Educar para as Virtudes (Parte 3)

Por isso, é sinal de sabedoria saber conter-se e passar por cima da ofensa recebida. Longe de ser um ato de fraqueza, é um gesto de fortaleza, digno dos fortes. O perdão é a face mais bela do amor, por isso Cristo morreu perdoando os seus algozes. Foi a maior lição que Ele nos deixou.

Inveja e ciúmes
Outro mal que deve ser combatido nos filhos é a inveja que se aninha no coração. Ela é mais forte e mais comum no filho inseguro; este sente-se mal diante do sucesso dos irmãos e dos amigos, e torce para que esses fracassem. O sentimento de inveja e de ciúme deve ser combatido pela benevolência, que consiste em pensar bem dos outros, desejar o seu bem, falar bem deles, e ajudá-los nas suas necessidades.
Por inveja aconteceu o primeiro assassinato da humanidade, um fratricídio, Caím matou Abel. E a bíblia nos assegura que foi por inveja que o pecado e a morte entraram em nossa história. “É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo…” (Sb 2,24). Foi também por inveja que os irmãos de José o venderam para a caravana que ia para o Egito. Também Jesus foi morto por inveja (cf. Mt 27,18), por parte daqueles que não tinham o seu poder e a sua autoridade. “A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo” (Eclo 30,26).
A inveja é um baixo sentimento; próprio daqueles que não se conformam com o próprio fracasso ou com uma posição inferior aos outros. Devemos ensinar aos filhos se contentarem com o que são, com o que têm e com o que fazem, e lutar para superar a si próprios, sem a necessidade de derrubar os outros.

Avareza e caridade
Todos sabemos a atração que o dinheiro exerce sobre nós. Uma das piores escravidões é a dele, pois faz o homem viver em sua função, colocando abaixo dele sentimentos nobres e as próprias pessoas. Não é à toa que São Paulo diz que: “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6,10). E Jesus nos alertou que “ninguém pode servir a dois senhores: a Deus e ao dinheiro- (Mt 6,24). A avareza é mostrada na Bíblia como uma idolatria (cf. Ef 5,5; 1Cor 6,10) que deve ser evitada. Também aqui o exemplo dos pais, e a sobriedade no uso do dinheiro, será importante para ensinar aos filhos o seu uso correto.
Diz o eclesiástico: “Nada mais vil do que o amor ao dinheiro: aquele que o ama chega até a vender a sua alma” (Eclo 10,10). “Para o homem avarento e cúpido a riqueza é inútil; para que serve o ouro ao homem invejoso” (Eclo 14,3). “Quem procura enriquecer afasta os olhos de Deus” (Eclo 27,1). Muitos pais só se preocupam em trabalhar cada vez mais, e não têm tempo para os filhos. Cobre-os com excesso de dinheiro, roupas e bens, mas deixam-lhes faltar o essencial: a sua presença. É preciso fugir desta escravidão. “As vigílias para enriquecer ressecam a carne, as preocupações que elas trazem tiram o sono” (Eclo 31,1).
Os pais devem estimular nos filhos o amor aos pobres e ensinar-lhes a importância da esmola. “Estende a mão para o pobre, a fim de que sejam perfeitos teu sacrifício e tua oferenda” (Eclo 7,36). “Encerra a esmola no coração do pobre, e ela rogará por ti a fim de te preservar de todo o mal” (Eclo 29,15). “Por causa do mandamento, socorre o pobre; e não o deixes ir com as mãos vazias na sua indigência” (29,12). O avarento é o mais infeliz dos homens pois chega a amar a seus bens mais até do que a si mesmo.
O Eclesiástico lembra que: “Aquele que ama o ouro não estará isento de pecado. O ouro abateu a muitos, e os seus encantos o perderam” (Eclo 31,5-6). Todos precisamos do dinheiro para viver; portanto, em si mesmo, ele não é mal; o perigo está no “amor” ao dinheiro, isto é, na avareza. “Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do outro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros” (Eclo 31,8).
Ensinar aos filhos a prática da caridade é a maior lição que podemos lhes dar; pois, como disse São Paulo, “a caridade é o vínculo da perfeição”(Col 3,14); “é a plenitude da Lei” (Rm 13,10); ela “encobre uma multidão de pecados”( 1Pe4,8); vivê-la “é cumprir toda a Lei e os Profetas”(Mt 22,37). Como é importante ensinar o filho a dar o pão àquele que tem fome e dar o coração àquele que está triste! Ensine-o a “fazer o bem sem olhar a quem”, como diz o provérbio. E, sobretudo ajudá-los a ver o próprio Cristo em cada irmão que sofre. São Bento colocou nas Regras dos seus mosteiros, esta preciosidade: ” Todo hóspede que vem ao mosteiro deve ser recebido como se fosse o próprio Cristo”. Que tal ensinar os filhos a acolherem cada um que vem a eles, pedir ajuda, como se fosse o próprio Cristo necessitado? “Que tua mão não seja aberta para receber e fechada para dar” (Eclo 4,31).
A nossa mente se enriquece com aquilo que recebe, mas o nosso coração, com aquilo que dá. Paulo VI disse um dia que: “ninguém é tão rico que não tenha o que receber, e ninguém é tão pobre que não tenha o que dar”. Mesmo nos momentos de dificuldades, podemos continuar a fazer a caridade, e ensiná-la aos filhos. Se não sabemos ser generosos na penúria, também não o seremos na abundância; pois a caridade não é uma questão de quantidade, mas de qualidade. Mais do que ensinar os filhos a dar, é preciso ensinar-lhes a dar-se. Amar é dar-se, gratuitamente, voluntariamente, resumiu Michel Quoist. É bonito dar de nossas posses, mas é mais belo dar de nós próprios.
Alguém disse que “Deus dá a quem dá, mas se doa a quem se dá”. “O Dom que cada um recebeu, ponha-o a serviço dos outros, como bons administradores da tão diversificada graça de Deus” (1Pe 4,10).

