Dei Verbum, sobre a Revelação Divina – Parte 2

Relação da Tradição e da
Bíblia com a Igreja e o Magistério
10.A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito
da palavra de Deus confiado à Igreja. Em se lhe apegando firmemente, o povo
santo todo, unido a seus Pastores, persevera continuamente na doutrina dos
Apóstolos e na comunhão, na fração do pão e nas orações (cf. 1, 42 ), de sorte
que se verifica, da parte de Antístites e de fiéis, uma singular convergência
no conservar, praticar e professar a fé transmitida.14
 O ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou
transmitida15 foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja,16 
cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo. Tal Magistério não está
acima da Palavra de Deus, mas a seu serviço, não ensinando senão o que foi
transmitido, no sentido de que, por mandato divino e com a assistência do
Espírito Santo religiosamente ausculta aquelas palavras, santamente a guarda e
fielmente a expõe. E deste único depósito da fé o Magistério tira tudo aquilo
que nos propõe como verdade de fé divinamente revelada.
 Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino a Sagrada
Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal maneira
entrelaçados e unidos que um perde sua consistência sem os outros e que,
juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do Espírito Santo, contribuem
eficazmente para a salvação das almas.

III. INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA E SUA INTERPRETAÇÃO
Inspiração e verdade na Sagrada Escritura
11. As coisas divinamente reveladas, que se encerram por escrito na Sagrada
Escritura e nesta se nos oferecem, foram consignadas sob influxo do Espírito
Santo. Pois a Santa Mãe lgreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e
canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com
todas as suas partes, porque, escritos sob a inspíração do Espírito Santo (cf.
Jo 20, 31; II Tm 3, 16; II Pd1, 19-21; 3, 15-16), eles têm em Deus o seu autor
e nesta sua qualidade foram confiados a mesma Igreja. 17 Na redação dos livros
sagrados Deus escolheu homens, utilizou-se deles sem tirar-lhes o uso das
próprias capacidades e faculdades,18 a fim de que, agindo ele próprio neles e
por eles,19 consignassem por escrito, como verdadeiros autores, aquilo tudo e
só aquilo que ele próprio quisesse.20
 Portanto, já que tudo o que os autores inspirados ou os hagiógrafos
afirmam deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, segue-se que devemos
confessar que os livros da Escritura ensinam inconcussamente, fielmente e sem
erro a verdade que Deus para nossa salvação quis fosse consignada por
escrito.21 Por isso, toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para
ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o
homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra (II Tm 3,
16-17).

Como interpretar a Sagrada Escritura
12. Entretanto, já que Deus na Sagrada Escritura falou através de homens e de
modo humano,22 deve o intérprete da Sagrada Escritura, para bem entender o que
Deus nos quis transmitir, investigar atentamente o que foi que os hagiógrafos
de fato quiseram dar a entender e por suas palavras aprouve a Deus manifestar.
 Para descobrir a intenção dos hagiógrafos, deve-se levar em conta, entre
outras coisas, também os gêneros literários. Pois a verdade é apresentada e
expressa de maneiras bem diferentes nos textos de um modo ou outro históricos,
ou proféticos, ou poéticos, bem como em outras modalidades de expressão. Ora, é
preciso que o intérprete pesquise o sentido que, em determinadas
circunstâncias, o hagiógrafo, conforme a situação de seu tempo e de sua
cultura, quis exprimir e exprimiu por meio de gêneros literários então em uso.23 Pois, para
corretamente entender aquilo que o autor sacro haja intencionado afirmar por
escrito, é necessário levar devidamente em conta tanto as nossas maneiras
comuns e espontâneas de pensar, falar e contar, as quais já eram correntes no
tempo do hagiógrafo, como as que costumavam empregar-se no intercâmbio humano
daquelas eras.24
Mas como a Sagrada Escritura deve ser também lida e interpretada naquele mesmo
Espírito em que foi escrita,25 para bem captar o sentido dos textos sagrados,
deve-se atender com não menor diligência ao conteúdo e à unidade de toda a
Escritura, levada em conta a Tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé.
Cabe aos exegetas trabalhar esforçadamente dentro destas diretrizes para mais
aprofundadamente entender e expor o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que,
por seu trabalho de certo modo preparatório amadureça o julgamento da Igreja.
Pois tudo o que concerne à maneira de interpretar a Escritura está sujeito em
última instância ao juizo da Igreja, que exerce o mandato e ministério divino
de guardar e interpretar a palavra de Deus.26

Condescendência de Deus13.Na Sagrada Escritura, portanto, manifesta-se, resguardada sempre a verdade e
santidade de Deus, a admirável condescendência da eterna Sabedoria, a firn de
que conheçamos a inefável benignidade de Deus, e de quanta acomodação de
linguagem usou, providente e cuidadoso que é de nossa natureza.27 Pois as
palavras de Deus expressas por línguas humanas se fizeram semelhantes à
linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a
carne da fraqueza humana, se fez semelhante aos homens.

