Doçura no sofrimento

Leitor, procure analisar com atenção a imagem da Virgem Maria estampada abaixo e note como ela o impressionará profundamente. Por quê?

Essa imagem representa Nossa Senhora de modo realista ao extremo, e exprime muito bem a ideia de quanto Maria é a obra-prima do Criador.

Quem a contempla tem quase a impressão de estar vendo uma aparição, de tal maneira nela transparece o fundo de alma da Virgem das Virgens. Sua face transmite piedade de modo excelso, e convida à oração. A par do instinto maternal, sua fisionomia torna patente uma inimaginável bondade, da qual somente Deus poderia ser o autor.

É interessante notar como esse semblante, com seu ar de suavidade, doçura, bondade, dor lancinante – tudo mesclado com serenidade e paz – parece exprimir também de modo fiel o temperamento próprio aos santos.

Certas pessoas poderiam julgar que Nossa Senhora, ao contemplar os sofrimentos aos quais seu Divino Filho esteve sujeito por causa de nossos pecados, se deixaria levar por algum movimento de ressentimento… Entretanto, aqui, a Santíssima Virgem nos convence, por sua manifestação de amor, de que não são esses os sentimentos da Advogada dos Pecadores. Apesar de ver seu Filho crucificado, e sabendo que somos nós a causa desses sofrimentos, Maria tem para conosco um olhar pleno de sobrenatural afeto.

Ela nos dá um conselho materno:

– Meu filho, quando te sentires miserável por tuas quedas, procura ter no fundo da alma a certeza de que, do alto do Céu, eu te olho com a mesma doçura expressa nesse meu olhar, disposta a obter de Jesus, para ti, o perdão de todos os teus pecados.

Por Irmã Lucía Ordóñez, EP

Compartilhe!

    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
    Adicionar a favoritos link permanente.