Egito: Projeto da nova Constituição prevê transformar o país em um estado islâmico, alerta bispo Copto

Segundo o site ACIDIGITAL (28 de janeiro de 2013), Dom Youhanna Golta, Bispo Copto Católico do Egito, faz um alerta advertindo que há um projeto dos irmãos Muçulmanos e salafistas para converter o país em um estado islâmico através do projeto da nova Constituição.

Dom Golta, segundo informações da agência Fides, ressaltou que o trabalho para redigir a nova Constituição: “Começou bem, mas a um certo ponto se fez evidente que os irmãos Muçulmanos e os salafistas queriam impor uma Constituição islâmica. Discutimos com seus líderes, mas não escutavam nossos argumentos. Percebemos então que nossa função era somente decorativa, e fomos embora”. Logo depois, também outros representantes de religiões cristãs saíram do local: “Para dialogar se necessita de alguém que saiba escutar os argumentos de outras pessoas”.

O ambiente provocou que inclusive “o Partido ‘Egito Forte’, fundado por um antigo expoente e ex-membro dos Irmãos Muçulmanos, Abdel Moneim Abul Fotouh” se retirasse do diálogo nacional. “Nós vamos manter o contato com os representantes da Universidade de Al-Azhar. Somente uma minoria do povo apoiou com seu voto o referendo sobre a entrada em vigor da nova Constituição”, afirmou.

“Egito não é Mali. Encontra-se na encruzilhada da Europa, Ásia e África. Vivemos mais de dez milhões de cristãos. A economia se baseia no turismo e no comércio. Por isso não podemos aceitar que se converta em um país islâmico”, indicou.

No entanto, o Bispo também denunciou que “existem estratégias internacionais que projetam uma divisão do Egito. E quem pagaria o preço seria a população. Eu amo os meus irmãos e irmãs muçulmanos. Realizei meus estudos e meu doutorado sobre a cultura islâmica. Mas para todos nós, a aposta está aberta e está em jogo se o país caminhará para ser um país fanático ou um país civil”.

“Quem quer ser religioso, não pode pretender obrigar por lei às pessoas a orar, a não beber álcool e a seguir todas as práticas relacionadas com sua religião. Nos países árabes, só poderão ter democracia se separam a religião da política”, frisou.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=24769

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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