Deus Morreu, Marx morreu – EB

“DEUS MORREU, MARX MORREU E EU MESMO NÃO ME ESTOU SENTINDO BEM”

(Michel Le Bris)

Em síntese:  Em meados de 1977, tornou-se notória na França a corrente dos “Novos Filósofos”. Foram marxistas, maoístas ou mesmo ultra-maoístas, mas hoje se confessam entediados de todo e qualquer totalitarismo, seja de esquerda, seja de direita. A experiência do marxismo, comprovada no decorre do século XX pela política de esmagamento do homem, os desiludiu. Embora não tenham substitutivo exato para propor em lugar dos totalitários, os “Novos Filósofos” se professam seguidores de Sócrates, o pensador que apregoava, antes do mais, os valores éticos. Insinuam, assim, que a renovação da sociedade só poderá ser obtida se doravante os homens começarem a dar atenção às qualidades da honestidade, da veracidade, da fidelidade, do respeito ao semelhante.

A posição dos “Novos Filósofos” é altamente significativa porque transfere o problema da renovação da sociedade do plano meramente jurídico e institucional para o plano da consciência moral e da ética. Verdade é que os homens nunca poderão viver em sociedade sem sistema jurídico e distribuição de direitos e deveres; também nunca poderão deixar de cultivar a ciência e a técnica, que beneficiam grandemente a humanidade. Mas é outrossim verdade que toda organização social e qualquer progresso tecnológico estão fadados ao fracasso se não se basearem no cultivo dos valores éticos e no despertar da consciência moral em cada indivíduo.

É por lembrarem tais verdades que os “Novos Filósofos” são importantes. Representam a alma humana como tal (mesmo sem Religião) cansada do materialismo e dos ídolos do totalitarismo e posta à procura de outros valores que são os do Transcendental e Infinito ou os valores de Deus (… Deus procurado ainda às apalpadelas; cf. At 17, 27).

Comentário: Em meados de 1977 tornou-se notório na França um grupo de intelectuais que, após ter feito a experiência da militância marxista, proclamam estar Karl Marx ultrapassado ou morto; põem-se a denunciar o totalitarismo de Marx e o de Mão como também os abusos do capitalismo, assumindo posições de contestação radical a todos os extremismos… A atitude desses pensadores vem chamando a atenção do público estudioso, que lhes atribui o título de “Novos Filósofos”; parecem representar o pensamento de numerosos cidadãos tanto do mundo ocidental como dos países da Cortina de Ferro.

Na realidade, trata-se de um grupo de oito ou nove homens cuja idade vai dos 28 aos 40 anos. Aderiram ao marxismo ou mesmo ao maoísmo no início de sua reflexão filosófica; todavia vieram a desiludir-se, tendo em vista o comportamento dos países líderes do comunismo (a Rússia e a China). Os escritos de Alexandre Solzenitsyn, como também a conduta dos marxistas franceses por ocasião do movimento esudantil-operário de 1968, muito contribuíram para desapontá-los. Hoje em dia não apregoam modelo algum do Estado público, mas anseiam pela restauração do código de honra entre os indivíduos humanos e os povos. O seu modelo é Sócrates, o filósofo questionador que preconizava entre os seus contemporâneos uma consciência mais profunda dos grandes valores da ética.

Aliás, esse grupo de pensadores contrários às ideologias políticas parece exprimir um estado de espírito que se tem propagado nos países ocidentais durante os últimos anos. O sociólogo norte-americano Daniel Bell publicou em 1960 o livro “The End of Ideology” (O fim das ideologias), no qual afirmava que as ideologias totalitárias do século XIX foram esvaziadas pelos graves males que elas produziram no século XX, como os campos de concentração, a sufocação das revoltas húngara e tchecoslovaca, os ensaios de shows moscovitas, os Estados totalitários promissores de bem-estar (…), Embora o comunismo tenha hoje seu peso a Itália e na França, aparece nítida a seguinte verificação: para a “intelligentsia” mais exigente, as ideologias perderam “a sua verdade” e a sua capacidade de persuadir. São poucos os pensadores sérios que acreditam que, mediante uma “engenharia social”, possa ser atingida a utopia da harmonia social.

