Exortação Apostólica Familiaris Consortio – Papa João Paulo II (Parte 9)

Descobrir em cada irmão a
imagem de Deus

64. Animada e sustentada
pelo mandamento novo do amor, a família cristã vive a acolhida, o respeito, o
serviço para com a homem, considerado sempre na sua dignidade de pessoa e de
filho de Deus.

Isto deve acontecer, antes
de tudo, no e para o casal e para a família, mediante o empenho quotidiano de
promover uma autêntica comunidade de pessoas, fundada e alimentada por uma
íntima comunhão de amor. Deve além disso ampliar-se para o círculo mais
universal da comunidade eclesial, dentro da qual a família cristã está
inserida: graças à caridade da família, a Igreja pode e deve assumir uma
dimensão mais doméstica, isto é, mais familiar, adoptando um estilo de relações
mais humano e fraterno.

A caridade ultrapassa os
próprios irmãos na fé, porque «todo o homem é meu irmão»; em cáda um, sobretudo
se pobre, fraco, sofredor e injustamente tratado, a caridade sabe descobrir o
rosto de Cristo e um irmão a amar e a servir.

Para que o serviço ao homem
seja vivido pela família segundo o estilo evangélico será necessário pôr em
prática com urgência o que escreve o Concílio Vaticano II: «Para que este
exercício da caridade seja e apareça acima de toda a suspeita, considere-se no
próximo a imagem de Deus, para o qual foi criado, veja-se nele Cristo, a quem
realmente se oferece tudo o que ao indigente se dá»

A famílía cristã, enquanto
edifica a Igreja pela caridade, põe-se ao serviço do homem e do mundo, actuando
verdadeiramente a «promoção humana», cujo conteúdo se encontra sintetizado na Mensagem
do Sínodo à família: «É vossa tarefa formar os homens para o amor e educá-los a
agir com amor em todas as relações humanas, de modo que o amor fique aberto à
comunidade inteira, permeado do sentido de justiça e de respeito para com os
demais, cônscio da própria responsabilidade para com a mesma sociedade».

QUARTA PARTE

A PASTORAL FAMILIAR: ETAPAS,
ESTRUTURAS, RESPONSÁVEIS E SITUAÇÕES

I – AS ETAPAS DA PASTORAL
FAMILIAR

A Igreja acompanha a família
cristã no seu caminho

65. Como toda a realidade
vivente, também a família é chamada a desenvolver-se e a crescer. Depois da
preparação do noivado e da celebração sacramental do matrimónio, o casal inicia
o caminho quotidiano para a progressiva actuação dos valores e dos deveres do
próprio matrimónio.

À luz da fé e em virtude da
esperança, também a família cristã participa, em comunhão com a Igreja, na
experiência de peregrinação na terra para a plena revelação e realização do
Reino de Deus.

Sublinha-se, portanto, uma
vez mais a urgência da intervenção pastoral da Igreja em prol da família. É
preciso empregar todas as forças para que a pastoral da família se afirme e
desenvolva, dedicando-se a um sector verdadeiramente prioritário, com a certeza
de que a evangelização, no futuro, depende em grande parte da Igreja doméstica.

A solicitude pastoral da
Igreja não se limitará somente às famílias cristãs mais próximas, mas,
alargando os próprios horizontes à medida do coração de Cristo, mostrar-se-á
ainda mais viva para o conjunto das famílias em geral e para aquelas, em
particular, que se encontram em situações difíceis ou irregulares. Para todas a
Igreja terá uma palavra de verdade, de bondade, de compreensão, de esperança,
de participacão viva nas suas dificudades por vezes dramáticas; a todas
oferecerá ajuda desinteressada a fim de que possam aproximar-se do modelo de
família, que o Criador quis desde o «princípio» e que Cristo renovou com a
graça redentora.

A acção pastoral da Igreja
deve ser progressiva, também no sentido de que deve seguir a família,
acompanhando-a passo a passo nas diversas etapas da sua formação e
desenvolvimento.

A preparação

66. A preparação dos jovens para o matrimónio e para a
vida familiar é necessária hoje mais do que nunca. Em alguns países são ainda
as mesmas famílias que, segundo costumes antigos, se reservam transmitir aos
jovens os valores que dizem respeito à vida matrimonial e familiar, mediante
uma obra progressiva de educação ou iniciação. Mas as mudanças verificadas no
seio de quase todas as sociedades modernas exigem que não só a família, mas
também a sociedade e a Igreja se empenhem no esforço de preparar adequadamente
os jovens para as responsabilidades do seu futuro. Muitos fenómenos negativos
que hoje se lamentam na vida familiar derivam do facto que, nas situações
novas, os jovens não só perdem de vista a justa hierarquia dos valores, mas,
não possuindo critérios seguros de comportamento, não sabem como enfrentar e
resolver as novas dificuldades. Contudo a experiência ensina que os jovens bem
preparados para vida familiar, em geral, têm mais êxito do que os outros.

