto que o autor sabe expor teses de alto valor filosófico em linguagem
concreta e acessível.

 A tese do livro

 Deve-se reconhecer que o livro é um tanto repetitivo –
o que pode cansar um ou outro leitor.  O autor exalta a ciência, opondo-a
aos mitos e às expressões da fantasia infantil, mas ao mesmo tempo mostra as
limitações e os perigos de falhas inerentes a toda pesquisa científica. 
Através das suas observações, R. Alves deseja simplesmente dissipar o mito ou a
idolatria do cientificismo, isto é, da atitude de quem julga que a ciência, em
seu progresso constante, explicará todos os enigmas e resolverá todos os
problemas do homem sobre a terra.

Eis em poucos parágrafos o que propõe o autor :

Do mito antigo ao mito do cientificismo

 A ciência é a tentativa de explicar fenômenos visíveis
mediante fatores ou causas invisíveis.  A necessidade de encontrar tais
explicações corresponde a um dos mais íntimos anseios do ser humano. 
Outrora a explicação dos fenômenos que cercavam o homem, era deduzida
principalmente da fantasia dos observadores e de modelos ou esquemas que estes
concebiam a priori ou anteriormente a qualquer averiguação empírica; não havia
meios (instrumentos, aparelhos ou outros recursos) para penetrar dentro da
realidade concreta: o espaço planetário, os elementos químicos, a arqueologia
… Por isto o cientista só podia responder às suas naturais indagações
mediante teorias preconcebidas.  Eis um espécimen deste procedimento:
Francis Bacon (+ 1626) assim queria explicar a estrutura do sistema solar:

 “Há sete janelas dadas aos animais no domicílio
da cabeça,  através dos quais o ar é admitido no tabernáculo do corpo,
para aquecê-lo e nutri-lo.

Quais são estas partes do microcosmos ?  Duas narinas,
dois olhos, dois ouvidos e uma boca.  Da mesma forma, nos céus, como
macrocosmos, há duas estrelas favoráveis, duas desfavoráveis, dois luminares e
Mercúrio, indeciso e indiferente.  A partir destas e de muitas outras
similaridades na natureza, tais como os sete metais, etc., que seria cansativo
enumerar, concluímos que o número dos planetas é necessariamente sete” (transcrito
da p. 16 do livro em foco).

 Como se vê, na falta de telescópios, Bacon tinha que
se servir de um modelo preexistente para conceber a estrutura do nosso sistema
solar.  Procedia por método dedutivo mais do que por indução, isto é,
deduzia de premissas preconcebidas conclusões que não tinham suficiente base na
própria realidade.

 A partir dos séculos XVI/XVII, os cientistas passaram
a usar um instrumental de pesquisa cada vez mais apurado.  Foi-lhes então
possível dedicar-se mais à indução, ou seja, à observação precisa e minuciosa
dos fatos a fim de construir teorias explicativas mais fundamentadas ou mais
condizentes com a realidade.  Pois, na verdade, a ciência não se pode
limitar à averiguação dos fenômenos catalogando-os de maneira meramente
descritiva (tal é a tese do positivismo de Augusto Comte, + 1857).  A
ciência, para ser autêntica, não pode deixar de tentar interpretar os fatos,
procurando formular as leis universais que os regem e construindo teorias que, combinando
essas diversas leis entre si, sejam plausíveis elucidações dos fenômenos
observados.

 Justamente as novas teorias da ciência a partir dos
séculos XVI/XVII empolgaram os estudiosos, pois puseram de lado explicações
fantasistas e infantis dos sábios dos tempos passados.  Pareciam dizer a
palavra definitiva.  Mais:  possibilitaram ao homem aproveitar melhor
as energias da natureza fabricando artefatos de civilização e cultura: a
utilização do vapor, a da eletricidade, a fotografia, o telefone, etc., vieram
satisfazer a profundos anseios do ser humano.  Foi esta
“empolgação” que gerou o novo mito: o mito da ciência ou o
cientificismo.

 Rubem Alves, logo no início do seu livro, denuncia o
mito da ciência:

 “O cientista virou um mito.  E todo mito é perigoso,
porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Este é um dos
resultados engraçados (e trágicos) da ciência.  Se existe uma classe
especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros
indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o
que os cientistas mandam”  (p. 11).