Com outras palavras, os “Novos Filósofos” franceses afirmam a desintegração do marxismo precisamente quando ele parece vivo e vibrante no setor da política. Têm a coragem de denunciar o socialismo num momento em que a aliança socialista-comunista na França goza de forte probabilidade de dominar o Parlamento por ocasião das eleições de março pf. Estigmatizam os comunistas como ditadores exatamente quando o euro comunismo, com as suas promessas de pluralismo democrático, está a seduzir intelectuais franceses, italianos e espanhóis. Como filósofos dissidentes estão ganhando audiência no mundo pelo fato de impugnarem o totalitarismo sob qualquer das suas formas, asseverando que todas as ideologias são perigosas. Michel Le Bris, um dos menos conhecidos pensadores do grupo, está precisamente escrevendo um livro que terá o título desafiador: “Deus está morto, Marx está morto, e eu mesmo não me estou sentindo bem”.

Ora a repórter Sandra Burton, correspondente da revista norte-americana “Time”, foi entrevistas cinco dos “Novos Filósofos”, que lhe expuseram seu modo de pensar. É o conteúdo de tais declarações que vamos abaixo apresentar resumidamente, tendo por base a edição de 5/IX/77 da mesma revista “Time”.

Alguns representantes dos “Novos Filósofos”

Passaremos em revista o pensamento de cinco dos mais significativos.

André Glucksmann

Figura preeminente do grupo, Glucksmann tem atualmente seus quarenta anos de idade. Filho de pais marxistas, teve que deixar, com os mesmos, a Alemanha nazista em 1936. Aos quatorze anos de idade, já era membro do Partido Comunista. Mais tarde foi seduzido pelo maoísmo e, ainda, por um tipo de esquerdismo mais avançado. Dos quatro livros de sua autoria que descrevem a sua odisséia política, o mais importante é “The Cook and the Man-Eater” (O cozinheiro e o devorador de homens), 1975, inspirado pelas revelações de Solzhenitsyn referentes ao arquipélago Goulag.

Na obra “The Master Thinkers” (Os Grandes Pensadores), Glucksmann considera os sistemas filosóficos de Fichte, Hegel, Marx e Nietzche (século XIX); julga que estes pensadores são responsáveis pelo conceito de “ciência humana” em virtude da qual os Estados modernos controlam os seus cidadãos; critica-os também por haverem concebido a ideia de “revolução definitiva”, que procura apagar o passado e realiza a “lavagem  cerebral” dos súditos em nome de um mundo novo e belo. Diz ele:

“Estou preocupado com a crença no mito da revolução que permite aos Stalins e Brezhnevs cometer crimes em nome da mesma e impedir ao povo que resista a tal processo”.

Mais: “Hoje em dia na França, existem os novos socialistas que de novo formulam a promessa de transformação da sociedade. Todavia recusam examinar o que realmente ocorre debaixo dos regimes socialistas. Somente quando alguém toma consciência de que o Estado é tão perigoso quanto os monopólios particulares, pode perceber que não tem sentido a nacionalização das indústrias propostas pela esquerda”.

Glucksmann, finalmente, sente-se estimulado pelos sinais de crescimento do arquipélago de dissidentes na França e em outros países,… dissidentes que protestam contra os planos nucleares e pedem mais autonomia para as minorias, sem compromisso com alguma ideologia totalitária.