Isto vale mais ainda para o
matrimónio cristão, cuja influência repercute na santidade de tantos homens e
mulheres. Por isso a Igreja deve promover melhores e mais intensos programas de
preparação para o matrimónio, a fim de eliminar, o mais possível, as
dificuldades com que se debatem tantos casais, e sobretudo para favorecer
positivamente o aparecimento e o amadurecimento de matrimónios com êxito.

A preparação para o
matrimónio deve ver-se e actuar-se como um processo gradual e contínuo.
Compreende, de facto, três momentos principais: uma preparação remota, outra
próxima e uma outra imediata.

A preparação remota tem
início desde a infancia, naquela sábia pedagogia familiar, orientada a conduzir
as crianças a descobrirem-se a si mesmas como seres dotados de uma rica e
complexa psicologia e de uma personalidade particular com as forças e
fragilidades próprias. É o período em que é infundida a estima por todo o valor
humano autêntico, quer nas relações interpessoais, quer nas sociais, com tudo o
que significa para a formação do carácter, para o domínio e recto uso das
inclinações próprias, para o modo de considerar e encontrar as pessoas do outro
sexo, etc. É pedida, além disso, especialmente aos cristãos, uma sólida
formação espiritual e catequética, que saiba mostrar o matrimónio como
verdadeira vocação e missão sem excluir a possibilidade do dom total de si a
Deus nà vocação à vida sacerdotal ou religiosa.

É nesta base que, em seguida
e mais amplamente, se porá o problema da preparação próxima, que – desde a
idade oportuna e com adequada catequese, como em forma de caminho catecumenal –
compreende uma preparação mais específica, quase uma nova descoberta dos
sacramentos. Esta catequese renovada de todos os que se preparam para o
matrimónio cristão é absolutamente necessária, para que o sacramento seja
celebrado e vivido com rectas disposições morais e espirituais. A formação
religiosa dos jovens deverá ser integrada, no momento conveniente e segundo as
várias exigências concretas, numa preparação para a vida a dois que,
apresentando o matrimónio como uma relação interpessoal do homem e da mulher em
contínuo desenvolvimento, estimule a aprofundar os problemas da sexualidade
conjugal e da paternidade responsável, com os conhecimentos médico-biológicos
essenciais que lhe estão anexos, e os leve à familiaridade com métodos
adequados de educação dos filhos, favorecendo a aquisição dos elementos de base
para uma condução ordenada da família (por exemplo, trabalho estável,
disponibilidade financeira suficiente, administração sábia, noções de economia
doméstica).

Por fim não se deverá omitir
a preparação para o apostolado familiar, para a fraternidade e colaboração com
as outras famílias, para a inserção activa nos grupos, associações, movimentos
e iniciativas que têm por finalidade o bem humano e cristão da família.

A preparação imediata para a
celebração do sacramento do matrimónio deve ter lugar nos últimos meses e
semanas que precedem as núpcias quase a dar um novo significado, um novo
conteúdo e forma nova ao chamado exame pré matrimonial exigido pelo direito
canónico. Sempre necessária em todos os casos, tal preparação impõe-se com
maior urgência para aqueles noivos que apresentam carências e dificuldades na
doutrina e na prática cristã.

Entre os elementos a
comunicar neste caminho de fé, análogo ao do catecumenato, deve incluir-se uma
profunda consciência do mistério de Cristo e da Igreja, dos significados de
graça e de responsabilidade do matrimónio cristão, assim como a preparação para
tomar parte activa e consciente nos ritos da liturgia nupcial.

Nas diversas fases de
preparação para o matrimónio – que delineámos somente em grandes traços
indicativos – devem sentir-se empenhadas a família cristã e toda a comunidade
eclesial. É desejável que as Conferências episcopais, interessadas em
iniciativas oportunas para ajudar os futuros esposos a serem mais conscientes
da seriedade da sua escolha e os pastores a certificarem-se das suas
convenientes disposições, publiquem um Directório para a pastoral da família.
Nele deverão estabelecer, antes de tudo, os elementos mínimos de conteúdo, de
duração e de métodos dos «Cursos de preparação», equilibrando os diversos
aspectos – doutrinais, pedagógicos, legais e médicos – e estudando-os de modo
que quantos se preparam para o matrimónio, para além de um aprofundamento
intelectual, se sintam estimulados a inserirem-se vitalmente na comunidade
eclesial.

