Descoberta de Cientistas da Universidade de Harvard

Cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, junto
a pesquisadores de Pádua (Itália) e do Instituto
de Medicina da Universidade de Wake Forest, em Carolina do Norte,
descobriram em  7 de janeiro de 2007 que
as células estaminais (adultas) do líquido amniótico, têm capacidade
regenerativa igual à dos embriões, e são tão seguras como as estaminais adultas.

O neonatologista
Carlo Valério Bellieni, do Departamento
de Terapia Intensiva Neonatal da Policlínica Universitária «Le Scotte» de Sena,
considera que «a descoberta da presença de células estaminais no líquido
amniótico é reconfortante». Ele afirmou que estas células «são de fácil
disponibilidade e parece que se encontram em quantidade elevada». «Certamente
esta descoberta é uma forte mensagem a quem dirige a pesquisa neste campo: são
necessários fundos para a aplicação dos estudos a estas células e é preciso
arrecadar fundos para os ‘bancos’ que conservarão este precioso líquido»,
acrescentou.

O Dr. Bellieni
sublinhou que, «como acontece com o sangue do cordão umbilical, já no
nascimento o líquido amniótico está disponível em grande quantidade». A este
respeito, disse que é preciso criar «uma rede de recolhimento e conservação bem
estruturada». «Obviamente, isso leva a perguntar-se se é razoável que, pelo
contrário, muitos fundos sejam destinados à obtenção de células subtraídas de
embriões humanos, com a conseguinte morte dos mesmos, sem que se tenha obtido
nem se entreveja nenhum resultado clínico», observou.

«Obviamente, estes últimos são fundos que
poderão ser usados para o recolhimento das células estaminais adultas, eficazes
e úteis».

Dr. Bellieni disse
ainda que “o recolhimento do líquido amniótico não traria nenhum perigo para o
nascituro, se for realizado depois do parto, quando ‘se rompe a bolsa’, como se
diz popularmente». Com efeito, «não há necessidade de realizar uma amniocentese
(ou seja, a extração de líquido amniótico com uma seringa através da parede
abdominal materna) para obter, também, uma quantidade irrisória», declarou.

Em conclusão, o
especialista neonatologista sustentou que «mais uma vez, são os fatos que
falam: a pesquisa científica é uma coisa séria. Querer forçá-la por motivos
ideológicos, como pode acontecer no caso de quem vê o único caminho no uso dos
embriões humanos, leva ao desperdício de dinheiro e a perdas de tempo». «E mais
uma vez se percebe que o respeito à vida humana, unido à capacidade de
pesquisa, leva ao caminho correto da cura e da saúde», concluiu.
(Fonte:
Zenit.org, 17 janeiro 2007, Cidade do Vaticano).

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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