Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini do Papa Bento XVI (Parte 5)

[123] Somente nesta perspectiva se pode reconhecer que a Palavra
de Deus é viva e se dirige a cada um de nós no momento presente da nossa vida.
Continua assim plenamente válida a afirmação da Pontifícia Comissão Bíblica que
define o sentido espiritual, segundo a fé cristã, como «o sentido expresso
pelos textos bíblicos quando são lidos sob o influxo do Espírito Santo no
contexto do mistério pascal de Cristo e da vida nova que dele resulta. Este
contexto existe efectivamente. O Novo Testamento reconhece nele o cumprimento das
Escrituras. Por isso, é normal reler as Escrituras à luz deste novo contexto, o
da vida no Espírito».[124]

A
necessária superação da «letra»

38. Para se
recuperar a articulação entre os diversos sentidos da Escritura, torna-se então
decisivo identificar a passagem entre letra e espírito. Não se trata de uma
passagem automática e espontânea; antes, é preciso transcender a letra: «de
facto, a Palavra do próprio Deus nunca se apresenta na simples literalidade do
texto. Para alcançá-la, é preciso transcender a literalidade num processo de
compreensão, que se deixa guiar pelo movimento interior do conjunto e,
portanto, deve tornar-se também um processo de vida».[125]
Descobrimos assim o motivo por que um autêntico processo interpretativo nunca é
apenas intelectual, mas também vital, que requer o pleno envolvimento na vida
eclesial enquanto vida «segundo o Espírito» (Gl 5, 16). Deste modo tornam-se
mais claros os critérios evidenciados pelo número 12 da Constituição dogmática Dei
Verbum
: a referida superação não pode verificar-se no fragmento literário
individual mas em relação com a totalidade da Escritura. De facto, é uma única
Palavra aquela para a qual somos chamados a transcender. Este processo possui
uma íntima dramaticidade, porque, no processo de superação, a passagem que
acontece em virtude do Espírito tem inevitavelmente a ver também com a
liberdade de cada um. São Paulo viveu plenamente na sua própria vida esta
passagem. O que significa transcender a letra e a sua compreensão unicamente a
partir do conjunto, expressou-o ele de modo radical nesta frase: «A letra mata,
mas o Espírito vivifica» (2 Cor 3, 6). São Paulo descobre que «o Espírito
libertador tem um nome e que a liberdade tem, consequentemente, uma medida
interior: “O Senhor é Espírito, e onde está o Espírito do Senhor há liberdade”
(2 Cor 3, 17). O Espírito libertador não é simplesmente a própria ideia, a
visão pessoal de quem interpreta. O Espírito é Cristo, e Cristo é o Senhor que
nos indica a estrada».[126]
Sabemos como esta passagem foi dramática e simultaneamente libertadora em Santo Agostinho;
ele acreditou nas Escrituras, que antes se lhe apresentavam muito
diversificadas em si mesmas e às vezes indelicadas, precisamente por esta
superação que aprendeu de Santo Ambrósio mediante a interpretação tipológica,
segundo a qual todo o Antigo Testamento é um caminho para Jesus Cristo. Para
Santo Agostinho, transcender a letra tornou credível a própria letra e permitiu-lhe
encontrar finalmente a resposta às profundas inquietações do seu espírito,
sedento da verdade.[127]