Muito embora o carácter de
necessidade e de obrigatoriedade da preparação imediata não seja de menosprezar
– o que aconteceria se se concedesse facilmente a dispensa – todavia, tal
preparação deve ser sempre proposta e actuada de modo que a sua eventual
omissão não seja impedimento à celebração do matrimónio.

A celebração

67. O matrimónio cristão
exige, por norma, uma celebração litúrgica que exprima de forma social e
comunitária a natureza essencialmente eclesial sacramental do pacto conjugal
entre os baptizados.

Enquanto gesto sacramental
de santificação, a cèlebração do matrimónio – inserida na liturgia, cume de
toda a acção da Igreja e fonte da sua força santificadora deve ser por si
válida, digna e frutuosa. Abre-se aqui um campo vasto à solicitude pastoral a
fim de que sejam plenamente cumpridas as exigências derivantes da natureza do
pacto conjugal elevado a sacramento, e seja de igual modo fielmente observada a
disciplina da Igreja sobre a liberdade do consentimento, os impedimentos, a
forma canónica e o próprio rito da celebração. Este último deve ser simples e digno,
de acordo com os princípios das competentes autoridades da Igreja, às quais
também incumbe – segundo as circumstancias concretas de tempo e de lugar e em
conformidade com as normas emanadas da Sé Apostólica – assumir eventualmente na
celebração litúrgica elementos próprios de uma determinada cultura, que
exprimam de forma mais adequada o profundo significado humano e religioso do
pacto conjugal, desde que nada contenham de menos condizente com a fé e a moral
cristãs.

Enquanto sinal, a celebração
litúrgica deve desenvolver-se de maneira a constituir, mesmo no seu aspecto
exterior, uma proclamação da Palavra de Deus e uma profissão de fé da
comunidade dos crentes. O empenhamento pastoral terá aqui a sua expressão no
diligente cuidado da preparação da «Liturgia da Palavra» e na educação para a
fé dos que assistem à celebração e, em primeiro lugar, dos nubentes.

Enquanto gesto sacramental
da Igreja, a celebração litúrgica do matrimónio deve envolver a comunidade
cristã, com uma participação plena, activa e responsável de todos os presentes,
de acordo com a posição e a função de cada um: os esposos, o sacerdote, as
testemunhas, os parentes, os amigos, os demais fiéis: todos os membros de uma
assembleia que manifesta e vive o mistério de Cristo e da sua Igreja.

Para a celebração do
matrimónio cristão no âmbito de culturas ou tradições ancestrais, sigam-se os
princípios já acima enunciados.

Celebração do matrimónio e
evangelização dos baptizados não crentes

68. Exactamente porque na
celebração do sacramento se presta uma atenção muito especial às disposições
morais e espirituais dos nubentes, em particular à sua fé, enfrentamos aqui uma
dificuldade não rara, que podem encontrar os pastores da Igreja no contexto da
nossa sociedade secularizada.

Com efeito, a fé de quem
pede casar-se pela Igreja pode existir em graus diversos e é dever primário dos
pastores fazê-la descobrir de novo, nutri-la e torná-la madura. Devem, além
disso, compreender as razões que levam a Igreja a admitir à celebração do
matrimónio mesmo aqueles que estão imperfeitamente dispostos.

O matrimónio tem de
específico o ser sacramento de uma realidade que já existe na economia da
criação: o mesmo pacto conjugal instituído pelo Criador «desde o princípio». A
decisão do homem e da mulher de se casarem segundo este projecto divino, a
decisão de empenharem no seu irrevogável consenso conjugal toda a vida num amor
indissolúvel e numa fidelidade incondicional, implica realmente, mesmo se não
em modo plenamente consciente, uma disposição de profunda obediência à vontade
de Deus, que não pode acontecer sem a graça. Portanto inserem-se já num
verdadeiro e próprio caminho de salvação, que a celebração do sacramento e a
sua imediata preparação podem completar e levar a termo, dada a rectidão da
intenção deles.

É verdade, contudo, que, em
alguns territórios, motivos de carácter mais social que autenticamente
religioso, induzem os noivos a casarem-se na igreja. Não admira. O matrimónio,
na verdade, não é um acontecimento que diz respeito só a quem se casa. Por sua
própria natureza é também um facto social, que compromete os esposos ante a
sociedade. Desde sempre a sua celebração se faz com festa, que une as famílias
e os amigos. É normal, portanto, que entrem motivos sociais, juntamente com os
pessoais, na petição do casamento na igreja.