Gula e temperança
Desde pequeno os filhos precisam ser treinados na virtude da temperança no comer. É importante ensinar-lhes que “come-se para viver, e não, vive-se para comer”. Isto desvirtua aalimentação. Voltaire dizia que “o homem é o único animal que come sem ter fome e bebe sem ter sede”. O alimento não pode se transformar apenas num meio de prazer. Sabemos da importância de uma “ração balanceada” e dos perigos do excesso no comer.
Joelmir Betting disse certa vez que “uma parte da humanidade faz regime; a outra, passa fome”. Os pais devem ensinar os filhos a adquirir o equilíbrio. Não se pode permitir que o filho, diante de um prato preferido, coma sem limites… Amanhã este mesmo filho não saberá se dominar diante de outras situações mais graves. É imperioso ensinar aos filhos o autocontrole e a continência. Homem não é aquele que domina os outros, mas aquele que domina a si mesmo. Por isso, a liberação desregrada de todos os instintos, é a pior escola do nosso mundo atual. Ela forma caricaturas de homens. São Paulo fala daqueles para os quais “o deus é o ventre”(Fl 3,19) e Jesus manda ter cuidado sobre nós mesmos “para que os nossos corações não se tornem pesados com o excesso de comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida” (Lc 21,34).
O Eclesiástico ensina que:
“A insônia, o mal-estar e as cólicas são o tributo do intemperante” (Eclo 31,23). “O excesso no alimento é causa de doença, e a intemperança leva à cólica”. Muitos morreram por causa de sua intemperança; o homem sóbrio, porém prolonga a sua vida” (Eclo 37,32-34).