A unidade
intrínseca da Bíblia

39. Na
escola da grande tradição da Igreja, aprendemos na passagem da letra ao
espírito a identificar também a unidade de toda a Escritura, pois única é a
Palavra de Deus que interpela a nossa vida, chamando-a constantemente à
conversão.[128]
Continuam a ser para nós uma guia segura as expressões de Hugo de São Víctor:
«Toda a Escritura divina constitui um único livro e este único livro é Cristo,
fala de Cristo e encontra em Cristo a sua realização».[129]
É certo que a Bíblia, vista sob o aspecto puramente histórico ou literário, não
é simplesmente um livro, mas uma colectânea de textos literários, cuja redacção
se estende por mais de um milénio e cujos diversos livros não são facilmente
reconhecíveis como partes duma unidade interior; antes, há tensões palpáveis
entre eles. Se isto já se verifica no interior da Bíblia de Israel, que nós,
cristãos, chamamos Antigo Testamento, muito mais quando nós, como cristãos,
ligamos o Novo Testamento e os seus escritos – como se fosse a chave
hermenêutica – com a Bíblia de Israel interpretando-a como caminho para Cristo.
No Novo Testamento, aparece menos a expressão «a Escritura» (cf. Rm 4, 3; 1 Pd
1, 6), do que «as Escrituras» (cf. Mt 21, 43; Jo 5, 39; Rm 1, 2; 2 Pd 3, 16),
que porém, no seu conjunto, são depois consideradas como a única Palavra de
Deus dirigida a nós.[130]
Por isso se vê claramente como é a pessoa de Cristo que dá unidade a todas as
«Escrituras» postas em relação com a única «Palavra». Compreende-se assim a
afirmação do número 12 da Constituição dogmática Dei
Verbum
, quando indica a unidade interna de toda a Bíblia como critério
decisivo para uma correcta hermenêutica da fé.

A relação
entre Antigo e Novo Testamento

40. Na
perspectiva da unidade das Escrituras em Cristo, tanto os teólogos como os
pastores necessitam de estar conscientes das relações entre o Antigo e o Novo
Testamento. Em primeiro lugar, é evidente que o próprio Novo Testamento
reconhece o Antigo Testamento como Palavra de Deus e, por conseguinte, admite a
autoridade das Sagradas Escrituras do povo judeu.[131]
Reconhece-as implicitamente, quando usa a mesma linguagem e frequentemente
alude a trechos destas Escrituras; reconhece-as explicitamente, porque cita
muitas partes servindo-se delas para argumentar. Uma argumentação baseada nos
textos do Antigo Testamento reveste-se assim, no Novo Testamento, de um valor
decisivo, superior ao de raciocínios simplesmente humanos. No quarto Evangelho,
a este propósito Jesus declara que «a Escritura não pode ser anulada» (Jo 10,
35) e São Paulo especifica de modo particular que a revelação do Antigo
Testamento continua a valer para nós, cristãos (cf. Rm 15, 4; 1 Cor 10, 11).[132]
Além disso, afirmamos que «Jesus de Nazaré foi um judeu e a Terra Santa é
terra-mãe da Igreja»;[133]
a raiz do cristianismo encontra-se no Antigo Testamento e sempre se nutre desta
raiz. Por isso a sã doutrina cristã sempre recusou qualquer forma emergente de
marcionismo, que tende de diversos modos a contrapor entre si o Antigo e o Novo
Testamento.[134]

Além disso,
o próprio Novo Testamento se diz em conformidade com o Antigo e proclama que,
no mistério da vida, morte e ressurreição de Cristo, encontraram o seu perfeito
cumprimento as Escrituras Sagradas do povo judeu. Mas é preciso notar que o
conceito de cumprimento das Escrituras é complexo, porque comporta uma tríplice
dimensão: um aspecto fundamental de continuidade com a revelação do Antigo
Testamento, um aspecto de ruptura e um aspecto de cumprimento e superação. O
mistério de Cristo está em continuidade de intenção com o culto sacrificial do
Antigo Testamento; mas realizou-se de um modo muito diferente, que corresponde
a muitos oráculos dos profetas, e alcançou assim uma perfeição nunca antes
obtida. De facto, o Antigo Testamento está cheio de tensões entre os seus
aspectos institucionais e os seus aspectos proféticos. O mistério pascal de
Cristo está plenamente de acordo – embora de uma forma que era imprevisível –
com as profecias e o aspecto prefigurativo das Escrituras; mas apresenta
evidentes aspectos de descontinuidade relativamente às instituições do Antigo
Testamento.