Todavia, não se deve
esquecer que estes noivos, pela força do seu baptismo, estão já realmente
inseridos na Aliança nupcial de Cristo com a Igreja e que, pela sua recta
intenção, acolheram o projecto de Deus sobre o matrimónio, e, portanto, ao
menos implicitamente, querem aquilo que a Igreja faz quando celebra o
matrimónio. Portanto, o mero facto de neste pedido entrarem motivos de carácter
social, não justifica uma eventual recusa da celebração do matrimónio pelos
pastores. De resto, como ensinou o Concílio Vaticano II, os sacramentos com as
palavras e os elementos rituais nutrem e robustecem a fé:168 aquela fé para a
qual os noivos já estão encaminhados pela força da rectidão da sua intenção,
que a graça de Cristo não deixa certamente de favorecer e de sustentar.

Querer estabelecer critérios
ulteriores de admissão à celebração eclesial do matrimónio, que deveriam
considerar o grau de fé dos nubentes, compreende, além do mais, riscos graves.
Antes de tudo, o de pronunciar juízos infundados e discriminatórios; depois, o
risco de levantar dúvidas sobre a validade de matrimónios já celebrados, com
dano grave para as comunidades cristãs, e de novas inquietações injustificadas
para a consciência dos esposos; cair-se-ia no perigo de contestar ou de pôr em
dúvida a sacramentalidade de muitos matrimónios de irmãos separados da comunhão
plena com a Igreja Católica, contradizendo assim a tradição eclesial.

Quando, pelo contrário, não
obstante todas as tentativas feitas, os nubentes mostram recusar de modo
explícito e formal o que a Igreja quer fazer ao celebrar o matrimónio dos
baptizados, o pastor não os pode admitir à celebração. Mesmo se constrangido,
ele tem o dever de avaliar a situação e fazer compreender aos interessados que,
estando assim as coisas, não é a Igreja, mas eles mesmos a impedirem a
celebração que não obstante pedem.

Mais urna vez se manifesta
com toda a urgência a necessidade de uma evangelização e cataquese pré e pós
matrimoniais, feitas por toda a comunidade cristã, para que cada homem e cada
mulher que se casam, o possam fazer de modo a celebrarem o sacramento do
matrimónio não só válida mas também frutuosamente.

Pastoral pós-matrimonial

69. O cuidado pastoral da
família regularmente constituída significa, em concreto, o empenho de todos os
membros da comunidade eclesial local em ajudar a casal a descobrir e a viver a
sua nova vocação e missão. Para que a família se transforme mais numa
verdadeira comunidade de amor, é necessário que todos os membros sejam ajudados
e formados para as responsabilidades próprias diante dos novos problemas que se
apresentam, para o serviço reciproco, para a comparticipação activa na vida da
famíia.

Isto vale sobretudo para as
famílias jovens, as quais, encontrando-se num contexto de novos valores e de
novas responsabilidades, estão mais expostas, especialmente nos primeiros anos
de matrimónio, a eventuais dificuldades, como as criadas pela adaptação à vida
em comum ou pelo nascimento dos filhos. Os jovens cônjuges saibam acolher cordialmente
e inteligentemente valorizar a ajuda discreta, delicada e generosa de outros
casais, que já de há tempo fazem a mesma experiência do matrimónio e da
família. Assim, no seio da comunidade eclesial – grande família formada pelas
famílias cristãs – realizar-se-á um intercambio mútuo de presença e ajuda entre
todas as famílias, cada uma pondo ao serviço das outras a própria experiência
humana, como também os dons da fé e da graça. Animada de verdadeiro espirito
apostólico, esta ajuda de família a família constituirá um dos modos mais
simples, mais eficazes e ao alcance de todos para transfundir capilarmente os
valores cristãos, que são o ponto de partida e de chegada do trabalho pastoral.
Deste modo as famílias jovens não se limitarão só a receber, mas por sua vez,
assim ajudadas, tornar-se-ão fonte de enriquecimento para outras familias, há
tempo constituídas, com o seu testemunho de vida e o seu contributo de facto.

Na acção pastoral para com
as famílias jovens, a Igreja deverá prestar uma atenção específica para as
educar a viver responsavelmente o amor conjugal em relação com as exigências de
comunhão e de serviço à vida, como também a conciliar a intimidade da vida de
casa com a obra comum e generosa de edificar a Igreja e a sociedade humana. Quando,
com a vinda dos filhos, o casal se torna em sentido pleno e específico uma
família, a Igreja estará ainda próxima dos pais para que os acolham e os amem à
luz do dom recebido do Senhor da vida, assumindo com alegria a fadiga de os
servir no seu crescimento humano e cristão.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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