Bernard-Henri Lévy

Com vinte e nove anos de idade atualmente, foi jornalista de esquerda, admirador de Fidel Castro e Mão, e colaborador da Editora Grasset de Paris. O título do seu “best-seller” é “Barbarism with a Human Face” (Barbárie com face humana), obra em que descreve o socialismo. Convencido de que “o marxismo é o ópio do povo”, sente-se obrigado a apregoar esta convicção visto que o socialismo está em avanço na Europa. São suas palavras:

“Pela primeira vez na história, o socialismo adquiriu uma hegemonia universal. Mas, paradoxalmente, ao mesmo tempo está em crise no mundo inteiro. Na Itália, os jovens de Bolonha estão-se rebelando contra o Partido Comunista italiano, que em toda parte é totalitário ao máximo. O mesmo fenômeno acontece em Nápoles, Angola, na Europa Oriental, na Suécia, em Grenoble, em Portugal. Não obstante, na França há quem aguarde com grande esperança a vinda do comunismo”.

Lévy mostra-se preocupado pelo fato seguinte:

“Muitos jovens não querem admitir que o capitalismo – que há muito eles consideram seu inimigo – é a mesma coisa que o socialismo. Eu costumava levantar protestos contra a Embaixada dos Estados Unidos. Hoje eu preferiria fazer o mesmo contra a União Soviética… Entre a barbárie do capitalismo, que muitas vezes censura a si mesmo, e a barbárie do socialismo, que não censura a si mesmo, declaro que eu escolheria o capitalismo”.

Em outra passagem observa o mesmo autor:

“Estamos tomando consciência de que a grande invenção do século XX vem a ser os campos de concentração, os quais nada mais são do que morticínio generalizado, empreendido por razões de Estado. Não apregôo a tristeza, mas apenas o reconhecimento de que não se pode institucionalizar a felicidade”.

Em suma, Bernard-Henri Lévy elogia os “novos resistentes” esparsos pelo mundo inteiro, os quais não são fortes por terem armas ou sistemas filosóficos pretensiosos, mas, sim, por apregoarem valores pessoais e morais.

Jean-Marie Benoist

Com seus trinta e cinco anos de idade, Benoist julga que o pensamento filosófico e político tem sido esclerosado por Marx e Mão; é preciso, pois, sacudi-lo e remover estes dois autores, como Galileo teve a coragem de sacudir o pensamento do século XVII e remover a cosmovisão de Aristóteles. Os “Novos Filósofos” seriam precisamente os continuadores do papel de Galileu, desta vez, porém, no setor sócio-político, que Marx e Mão têm dominado. São dizeres de Benoist:

“Quer se trate de uma gigantesca Companhia multinacional, quer se trate do Partido Comunista, em toda parte assistimos à reação do povo contra as grandes estruturas que envolvem ideologias políticas”.

1.4 Jean-Paul Dallé

Com trinta e oito anos de idade, Dollé é doutor em Filosofia e professor de Sociologia na Escola das Belas Artes de Paris. Há cinco anos, publicou a história de sua rixa com o Marxismo no livro intitulado “Desire for Revolution” (Desejo de Revolução). É da opinião de que atualmente “todas as nações ocidentais estão atestando, como Nietzsche predisse, que Deus morreu. Em lugar de Deus da religião, diz ele, colocamos o progresso técnico. Todavia a própria ciência reconhece não ter condições de ser um ídolo. É o que explica que aos poucos tenha começado amplo movimento em demanda de nova sensibilidade, Movimento do qual é parte a Nova Filosofia”.

Dollé julga que “estamos vivendo em autêntico período socrático. Ponto por ponto, os homens estão levantando todas as questões importantes que se relacionam com a vida: Que valor tem um reator nuclear ? Qual é a verdadeira identidade da mulher ?” Observando os aglomerados de edifícios “monstruosos” e os meios de transporte que caracterizam as cidades, os homens começam a rejeitar a ética do progresso perpétuo ¹, São palavras de Dolleé:

“Assim existe um vazio. As pessoas estão interessadas em muitas coisas, desde a música dos trovadores do séc. XIV até a legalização da marijuana; mas nada há que unifique esses interesses. A nossa era é dispersivo. Em consequência, os homens de cúpula – acham difícil o exercício de suas funções. O sistema vigente é cada vez menos operante e se acha em pânico. Eis por que os membros do sistema político francês reagem contra os Novos Filósofos perguntando: “São da direita ou da esquerda ?” Na verdade, nós somos  sintoma de algo muito maior ainda, que os políticos ainda não reconheceram. Todavia o povo simples já o descobriu”.