41. Estas
considerações mostram assim a importância insubstituível do Antigo Testamento
para os cristãos, mas ao mesmo tempo evidenciam a originalidade da leitura
cristológica. Desde os tempos apostólicos e depois na Tradição viva, a Igreja
deixou clara a unidade do plano divino nos dois Testamentos graças à tipologia,
que não tem carácter arbitrário mas é intrínseca aos acontecimentos narrados
pelo texto sagrado e, por conseguinte, diz respeito a toda a Escritura. A
tipologia «descobre nas obras de Deus, na Antiga Aliança, prefigurações do que
o mesmo Deus realizou, na plenitude dos tempos, na pessoa do seu Filho
encarnado».[135]
Por isso os cristãos lêem o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e
ressuscitado. Se a leitura tipológica revela o conteúdo inesgotável do Antigo
Testamento relativamente ao Novo, não deve todavia fazer-nos esquecer que
aquele mantém o seu próprio valor de Revelação que Nosso Senhor veio reafirmar
(cf. Mc 12, 29-31). Por isso «também o Novo Testamento requer ser lido à luz do
Antigo. A catequese cristã primitiva recorreu constantemente a este método (cf.
1 Cor 5, 6-8; 10, 1-11)».[136]
Por este motivo, os Padres sinodais afirmaram que «a compreensão judaica da
Bíblia pode ajudar a inteligência e o estudo das Escrituras por parte dos
cristãos».[137]

Assim se
exprimia, com aguda sabedoria, Santo Agostinho sobre este tema: «O Novo
Testamento está oculto no Antigo e o Antigo está patente no Novo».[138]
Deste modo, tanto em âmbito pastoral como em âmbito académico, importa que seja
colocada bem em evidência a relação íntima entre os dois Testamentos,
recordando com São Gregório Magno que aquilo que «o Antigo Testamento prometeu,
o Novo Testamento fê-lo ver; o que aquele anuncia de maneira oculta, este
proclama abertamente como presente. Por isso, o Antigo Testamento é profecia do
Novo Testamento; e o melhor comentário do Antigo Testamento é o Novo
Testamento».[139]

As páginas
«obscuras» da Bíblia

42. No
contexto da relação entre Antigo e Novo Testamento, o Sínodo enfrentou também o
caso de páginas da Bíblia que às vezes se apresentam obscuras e difíceis por
causa da violência e imoralidade nelas referidas. Em relação a isto, deve-se
ter presente antes de mais nada que a revelação bíblica está profundamente
radicada na história. Nela se vai progressivamente manifestando o desígnio de
Deus, actuando-se lentamente ao longo de etapas sucessivas, não obstante a
resistência dos homens. Deus escolhe um povo e, pacientemente, realiza a sua
educação. A revelação adapta-se ao nível cultural e moral de épocas antigas,
referindo consequentemente factos e usos como, por exemplo, manobras
fraudulentas, intervenções violentas, extermínio de populações, sem denunciar
explicitamente a sua imoralidade. Isto explica-se a partir do contexto
histórico, mas pode surpreender o leitor moderno, sobretudo quando se esquecem
tantos comportamentos «obscuros» que os homens sempre tiveram ao longo dos
séculos, inclusive nos nossos dias. No Antigo Testamento, a pregação dos
profetas ergue-se vigorosamente contra todo o tipo de injustiça e de violência,
colectiva ou individual, tornando-se assim o instrumento da educação dada por
Deus ao seu povo como preparação para o Evangelho. Seria, pois, errado não
considerar aqueles passos da Escritura que nos aparecem problemáticos.
Entretanto deve-se ter consciência de que a leitura destas páginas requer a
aquisição de uma adequada competência, através duma formação que leia os textos
no seu contexto histórico-literário e na perspectiva cristã, que tem como chave
hermenêutica última «o Evangelho e o mandamento novo de Jesus Cristo realizado
no mistério pascal».[140]
Por isso exorto os estudiosos e os pastores a ajudarem todos os fiéis a
abeirar-se também destas páginas por meio de uma leitura que leve a descobrir o
seu significado à luz do mistério de Cristo.