Caráter e Consciência
Sabemos que o caráter é o eixo da educação. Por isso os pais têm o grave dever de formar nos filhos um caráter reto e uma vida honesta. Sêneca dizia que de “nada vale ensinar aos jovens o que é a linha reta, se não lhes ensinarmos o que é a retidão”. Spalding repetia que “as civilizações perecem não por falta de cultura, mas por falta de moral”. O caráter dá esplendor aos jovens e respeito aos velhos. Em todos os tempos, os homens de caráter firme foram as colunas da sociedade.
Portanto, cultivando o caráter dos nossos filhos estaremos cultivando o solo sobre o qual crescerá a verdadeira civilização. A grandeza de uma nação ou de uma família não depende da extensão de suas terras, mas do caráter dos seus filhos. No Talmud dos israelitas, há uma passagem que diz: “Onde melhor se conhece o caráter de um homem é em assuntos de dinheiro, à mesa, e nos momentos de ira”. Tudo pode se perder nesta vida, a fama, a popularidade, a riqueza, menos o caráter. Uma mostra de caráter vil é o emprego de servilismo com os grandes, e arrogância com os pequenos.
Um caráter elevado se forma no cumprimento fiel e esmerado dos deveres. A sabedoria ensina que os pensamentos geram os atos, os atos geram os hábitos, os hábitos moldam o caráter, o caráter firma o destino do homem. A Bíblia afirma que: “o filho mal educado é a vergonha do seu pai” (Eclo 22,3).
Os pais não podem deixar de corrigir os filhos, de imediato, diante de um ato de mau comportamento: roubo, mentira, desrespeito com os outros, desordens, perturbações, etc. Acima de tudo há que ensinar o filho a obedecer à voz sagrada da consciência, que é a própria voz de Deus. Nela Ele escreveu a Lei natural para guiar o homem. Santo Agostinho diz que o Senhor escreveu os Dez Mandamentos nas pedras, porque o homem já não conseguia lê-los em seu coração. O maior crime é fazer calar brutalmente a voz da consciência. E isto se dá quando não a obedecemos. A maior lição que guardei de meu pai, um homem simples e piedoso, que criou nove filhos, foi esta: “Meu filho, não faça nada contra a sua consciência”. Jamais esqueci esta lição. Quanto mais eu vivo mais se agiganta essa lição paterna, e mais sinto que nada compensa ser feito se é contra a consciência. Violar a voz da consciência é o mesmo que violar-se a si mesmo; pois ali é o lugar sacrossanto onde estamos a sós e com Deus.
Ghandi dizia que o único tirano a que ele se submetia, sem restrições, era àquela suave voz que falava dentro dele. Notamos, cada dia mais, que todas as formas de censura, mesmo as boas e necessárias, estão caindo; em breve a única censura será a consciência de cada um. E se esta não existir? E se os filhos não aprenderem a respeitá-la? É por isso que voltamos ao paganismo pré-cristão. São Paulo, ao falar aos romanos da necessidade de submissão às autoridades, por exemplo, dizia que “é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas por dever de consciência” (Rm 13,5).
Eis aqui algo importante a ser ensinado aos filhos: fazer o bem, não por medo do castigo, mas por “dever de consciência”. A voz da consciência nos ensina permanentemente: “faça o bem, evita o mal”; mas ela precisa ser bem formada; e isto só pode ser feito pela Lei de Deus e seus mandamentos. Em discurso aos Bispos do Brasil, em Roma, em 1995, o Papa João Paulo II recomendou-lhes o uso do Catecismo da Igreja para bem formar a consciência dos fiéis. “Tende uma consciência reta a fim de que, mesmo naquilo em que dizem mal de vós, sejam confundidos os que desacreditam o vosso santo procedimento em Cristo” (1Pd 3,16).
Precisamos ensinar a nossos filhos que a consciência não pode ser vendida por nada: nem pelo poder, nem pelos prazeres deste mundo e, muito menos por causa do dinheiro. Aprendamos, mais uma vez, com a Sabedoria de Deus: “Vale mais o pouco com o temor do Senhor que um grande tesouro com a inquietação”. “Mais vale um prato de legumes com amizade que um boi cevado com ódio” (Prov 15,16-17).