 O cientificismo em xeque

 A experiência tem demonstrado sobejamente que a
ciência está longe de ser a todo-poderosa explicadora dos enigmas; sim, as
teses dos cientistas estão sempre sujeitas a ser reformuladas, como se vê
através dos últimos decênio; elas têm os seus aspectos de precariedade, que se
podem assim delinear:

 a) quando o cientista, após o devido processo
indutivo, tende a formular uma lei que ele diz universal, recorre sempre a um
tanto de fantasia e de fé natural.  Com efeito: ele julga que o futuro
será semelhante ao passado e que todos se comportam como aqueles elementos
(muitos ou poucos) que ele examinou diretamente.

 “Já sabemos que você se interessa por gansos e já
fez mesmo uma pesquisa: 10.000 gansos, todos eles de cor branca.  Os
10.000 gansos, você viu e, a partir deles, vem o salto indutivo: “todos os
gansos são brancos”.  Você viu todos os gansos ?  Não … Neste
caso específico, a passagem foi … de alguns para todos” (p. 116).

 b) A interpretação que o cientista dá aos fatos
observados, depende freqüentemente das disposições psicológicas do
sujeito.  Muito significativo é o caso de um desenho complexo e ambíguo,
que, justamente por ser ambíguo, pode ser tido como a representação de uma
velha e a de uma moça (cf. p. 156, onde se encontra o ambíguo desenho). 
Sem alteração dos dados gráficos, a mente do observador os organiza de duas
diferentes maneiras, de modo a corresponderem à imagem de uma velha e à de uma
moça:

 “A visão de uma exige que eu seja cego para a
outra.  A adoção de um padrão impede que eu veja as coisas tais como são
vistas por outros que usam padrões diferentes.  Se os cientistas …
tivesse consciência deste fato, seriam mais humildes em suas afirmações e
compreenderiam que as verdades que lhes parecem tão claros, tão óbvios, são
resultados da perspectiva específica que adotam.  Ora a jovem, ora a
velha” (p. 158).

 c) Sabe-se outrossim que os cientistas trabalham não
raro na dependência de patrocinadores que lhes financiam as pesquisas e, de
certo modo, orientam o tipo de estudos que os pesquisadores devem cultivar:

 “O cientista isolado, artesão, solitário na sua
contemplação da realidade, confiante na sua razão, já não mais existe. 
Não se pode mais fazer ciência em laboratório de fundo de quintal.  Quem
quiser fazer ciência, tem de se submeter às instituições científicas.

 Serão elas que o iniciarão na linguagem, nas etiquetas
e nos rituais da ciência; reconhecerão formalmente as suas credenciais e o
declararão como “apto”; lhe fornecerão os laboratórios; financiarão
as suas pesquisas; fornecerão o público que eventualmente lerá os artigos
eruditos que vierem a ser produzidos ” (pág. 196s).

 A incerteza da “certeza” científica

 Ainda para desfazer o mito da ciência, R. Alves
observa que o cientista nunca pode lograr certeza do que ele afirma. 
É-lhe dado, sim, refutar categoricamente as suas teorias, se em um ou mais
casos elas são contraditadas por experiências contrárias.  Todavia sempre que
a experiência confirma as conclusões de algum cientista, esta confirmação
eqüivale apenas a um “talvez sim, muito provavelmente; podes continuar a
pesquisar nesta direção, na expectativa de um eventual não  ou obstáculo
que se te oponha mais adiante”:

 Uma teoria pode ser testada ?  Sim.

 Quando os resultados confirmam a teoria, posso
concluir sobre a sua veracidade ?  Não.  Aqui, o sim não passa de um
talvez.

 E quando o resultado diz não?  Neste caso pode-se
ter a certeza: a teoria é falsa.