IV. O ANTIGO TESTAMENTO

A história da Salvação nos livros do Antigo Testamento
14.O amantíssimo Deus,querendo e preparando solicitamente a salvação de todo o
gênero humano, por singular disposição escolheu para si um povo ao qual
confiaria as promessas. Contraída a aliança com Abraão (cf. Gên 15, 18) e
através de Moisés com o povo de Israel (cf. Êx 24, 8), Deus se revelou por
palavras e ações como o único Deus verdadeiro e vivo. Israel fez assim a
experiência dos caminhos de Deus para com os homens e, falando o próprio Deus
pela boca dos Profetas, cada vez mais profunda e claramente os compreendeu e
deles deu testemunho diante dos povos (cf. Sal 21, 28-29; 95, 1-3; Is 2, 1-4 ;
Jer 3, 17). Mas a economia da salvação, prenunciada, narrada e explicada pelos
autores sagrados, subsiste como verdadeira palavra de Deus nos livros do Antigo
Testamento. Eis por que esses livros divinamente inspirados conservam um valor
perene: Tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a
fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos
esperança (Rom 15, 4).

Importância do Antigo Testamento para os cristãos
15.A economia do Antigo Testamento estava ordenada principalmente para preparar
a vinda de Cristo, redentor de todos, e de seu Reino Messiânico, para
anunciá-la profeticamente (cf. Lc 24, 44; Jo 5, 39; I Pe 1, 10) e dá-Ia a
conhecer através de várias figuras (cf. I Cor 10, 11). Os livros do Antigo
Testamento, em conformidade com a condição do gênero humano dos tempos
anteriores à salvação realizada por Cristo, manifestam a todos o conhecimento
de Deus e do homem e os modos pelos quais o justo e misterioso Deus trata com
os homens. Estes livros, embora contenham também algumas coisas imperfeitas e
transitórias manifestam, contudo, a verdadeira pedagogia divina.28 Por isto,
devem ser devotamente recebidos pelos cristãos esses livros que exprimem um
sentido vivo de Deus e contêm sublimes ensinamentos acerca de Deus e uma
salutar sabedoria concernente à vida do homem e admiráveis tesouros de preces,
nos quais enfim está latente o mistério de nossa salvação.

Unidade dos dois testamentos16.Deus, pois, inspirador e autor dos livros de ambos os Testamentos, de tal
modo dispôs sabiamente, que o Novo estivesse latente no Antigo e o Antigo no
Novo se aclarasse. 29 Com efeito, embora Cristo tenha estabelecido uma Nova
Aliança em seu sangue (cf. Lc 22, 20; I Cor 11, 25), contudo, os livros todos
do Antigo Testamento, recebidos na pregação evangélica,30 obtêm e manifestam
seu sentido completo no Novo Testamento (cf. Mt 5, 17; Lc 24, 27; Rom 16,
25-26; II Cor 3, 14-16), e por sua vez o iluminam e explicam.

V. O NOVO TESTAMENTO
Excelência do Novo Testamento
17. A Palavra de Deus, que é a força de Deus para a salvação de todo o que crê
(cf. Rom 1, 16), é apresentada e manifesta seu vigor de modo eminente nos
escritos do Novo Testamento. Com efeito, quando chegou o tempo estabelecido
(cf. Gal 4, 4), o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de
verdade (Jo 1, 14). Cristo instaurou na terra o Reino de Deus, por fatos e por
palavras deu a conhecer o Pai e a si próprio, e completou sua obra com a morte,
ressurreição e gloriosa ascensão e com o envio do Espírito Santo. Levantado da
terra atrai todos a si (cf. Jo 12, 32). Ele é o único que tem palavras de vida
eterna (cf. Jo 6, 68). Este mistério, porém, não foi manifestado a outras
gerações como foi revelado agora aos seus santos Apóstolos e Profetas no
Espírito Santo (cf Ef 3, 46) para que pregassem o Evangelho, suscitassem à fé em Jesus Cristo e Senhor
e congregassem a Igreja. Os escritos do Novo Testamento são testemunho perene e
divino destas coisas.

