Evangelização hoje: comunhão e colaboração pastoral

Inaugurado o II Simpósio dos Bispos da Europa e África

ROMA, (13/02/2012 – ZENIT.org) – Nesta segunda-feira deu-se a abertura oficial do II Simpósio dos Bispos da Europa e da África que acontece em Roma, até o dia 17 de Fevereiro.

O tema do simpósio é “Evangelização hoje: comunhão e cooperação pastoral entre a África e a Europa. A pessoa humana e Deus: a missão da Igreja de proclamar a presença e o amor de Deus”.

O encontro foi aberto conjuntamente pelos cardeais Policarpo Pengo e Angelo Bagnasco, presidente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SCEAM) e vice-presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), respectivamente, de acordo com um comunicado de imprensa deste último organismo.

Após a inauguração, houve a apresentação da Exortação Apostólica pos sinodal Munus Africae pelo cardeal Peter K. A. Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.

Durante a sessão de abertura, os cardeais Theodore- Adrien Sarr, vice-presidente do SCEAM, e Josip Bozanic, antigo vice-presidente da CCEE, que acompanharam todo o processo de colaboração entre os dois organismos continentais desde 2004, apresentaram os resultados das reuniões anteriores e os desafios que surgiram, e também apresentaram os esperados deste simpósio.

Alguns bispos especialistas das duas organizações continentais ofereceram apresentações sobre vários subtemas.

Os bispos também poderão desfrutar da participação de membros de alguns dos principais dicastérios vaticanos durante o encontro para compartilhar experiências e idéias relativas às relações entre eles, de um lado, e entre os dois organismos continentais, do outro.

Outras organizações que participam no Simpósio são agências colaboradoras como Caritas África, Caritas Europa, Missio e Ajuda à Igreja que Sofre.

Espera-se que os bispos e demais participantes do Simpósio sejam recebidos em audiência pelo Papa Bento XVI na sexta-feira 16 de Fevereiro.

Sobre as relações entre os dois organismos continentais, Dom Duarte da Cunha, secretário geral da CCEE, disse que “a relação entre a Igreja na África e na Europa tem sido muitas vezes vista como se a Europa só devesse financiar projetos sociais na África, mas, apesar de continuar a sustentar os africanos nessa área, a colaboração não pode ser limitada a isso. O principal dom que estamos chamados a partilhar, que está na raiz de tudo, é a nossa fé. África precisa ainda de missionários da Europa e a Europa precisa da fé alegre das comunidades africanas, como disse o Papa em dezembro passado: “Encontrar esta fé pronta para o sacrifício, e alegre, é um ótimo remédio contra o cansaço de ser cristãos que vivemos na Europa.”

Por sua parte, o secretário geral da SCEAM, padre François-Xavier Damiba, sublinhou que “como observado nas reuniões anteriores, o fato de que os bispos de ambos os continentes se encontrem, oferece a oportunidade de se conhecerem e se compreenderem. O reforço das suas relações é muito importante para a sua vida pastoral e para tantas atividades que poderiam ser tomadas em conjunto. Há muitos católicos africanos que vivem na Europa e muitos católicos europeus que vivem na África, e o fato de que os bispos tenham uma forte amizade ajuda os fiéis a construir o mesmo tipo de relacionamento. É um recurso prioritário para as nossas duas sociedades”.

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Tradução Thácio Siqueira

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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