 Assim o cientista pode ter certeza quando a teoria é
declarada falsa, mas nunca pode ter certeza quando ela é declarada verdadeira

 Dissemos que a natureza fala, sob tortura. 
Vocabulário curto.  O cientista propõe as perguntas.  A natureza
responde: “sim”, “não”.  E terminamos dizendo que,
quando ela diz “sim”, está na realidade dizendo apenas
“talvez” …  Quando os resultados da investigação confirmam as
previsões da teoria, isto não quer dizer que a teoria seja verdadeira. 
Trata-se de um talvez apenas, que nunca pode ser resolvido.  Concluímos,
portanto, que o sim da natureza nunca é digno de confiança.  Esta é a
razão por que a verificação não pode ser tomada como credencial de uma
teoria.  Mas o não que diz que a teoria é falsa, é digno de
confiança”  (p. 178s).

 R. Alves se detém também na verificação da teimosia
com que muitos cientistas tendem a defender suas teorias numa atitude por vezes
emotiva ou preconcebida:

 “Imaginemos a seguinte afirmação sobre o universo
dos gansos:

 “Todos os gansos são brancos”.

 Esta afirmação pretende ser verdadeira para todas as
aves em questão.  E, se aparecer um ganso verde …?  Neste caso, a
teoria cai por terra … Basta um ganso verde para liquidar com o todos . 
É isto que Kuhn quer dizer: “ser admiravelmente bem sucedido não é a mesma
coisa que ser completamente bem sucedido”.

Mas há um jeito de contornar esta dificuldade.  Frente
ao bicho verde eu digo: “isto não é um ganso, mas sim um
fanso”.  Se o bicho é um fanso, a universalidade da minha afirmação
continua intacta.  Mas a que preço ?  Por meio de artifícios como
este se pode preservar uma teoria indefinidamente.  E era isto que estava
acontecendo com a teoria de Ptolomeu.  Dada uma discrepância particular,
os astrônomos invariavelmente eram capazes de eliminá-la por meio de pequenos
reajustes no sistema de círculos compostos de Ptolomeu …  Os filósofos
da ciência chamam de explicações ad hoc este tipo de artifício.  Mas chega
um momento em que, após sucessivas explicações ad hoc, temos em nossas mãos não
só gansos e fansos, como também bansos, cansos, dansos, jansos, lanços, mansos,
etc.  A receita ficou de tal forma complexa, as exceções são tantas, que
ela deixou de ser uma ferramenta adequada.  Neste momento, ela perde a sua
credibilidade”  (págs. 50s).

 A propósito vejam-se ainda as p. 191-193.

 Conclusão

 Em conclusão, o autor julga que a ciência deveria
perder a obsessão pela verdade e se preocupar mais com o seu impacto sobre a
vida das pessoas:

 “A preservação da natureza, a saúde dos pobres, a
produção de alimentos, o desarmamento dos dragões (sem dúvidas, os mais
avançados em ciência!), a liberdade, enfim, esta coisa indefinível que se chama
felicidade.  A bondade não necessita de legitimações epistemológicas. Com
Brecht, poderíamos afirmar: “Eu sustento que a única finalidade da ciência
está em aliviar a miséria da existência humana” (p. 207).

 Tais são as palavras finais do livro. 
Perguntamo-nos agora :

 Quer dizer?

 O livro sugere ao leitor um Sim  de ordem geral
acompanhado de alguns Não  particulares.

 Um “sim” geral

 R. Alves tem razão quando, com outros autores
contemporâneos, se dispõe a desfazer o mito da ciência.  Este tem sido o
deus ex machina (o Deus inventado) dos que negam o verdadeiro Deus, ou o falso
refúgio dos que se fecham ao Transcendental ou Absoluto.  É necessário,
pois, que se dissipe qualquer ilusão a respeito das possibilidades de resposta
da ciência às interrogações do homem.

 R. Alves põe às claras a fragilidade das teses dos
cientistas nos tópicos do livro que acabamos de destacar.  Todavia …

 2.2. Alguns “não” particulares

 1.  Rubem Alves apoia-se muito em David-Hume
(1711-1776) para dissipar a noção de causalidade.  Ora Hume é um filósofo
sensista, empiritista, que observava os fatos, mas renunciava à interpretação
dos mesmos pelo recurso às essências ou a elementos trans-sensíveis ou
metafísicos.  Analisando a noção de causalidade, fundamental para a
ciência, afirmava que ela se baseia no hábito de associar entre si experiências
sucessivas.  Ora o sensismo levou Hume a certo ceticismo, que um bom
filósofo não pode compartilhar.