Origem apostólica dos Evangelhos
18.Ninguém desconhece que entre todas as Escrituras, mesmo as do Novo
Testamento, os Evangelhos gozam de merecida primazia, uma vez que constituem
testemunho por excelência da vida e da doutrina do Verbo Encarnado, nosso
Salvador.
 Que os quatro Evangelhos têm origem apostólica, a Igreja sempre e em toda
parte o ensinou e ensina. Pois, aquilo que os Apóstolos pregaram por ordem de
Cristo, eles próprios e os varões apostólicos sob a inspiração do Espírito
Santo no-lo transmitiram em escritos que são o fundamento da fé, a saber, o
quadriforme Evangelho – segundo Mateus, Marcos, Lucas e João.31

Índole histórica dos Evangelhos19.A Santa Mãe Igreja firme e constantemente creu e crê que os quatro
mencionados Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem
fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente
fez e ensinou para salvação deles, até o dia em que foi elevado (cf. At 1,
l-2). Os Apóstolos, após a ascensão do Senhor, transmitiram aos ouvintes aquilo
que ele dissera e fizera, com aquela mais plena compreensão de que gozavam,
instruídos que foram pelos gloriosos acontecimentos concernentes a Cristo32 e
esclarecidos pela luz do Espírito da verdade.33 Os autores sagrados escreveram
os quatro Evangelhos, escolhendo certas coisas das muitas transmitidas ou
oralmente ou já por escrito, fazendo síntese de outras ou explanando-as com
vistas à situação das igrejas, conservando enfim a forma de proclamação, sempre
de maneira a transmitir-nos verdades autênticas a respeito de Jesus.34 Pois foi
esta a intenção com que escreveram, seja com fundamento na própria memória e
recordações, seja baseado no testemunho daqueles que foram desde o princípio
testemunhas oculares e que se tornaram ministros da Palavra, para que
conheçamos a solidez daqueles ensinamentos que temos recebido (Lc 1, 2-4).

Os demais escritos do Novo Testamento
20.O cânon do Novo Testamento contém, além dos quatro Evangelhos, também as
cartas de São Paulo e outros escritos apostólicos exarados sob inspiração do
Espírito Santo. É através deles que, por um sábio desígnio de Deus, é
confirmado o testemunho de Cristo Senhor, é mais e mais elucidada a sua genuína
doutrina, anuncia-se o poder salvífico da obra divina de Cristo, narram-se os
inícios e a admirável difusão da Igreja e se prenuncia a sua gloriosa
consumação. Pois o Senhor Jesus, conforme prometera, assistiu seus Apóstolos
(cf. Mt 28, 20) e lhes enviou o Espírito Paráclito que deveria conduzi-los à
plenitude da verdade (cf. Jo 16, 13).

VI. A SAGRADA ESCRITURA NA VIDA DA IGREJA
A Igreja venera as Sagradas Escrituras
21. A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como sempre venerou ao
próprio corpo do Senhor, já que sem cessar toma da mesa da palavra de Deus e do
Corpo de Cristo o pão da vida e o serve aos filhos. Sempre as teve e tem,
juntamente com a Tradição, como suprema regra de sua fé, porque, inspiradas por
Deus e consignadas por escrito uma vez para sempre, comunicam imutavelmente a
palavra do próprio Deus e fazem ressoar através das palavras dos Profetas e
Apóstolos a voz do Espírito Santo. É necessário, portanto, que toda pregação
eclesiástica, como a própria religião cristã, seja alimentada e orientada pela
Sagrada Escritura. Nos Livros Santos, com efeito, o Pai que está nos céus vem
carinhosamente ao encontro de seus filhos e com eles fala. E é tão grande a
força poderosa que se encerra na palavra de Deus, que ela constitui
sustentáculo vigoroso para a Igreja, firmeza na fé para seus filhos, alimento
da alma, perene e pura fonte da vida espiritual. Por tudo isto, aplicam-se
perfeitamente à Sagrada Escritura estas palavras: A palavra de Deus é viva e
eficaz (Heb 4, 12), poderosa para edificar e repartir a herança entre os
santificados (Ar 20, 32; cf. I Tes 2, 13).

Traduções corretas e adequadas
22. É preciso que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis.
Por isso, desde o início a Igreja acolheu como sua e conhecida antiquíssima
versão do Antigo Testamento, chamada dos Setenta; e tem sempre em honrosa
consideração as outras versões orientais e as versões latinas, principalmente a
chamada Vulgata. Porém, como a palavra de Deus deve estar à disposição de todas
as épocas, pede a Igreja com materna solicitude se façam versões corretas e
adequadas para as diversas línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos
livros sagrados. Se se julgar oportuno, as traduções poderiam contar com a
colaboração dos irmãos separados e, prévia anuência da autoridade eclesiástica,
poderiam ser utilizadas por todos os cristãos.