Como se vê, os “Novos Filósofos” pretendem ultrapassar as categorias políticas hoje em dia vigentes, a fim de propor uma ordem entre os homens baseada na auto educação que leve ao respeito e à colaboração sincera.

1.5 Gui Lardreau

Aos trinta anos de idade, Lardreau é professor no “Lycée d’Auxerre” e autor da obra antimarxista “Monkey of Gold” (Macaco de Ouro), 1974… A sua mensagem se caracteriza pelos seguintes termos:

“Atualmente nada de novo pode acontecer no campo da política francesa, porque o país inteiro está paralisado até as eleições de 1978… Todavia, quer você vote pela direita, quer pela esquerda, faça-o sem ilusões. É necessário renunciar à idéia de que algum sistema possa ser salvador”.

Esta declaração faz eco fiel às do filósofos atrás citados.

Importa-nos agora tentar realizar um balanço da posição dos “Novos Filósofos”, balanço que os próprios pensadores europeus de outras escolas já começaram a esboçar.

Reflexões sobre a “Nova Filosofia”

Proporemos os três seguintes pontos:

1) Os “Novos Filósofos” fazem genuíno eco ao cansaço e à frustração de certas populações da Europa e de outras partes do mundo, que o comunismo tem dominado ou ameaçado. O euro comunismo seria a mais recente forma de máscara adotada pelo marxismo para se impor aos povos da Europa Ocidental. Ora os “Novos Filósofos” denunciam toda ideologia ¹ sob qualquer de suas aparências ou máscaras. E com muita razão o fazem… Na verdade, qualquer sistema totalitário, ou seja, qualquer sistema que se apregoe suficiente para responder a todas as indagações do homem e trazer-lhe a felicidade, é falso, pois é impossível satisfazer ao homem tão somente dentro dos parâmetros da ciência, da economia e da organização social. Todo ser humano tem aspirações ao Infinito e ao Transcendental, de modo que só uma cosmo visão religiosa, ou melhor, as proposições da fé poderiam responder cabalmente aos anseios do homem; é à fé que compete propor o sentido pleno da vida humana e as perspectivas definitivas que devem nortear a ordem política e social ². Os “Novos Filósofos” não falam de Deus; talvez mesmo não o aceitem. Mas pode-se-lhes reconhecer o mérito de haver explicitado a insatisfação dos homens contemporâneos diante das ideologias ou dos ídolos da política e da filosofia social vigentes.

A contestação, mesmo destituída de modelo positivo, pode ser útil no caso, pois há de incitar os cristãos a propor de novo modo a Grande Resposta que o Evangelho apresenta ao homem sôfrego de nossos dias. O homem que se afastou do Evangelho na expectativa de encontrar algo de melhor, entedia-se dos ídolos que ele criou para si mesmo; assim se constitui o clima propício para se reconhecer sob nova luz a veracidade das proposições da mensagem cristã.

2) Embora não tenham novo modelo político a propor, os “Novos Filósofos” se professam seguidores de Sócrates. Este questionava a ordem de coisas vigente em sua época (séc. VI a.C.), pretendendo assim, antes do mais, renovar as consciências e os valores éticos. Com efeito reunindo seus concidadãos nas praças de Atenas, perguntava-lhes se tinham noção do que vêm a ser a justiça, a fortaleza, a prudência, a temperança… E aos mais sábios mostrava que nada sabiam. Sócrates quis começar a reestruturação da sociedade do seu tempo chamando a atenção para a ordem moral e despertando as consciências dos homens para novo comportamento ético. Ora este é realmente o autêntico caminho para qualquer só erguimento da sociedade, principalmente em nossos dias: muito se fala em mudanças de estruturas, como se apenas novas disposições jurídicas viessem trazer a felicidade dos homens, e cada vez mais se esquecem os valores da consciência, como a honestidade, a retidão, a veracidade, a fidelidade, a dignidade na  vida política, o respeito ao próximo… Ora, se não há sério respeito e cultivo de tais valores, está de antemão fadada à ruína qualquer procura de paz e bem-estar para os indivíduos e os povos.