 A noção de causa há de ser afirmada pelas seguintes
razões :

 Existem seres contingentes, isto é, seres que existem,
mas poderiam não existir. Não existem por si mesmos ou não possuem em si mesmos
a razão suficiente da sua existência.  Existem, pois, em virtude de outro
ser, do qual recebem a existência por participação.  Mas receber de outro
a existência por participação é depender deste outro quanto à existência; é ter
nele a sua causa.  Por conseguinte, todo ser contingente tem a sua causa.

 Ora, sempre que se dê um fenômeno não explicável por
si mesmo, será necessário procurar-lhe uma causa ou procurar reduzi-lo à ação
de elementos que não aparecem à primeira vista, mas que nem por isto deixam de
ser reais e nem por isto deixam de ser a razão suficiente ou a justificativa do
fenômeno observado.  Por conseguinte, é legítimo ao cientista procurar
tais elementos invisíveis mediante observação indutiva, pois tais elementos
existem.  Acontece, porém, que nem sempre é fácil descobri-los; o
estudioso pode enganar-se, pode-se deixar levar por emoções … pode-se ver
obrigado a recomeçar duas, três vezes as suas pesquisas; isto tudo é apto a
sugerir cautela diante de certas afirmações da ciência, mas de modo nenhum
anula o princípio de que a ciência é válida e valiosa e de que ela pode chegar
a conclusões firmes e seguras.

 Aliás, a vida de qualquer homem (mais ainda a do
cristão) jamais se poderia entender sem grandes e fundamentais certezas.

 2. O cientista que tenha consciência dos fatores
que o impedem de ser objetivo e imparcial em suas pesquisas, pode mais
facilmente libertar-se da influência de tais fatores: seja despojado de
preconceitos, seja disponível para a verdade (como quer que ela se apresente),
seja disposto a reconhecer os seus eventuais erros e a recomeçar as suas
pesquisas.  Certamente o estudo fecundo supõe certas qualidades éticas no
respectivo cultor.

 3. O final do livro é assaz cético ou irônico: a
ciência poderia, por um pouco, abandonar “a obsessão pela verdade” e
se preocupar mais com a felicidade e a bondade.

 Afirmamos que a ciência só tem sentido se é a procura
da verdade, e procura efetuada com amor e carinho.  Aliás, R. Alves fala
desse “amor intelectual” (p. 162) e do amor do estudioso pelo seu
campo de investigação (p. 162).  A verdade vem a ser luz para as demais
atividades dos homens: exercício da bondade, promoção da felicidade … Sem a apreensão
prévia da verdade, é inútil dedicar-se a qualquer obra de bem-estar em favor
dos homens; tal atividade será cega, febril, mais desconcertante do que
edificante.

 De resto, a promoção da bondade e da felicidade não é
excluída dentre as finalidades da ciência.  É certo que indiretamente a
penetração da verdade redundará em estímulo para que os homens cultivem com
mais lucidez e convicção a bondade.  Sim; a verdade e bondade são
convertíveis entre si, pois são predicados do ser como tal.  É, pois, para
desejar não que os homens se desinteressem pela pesquisa da verdade – o que
seria catastrófico para a humanidade -, mas que criem em si disposições éticas
aptas a fazer que a verdade descoberta pelos cientistas seja sempre aplicadas
ao serviço do homem e … do próprio Senhor Deus, ao qual toda verdade se
reduz!

Em síntese: julgamos muito interessante o livro de R. Alves
por causa da sua tese geral.  O leitor abrirá seus horizontes e muito
lucrará por entrar em contato com a brilhante erudição do autor.  Mas
cremos que é preciso não compartilhar o ceticismo e o espírito de sarcasmo com
que R. Alves por vezes se manifesta em relação à ciência.

   _______________

1 RUBEM ALVES, Filosofia da Ciência, Introdução ao jogo e
suas regras. – Ed. Brasiliense, Rio de Janeiro, 1981, 135 x 207 mm, 209 págs.

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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