Empenho dos estudiosos e especialistas23. A Esposa do Verbo Encarnado, a Igreja, instruída pelo Espírito Santo, se
esforça para conseguir cada dia uma compreensão mais profunda da Sagrada
Escritura, a fim de incessantemente nutrir seus filhos com os ensinamentos
divinos. Por esta razão, fomenta devidamente o estudo dos Santos Padres do
Oriente e do Ocidente e das Sagradas Liturgias. É preciso que os exegetas
católicos e todos aqueles que se dedicam à Sagrada Teologia, unindo
corajosamente suas forças, procurem, com meios aptos, investigar e apresentar,
sob a vigilância do Magistério, as divinas Letras, de maneira que o maior
número possível de ministros da divina Palavra possa frutuosamente fornecer ao
Povo de Deus o alimento das Escrituras que ilumine a mente, fortaleça as
vontades e inflame os corações dos homens para o amor de Deus.35 Este concilio
encoraja os filhos da Igreja que se dedicam aos assuntos bíblicos a que com
todo o esforço prossigam de acordo com o sentir da Igreja, na execução do
trabalho felizmente empreendido, com cotidiana renovação de forças.36

Importância da Sagrada Escritura para a Teologia
24. A Sagrada Teologia tem por base, como seu perene fundamento, a palavra
escrita de Deus junto com a Sagrada Tradição, e neste fundamento ela se
fortalece firmissimamente e sempre se remoça perscrutando à luz da fé toda a
verdade encerrada no mistério de Cristo. Ora, as Sagradas Escrituras contêm a
palavra de Deus e, porque inspiradas, são verdadeiramente palavra de Deus. Por
isto, o estudo das Sagradas Páginas seja como que a alma da Sagrada Teologia.37
Nesta mesma palavra da Sagrada Escritura também se nutre salutarmente e
santamente floresce o ministério da palavra, a saber, a pregação pastoral, a
catequese e toda a instrução cristã, na qual deve ter lugar de destaque a
homilia litúrgica.

Recomenda-se a leitura da Sagrada Escritura
25. Eis por que é necessário que todos os clérigos, sobretudo os sacerdotes de
Cristo e os outros que, como diáconos ou catequistas, legitimamente se
consagram ao ministério da palavra, se apeguem às Escrituras Sagradas, mediante
assídua leitura e cuidadoso estudo das mesmas, para que não venha a ser vão
pregador da palavra de Deus externamente, quem a ela não presta ouvido
interiormente,38 quando, especialmente na Sagrada Liturgia, tem que comunicar
aos fiéis a si confiados as vastíssimas riquezas da palavra divina. O Concílio
exorta igualmente, com ardor e insistência, a todos os fiéis cristãos,
especialmente aos religiosos, a que, pela frequente leitura das divinas
Escrituras, alcancem esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo (Flp 3, 8).
Porquanto ignorar as Escrituras é ignorar Cristo.39 De bom grado, pois, vão ao
próprio texto sagrado, quer pela Sagrada Liturgia, repleta da divina palavra,
quer pela piedosa leitura, quer por cursos apropriados e outros meios que, com
a aprovação e empenho dos Pastores da Igreja, hoje em dia louvavelmente se
difundem por toda parte. Lembremse, porém, que a leitura da Sagrada Escritura
deve ser acompanhada pela oração, a fim de que se estabeleça um colóquio entre
Deus e o homem. Pois “com ele falamos quando rezamos, a ele ouvimos quando
lemos os divinos oráculos. 40
Cabe aos sagrados Pastores, depositários da doutrina apostólicas,41 educar
oportunamente os fiéis que lhes foram confiados para o correto uso dos livros
divinos, sobretudo do Novo Testamento e dos Evangelhos, por meio de versões dos
textos sagrados acompanhadas das explicações necessárias e realmente
suficientes, a fim de que os filhos da Igreja, segura e utilmente, se
familiarizem com as Escrituras Sagradas e de seu espírito fiquem imbuídos.
Além disso, façam-se edições da Sagrada Escritura munidas de apropriadas
anotações, para uso também dos não-cristãos e adaptadas à situação deles. E,
tanto os Pastores de almas como os cristãos de qualquer condição,
inteligentemente procurem difundi-las de todos os modos.

Conclusão

26. Assim, pois, com a
leitura e o estudo dos Livros Sagrados, se propague e seja estimada a palavra
do Senhor (II Tes 3, I), e o tesouro da Revelação confiado à Igreja cada vez
mais tome conta dos corações dos homens. Assim como a vida da Igreja se
desenvolve pela assídua participação no mistério eucarístico, assim é lícito
esperar um novo impulso de vida espiritual de uma acrescida veneração pela
palavra de Deus, que permanece eternamente (Is 40, 8; cf. I Pe 1, 23-25).

 

Promulgação

Todo o conjunto e cada um dos
pontos que foram enunciados nesta Constituição Dogmática pareceram bem aos
Padres Conciliares. E nós, em virtude do Poder Apostólico a nós confiado por
Cristo, juntamente com os Veneráveis Padres, no Espírito Santo os aprovamos,
decretamos e estatuímos. E o que foi determinado em Concílio mandamos seja
promulgado para a Glória de Deus.

Roma, junto de São Pedro, no
dia 18 de novembro de 1965.

Eu, Paulo, Bispo da Igreja
Católica.

Seguem-se as assinaturas dos
Padres Conciliares.

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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