Cristãos e
judeus, relativamente às Sagradas Escrituras

43. Depois
de considerar a íntima relação que une o Novo Testamento ao Antigo, é
espontâneo fixar a atenção no vínculo peculiar que isso cria entre cristãos e
judeus, um vínculo que não deveria jamais ser esquecido. Aos judeus, o Papa João Paulo
II
declarou: sois «os nossos “irmãos predilectos” na fé de Abraão, nosso
patriarca».[141]
Por certo, estas afirmações não significam ignorar as rupturas atestadas no
Novo Testamento relativamente às instituições do Antigo Testamento e menos
ainda o cumprimento das Escrituras no mistério de Jesus Cristo, reconhecido
Messias e Filho de Deus. Mas esta diferença profunda e radical não implica de
modo algum hostilidade recíproca. Pelo contrário, o exemplo de São Paulo (cf.
Rm 9-11) demonstra que «uma atitude de respeito, estima e amor pelo povo judeu
é a única atitude verdadeiramente cristã nesta situação que, misteriosamente,
faz parte do desígnio totalmente positivo de Deus».[142]
De facto, o Apóstolo afirma que os judeus, «quanto à escolha divina, são amados
por causa dos Patriarcas, pois os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis»
(Rm 11, 28-29).

Além disso,
usa a bela imagem da oliveira para descrever as relações muito estreitas entre
cristãos e judeus: a Igreja dos gentios é como um rebento de oliveira brava
enxertado na oliveira boa que é o povo da Aliança (cf. Rm 11, 17-24).
Alimentamo-nos, pois, das mesmas raízes espirituais. Encontramo-nos como
irmãos; irmãos que em certos momentos da sua história tiveram um relacionamento
tenso, mas agora estão firmemente comprometidos na construção de pontes de
amizade duradoura.[143]
Como disse o Papa João Paulo
II
noutra ocasião: «Temos muito em comum. Juntos podemos fazer muito pela paz, pela
justiça e por um mundo mais fraterno e mais humano».[144]

Desejo
afirmar uma vez mais quão precioso é para a Igreja o diálogo com os judeus. É
bom que, onde isto se apresentar como oportuno, se criem possibilidades mesmo
públicas de encontro e diálogo, que favoreçam o crescimento do conhecimento
mútuo, da estima recíproca e da colaboração inclusive no próprio estudo das
Sagradas Escrituras.

A
interpretação fundamentalista da Sagrada Escritura

44. A atenção que quisemos dar até agora
ao tema da hermenêutica bíblica, nos seus diversos aspectos, permite-nos
abordar o tema – muitas vezes aflorado no debate sinodal – da interpretação
fundamentalista da Sagrada Escritura.[145]
Sobre este tema, a Pontifícia Comissão Bíblica, no documento A
interpretação da Bíblia na Igreja
, formulou indicações importantes. Neste
contexto, desejo chamar a atenção sobretudo para aquelas leituras que não
respeitam o texto sagrado na sua natureza autêntica, promovendo interpretações
subjectivistas e arbitrárias. Na realidade, o «literalismo» propugnado pela
leitura fundamentalista constitui uma traição tanto do sentido literal como do
espiritual, abrindo caminho a instrumentalizações de variada natureza,
difundindo por exemplo interpretações anti-eclesiais das próprias Escrituras. O
aspecto problemático da «leitura fundamentalista é que, recusando ter em conta
o carácter histórico da revelação bíblica, torna-se incapaz de aceitar
plenamente a verdade da própria Encarnação. O fundamentalismo evita a íntima
ligação do divino e do humano nas relações com Deus. (.) Por este motivo, tende
a tratar o texto bíblico como se fosse ditado palavra por palavra pelo Espírito
e não chega a reconhecer que a Palavra de Deus foi formulada numa linguagem e
numa fraseologia condicionadas por uma dada época».[146]
Ao contrário, o cristianismo divisa nas palavras a Palavra, o próprio Logos,
que estende o seu mistério através de tal multiplicidade e da realidade de uma
história humana.[147]
A verdadeira resposta a uma leitura fundamentalista é «a leitura crente da
Sagrada Escritura, praticada desde a antiguidade na Tradição da Igreja. [Tal
leitura] procura a verdade salvífica para a vida do indivíduo fiel e para a
Igreja. Esta leitura reconhece o valor histórico da tradição bíblica.
Precisamente por este valor de testemunho histórico é que ela quer descobrir o
significado vivo das Sagradas Escrituras destinadas também à vida do fiel de
hoje»,[148]
sem ignorar, portanto, a mediação humana do texto inspirado e os seus géneros
literários.