Donde se vê que, embora predominantemente contestatários, os “Novos Filósofos” indicam o cerne donde se poderá derivar o projeto de solução das crises sociais de nossos dias.

3) Os “Novos Filósofos” parecem rejeitar qualquer sistema ou estrutura política. Fazem-nos talvez mais para levar os homens a refletir do que para propor uma tese. A propósito observemos que o ideal de uma sociedade regida unicamente por valores éticos sem intervenção de leis ou de unicamente por valores éticos sem intervenção de leis ou de ordem jurídica vem seduzindo os pensadores desde os tempos da “República” de Platão (+ 347 a.C.); e também hoje o ideal do marxismo em sua fase mais evoluída. Deve-se, porém, reconhecer que a boa ordem na sociedade exige organização sistemática das tarefas, com distribuição de direitos e deveres as instituições civis e políticas são a garantia de certa ordem e de progresso sadio para a sociedade.

Mais: não se podem rejeitar os avanços da ciência  e da técnica de maneira global. Se, de um lado, o tecnicismo ou a hipertrofia da técnica (com as exigências de consumo e as consequências de massificação) é nocivo, de outro lado a sociedade e os indivíduos podem validamente beneficiar-se das facilidades e comodidades que os recursos científicos e técnicos proporcionam ao gênero humano no tocante ao trabalho, à saúde, à alimentação, à moradia, ao lazer, às comunicações, etc. Eis por que não se pode rejeitar a estruturação jurídica e sistêmica da sociedade, nem se pode menosprezar o planejamento do progresso científico e técnico, mas é necessário favorecer tais interesses do gênero humano. Contudo importa incutir na humanidade a consciência (que muitos indivíduos já conceberam implicitamente) de que os valores do progresso técnico são relativos ou vêm a ser subsídios para a caminhada em demanda dos únicos bens capazes de satisfazer plenamente aos homens, que são os bens transcendentais.

Eis o que nos convinha dizer a respeito dos “Novos Filósofos”. Estes têm grande significado, principalmente pelo fato de representarem o ser humano como tal (mesmo sem Religião) insatisfeito diante dos ídolos do totalitarismo e frente aos paraísos que estes prometem. Constituem um paralelo aos pensadores soviéticos, que, mesmo sem professar crenças religiosas, protestam contra o endeusamento do Estado e da matéria e bradam ao menos implicitamente em demanda do Deus verdadeiro. Em todos esses casos, é a alma humana que fala a partir do que tem de mais autêntico e representativo. Assim se corroboram mais uma vez os dizeres de S. Agostinho “Senhor, Tu nos fizeste para Ti, e inquieto é o nosso coração enquanto não repousa em Ti” (Confissões I, 1).

¹Ética do progresso perpétuo é aquela que toma como critério do bem e do mal a contribuição para o progresso técnico. Eticamente bom seria tudo o que fomentasse o progresso (o que estimularia sem limite a técnica); eticamente mau seria o que retardasse a evolução tecnológica.

¹ Ideologia vem a ser neste contexto o sistema de ideias que se baseia na observação de fatos concretos econômicos e sociais e que propõe uma visão do homem e do mundo destinada a transformar a ordem social e econômica vigente. A ideologia tem sempre um cunho totalitário e maquiavélico, professando, ao menos implicitamente, que o fim justifica os meios.

² Com isto não queremos dizer que a fé ou a teologia deva traçar planos de ação política ou econômica – o que seria exorbitante. Mas afirmamos que só a ampla visão do mundo e do homem proposta pela fé ou pelo Senhor Deus pode indicar as principais metas e a escala de valores que uma boa organização social deve observar.

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, Osb
Nº 217, Ano 1978, p. 3

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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