Dom Odilo dá mais detalhes sobre acolhida dos símbolos da JMJ em São Paulo

São Paulo (Quinta-feira, 01-09-2011, Gaudium Press) O presidente do Regional Sul 1 (que abrange o estado de São Paulo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, concedeu ontem, 31, uma entrevista coletiva em que falou sobre a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no Rio de Janeiro, em 2013. O evento, no entanto, já se inicia no próximo dia 18 de setembro, com a chegada cruz e do ícone de Nossa Senhora à capital paulista.
Cruz Brasileiros JMJ madri 2011.JPG
Cruz e ícone serão rcebidos em São Paulo com uma grande festa intitulada “Bote fé”

Ao lado do vice-presidente e do secretário geral do Regional Sul 1, respectivamente, Dom Moacir Silva e Dom Tarcísio Scaramussa, o purpurado afirmou que o anúncio da sede da próxima JMJ foi recebido com muita alegria pela Igreja do Brasil, mas também como muita preocupação, porque trouxe a responsabilidade de seus preparativos. Neste sentido, o arcebispo de São Paulo deu mais detalhes sobre como será a acolhida dos símbolos da JMJ que, conforme ele, percorrerão todas as dioceses do estado de São Paulo, e o restante do país, até chegarem ao Rio de Janeiro, em julho de 2013.

Dom Odilo disse que a cruz e o ícone serão recebidos em São Paulo com um grande evento de evangelização intitulado “Bote Fé”. Conforme o prelado, a celebração acontecerá das 9h às 21h, no Parque de Materiais da Aeronáutica (PAMA), próximo ao Campo de Marte, com shows, reflexões sobre a jornada e testemunhos de jovens brasileiros que participaram da última JMJ realizada em Madri.

Cardeal Scherer explicou ainda a importância dos símbolos da Jornada. Conforme o purpurado, a cruz, que foi entregue pelo Papa João Paulo II, idealizador da JMJ, é sempre um símbolo de Jesus Cristo, uma maneira de chamar os jovens para se encontrar com Ele e o ícone de Nossa Senhora é a representação de Sua Mãe junto àqueles que seguem Jesus. “Onde está Jesus, está a sua mãe. Onde Está a Igreja, que é a comunidade dos discípulos, ali está a mãe do Senhor, a mãe dos discípulos”, disse.

A respeito da chegada antecipada dos símbolos, – normalmente eles desembarcam no país sede no ano do evento e começam a peregrinar no Domingo de Ramos – Dom Odilo explicou que isso se deve às dimensões continentais do país. “Para percorrer as 275 dioceses do Brasil é preciso muito tempo”, declarou.

O secretário geral Dom Tarcísio também se pronunciou durante a coletiva, explicando como será a recepção da cruz e do ícone de Nossa Senhora nas demais 41 dioceses que compõem o Regional. Conforme o prelado, em cada um dos sub-regionais também serão realizados eventos comuns intitulados de “Bote Fé”. Dom Tarcísio informou que cada diocese irá elaborar um percurso próprio onde os símbolos passarão, que irão respeitas as realidades locais.

Após peregrinarem pelo estado de São Paulo, a cruz e o ícone seguem para Minas Gerais. Segundo informações da Arquidiocese de São Paulo, enquanto estiverem peregrinando pelo Brasil, os símbolos do JMJ darão um pulo nos nossos países vizinhos, mais especificamente nas capitais dos países do Cone Sul: Buenos Aires, na Argentina; Assunção, no Paraguai; Santiago, no Chile; e Montevidéu, no Uruguai.

***
Com informações da Arquidiocese de São Paulo

Compartilhe!

    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
    Adicionar a favoritos link permanente.