Diálogo
entre Pastores, teólogos e exegetas

45. A autêntica hermenêutica da fé
acarreta algumas consequências importantes no âmbito da actividade pastoral da
Igreja. Precisamente a este respeito, os Padres sinodais recomendaram, por
exemplo, um relacionamento mais assíduo entre Pastores, exegetas e teólogos. É
bom que as Conferências Episcopais favoreçam estes encontros com o «fim de
promover uma maior comunhão no serviço da Palavra de Deus».[149]
Tal cooperação ajudará a todos a realizarem melhor o próprio trabalho em
benefício da Igreja inteira. De facto, situar-se no horizonte do trabalho
pastoral quer dizer, mesmo para os estudiosos, olhar o texto sagrado na sua
natureza de comunicação que o Senhor faz aos homens para a salvação. Portanto,
como afirmou a Constituição dogmática Dei
Verbum
, «é preciso que os exegetas católicos e demais estudiosos da sagrada
teologia trabalhem em íntima colaboração de esforços, para que, sob a
vigilância do sagrado magistério, lançando mão de meios aptos, estudem e
expliquem as divinas Letras, de modo que o maior número possível de ministros
da Palavra de Deus possa oferecer com fruto ao Povo de Deus o alimento das
Escrituras, que ilumine o espírito, robusteça as vontades e inflame os corações
dos homens no amor de Deus».[150]

Bíblia e
ecumenismo

46. Na
certeza de que a Igreja tem o seu fundamento em Cristo, Verbo de Deus feito
carne, o Sínodo quis sublinhar a centralidade dos estudos bíblicos no diálogo
ecuménico, que visa a plena expressão da unidade de todos os crentes em Cristo.[151]
De facto, na própria Escritura, encontramos a comovente súplica de Jesus ao Pai
pelos seus discípulos para que sejam um só a fim de que o mundo creia (cf. Jo
17, 21). Tudo isto nos fortalece na convicção de que escutar e meditar juntos
as Escrituras nos faz viver uma comunhão real, embora ainda não plena;[152]
pois «a escuta comum das Escrituras impele ao diálogo da caridade e faz crescer
o da verdade».[153]
De facto, ouvir juntos a Palavra de Deus, praticar a lectio divina da Bíblia,
deixar-se surpreender pela novidade que nunca envelhece e jamais se esgota da
Palavra de Deus, superar a nossa surdez àquelas palavras que não estão de
acordo com as nossas opiniões ou preconceitos, escutar e estudar na comunhão
dos fiéis de todos os tempos: tudo isto constitui um caminho a percorrer para
alcançar a unidade da fé, como resposta à escuta da Palavra.[154]
Verdadeiramente esclarecedoras eram estas palavras do Concílio
Vaticano II
: «No próprio diálogo [ecuménico], a Sagrada Escritura é um
exímio instrumento da poderosa mão de Deus para a consecução daquela unidade
que o Salvador oferece a todos os homens».[155]
Por isso, é bom incrementar o estudo, o diálogo e as celebrações ecuménicas da
Palavra de Deus, no respeito das regras vigentes e das diversas tradições.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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