As palavras e a verdade
Os santos diziam que “se não é possível falar bem de uma pessoa, então, é melhor que não se diga nada”. Um dos pontos mais importantes na educação é ensinar aos filhos a fidelidade à verdade e o bom uso das palavras. O domínio da língua será sempre sinal de maturidade e de equilíbrio. São Tiago chega a dizer que: “Se alguém não cair por palavra, este é um homem perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo” (Tg 3,2).
O Apóstolo compara o domínio da língua ao freio que se põe na boca dos cavalos e ao controle de imenso navio pelo pequeno leme. Assim como um pequeno palito de fósforo aceso incendeia toda uma imensa floresta, da mesma forma uma má palavra, gera imensas brigas, complicações, discórdias e divisões. “Não acostumes tua boca a uma linguagem grosseira, pois aí sempre haverá pecado” (Eclo 23,17). “Não sejas precipitado em palavras e (ao mesmo tempo) covarde e negligente em tuas ações” (Eclo 4,34). “A palavra manifesta o que vai no coração do homem” (Eclo 27,7). É preciso ensinar os filhos a serem moderados com as palavras, proibindo-lhes falar palavrões, se intrometerem nas conversas alheias, etc., e mais dados a ouvir e a aprender, do que a falar.
As palavras são como as moedas, às vezes uma só vale por muitas outras. Quanto mais fortes forem os nossos argumentos, mais baixa pode ser a nossa voz. Vitor Hugo dizia que: “palavras fortes e amargas indicam uma causa fraca”. “Escuta com doçura o que te dizem a fim de compreenderes, dará então uma resposta sábia e apropriada. Se tiveres inteligência, responde a outrem, senão, põe a mão sobre a tua boca, para que não sejas surpreendido a dizer uma palavra indiscreta, e venhas a te envergonhar dela” (Eclo 5,13-15). Muitas são as recomendações da Palavra de Deus, para a moderação da língua. E há um provérbio que diz que “o peixe morre pela boca e o homem pela língua”. “O homem de conversa imprudente torna-se odioso” (Eclo 9,25). Não se pode permitir também que os filhos critiquem a todos e a tudo sem reflexão; e, para isto, é preciso que os pais não falem mal dos outros, especialmente diante dos filhos. “Não censures ninguém antes de estares bem informado; e quando te tiveres informado, repreende com equidade. Não indagues das coisas que não te dizem respeito; não te assentes com os maus para julgar” (Eclo 11,8-9). Há pessoas que falam antes de pensar; suas palavras são irrefletidas, e suas consequências são nefastas: “O coração dos insensatos está na boca; a boca dos sábios está no coração” (Eclo 21,29). “Uma palavra inoportuna é como a música em dia de luto” (Eclo 22,6). A educação para a verdade é fundamental para formar bem o caráter do homem. Muitos são dados à mentira.
É preciso mostrar aos filhos que ela tem “pernas curtas”; e que tão logo descoberta causará vergonha e desrespeito ao mentiroso. Jesus apresentou-se como “a Verdade” (Jo 14,6) e ensinou-nos que o demônio é “o pai da mentira”(Jo 8,44). Basta isto para mostrar a importância da verdade e a periculosidade da mentira. “A mentira é no homem uma vergonhosa mancha, não deixa os lábios das pessoas mal educadas” (Eclo 20,26). A verdade santifica e nos faz semelhantes a Deus, pois nos purifica de toda impureza da alma. Os pais precisam ser exemplos de verdade e de autenticidade aos filhos, sem falsidades e dissimulações. Jesus disse que veio ao mundo para “dar testemunho da verdade”(Jo 18,37) e que “a verdade nos liberta”(Jo 8,32).
O Apóstolo São João o apresenta como “cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). Sobretudo é necessário conduzir os filhos à verdade ensinada pela Igreja, recebida de Cristo. É por isso que São Paulo afirma a Timóteo que “a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade”(1Tm 3,15). Precisamos ensinar nossos filhos a amar e viver tudo o que a Igreja ensina, “sem contestações”. Sabemos que o Magistério da Igreja recebeu de Cristo o dom da infalibilidade para nos ensinar a doutrina (fé e moral). Esta certeza está no fato de Jesus estar com a Igreja sempre: “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,18). E, na última Ceia, o Senhor prometeu: -o Espírito Santo ficará eternamente convosco” (Jo 14,16) e “ensinar-vos-á toda as coisas” (Jo 14,26), e “toda a verdade” (Jo16,12). Por ser assistida e guiada permanentemente pelo Espírito da Verdade, a Igreja não erra ao apontar-nos o caminho da salvação.
Esta é uma certeza que os pais cristãos precisam ensinar aos filhos para que sejam felizes e sejam bem guiados por toda a vida. A Igreja nos deu o novo Catecismo para que conheçamos com clareza a verdade da fé. Cabe aos pais conhecer este Catecismo para poder tirar as dúvidas dos filhos e ensinar-lhes o que a Igreja manda.

Adversidades e Sofrimentos
Já vivemos o suficiente para saber que a vida não é um mar de rosas, como diz o povo; aliás, é mais “um vale de lágrimas”, ensina a Igreja, por causa do pecado. Mas é possível enfrentar o sofrimento sem desespero e sem desânimo; e esta é uma lição que os pais têm que ensinar aos filhos. Pela fé e pela paciência, ou resignação, vencer a dor. E, sobretudo fazer-lhes entender que todo o sofrimento deste mundo, qualquer que seja, tem sempre a sua raiz última no pecado. “O salário do pecado é a morte”(Rom 6,23).
Esta frase do Apóstolo diz tudo; explica a razão de toda a miséria humana. É preciso mostrar aos filhos que também nas adversidades podemos crescer. Elas nos dão a oportunidade de olhar o mundo com mais profundidade e fazem nascer em nós a coragem, indispensável para a vida. Shakespeare disse que “não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colmeia com medo das picadas das abelhas”.
A adversidade se vence com a fé e com a paciência, portanto, precisamos ensinar os jovens a cultivá-las. Um provérbio chinês diz que “o homem que removeu a montanha, começou por carregar pequenas pedras”. O jovem é naturalmente apressado e impaciente; cabe aos pais ir mostrando-lhe, passo a passo, a importância da paciência e da perseverança para vencer os obstáculos difíceis. A Imitação de Cristo diz que “aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve ele tolerar com paciência até que Deus disponha de outro modo”. Como são belas as palavras do Eclesiástico: “Aceita tudo o que te acontecer; na dor permanece firme; na humilhação tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus pelo cadinho da humilhação”( Eclo 2,4-6). Se de um lado, o egoísmo leva à morte, o sacrifício, por outro lado, leva à vida. Antes do tempo chegar à primavera, tem que passar pelo inverno.
Por isso, temos que ensinar aos filhos a importância do sacrifício. É salutar para todos nós fazer, propositadamente, aquilo que não gostamos. Desta forma, o corpo vai sendo submetido ao espírito, e nos tornamos cada vez mais homens.

Do livro: ”Família, Santuário da Vida”, do Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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