”Crescei”! (Parte 1)

É significativo notar que,
antes de dizer aos nossos pais, “multiplicai-vos”,  Deus disse ao casal,  “crescei”. 
De fato, não é lógico multiplicar sem antes crescer. Com isso,
evidencia-se que a primeira dimensão da vida conjugal é o crescimento do
próprio casal.  Crescer em todos os
sentidos humanos: no amor, na esperança, na fé, na santidade de vida, etc. E
para isso Deus nos colocou um ao lado do outro.

Qualquer relacionamento
humano, se não produz o “crescimento” das pessoas envolvidas, está falho e
comprometido. De modo muito especial no casamento, se a vida a dois não for
motivo de crescimento mútuo para o casal, isto quer dizer que este casamento
envelheceu.

Quando Deus sentiu Adão só,
resolveu dar-lhe uma “ajuda adequada”(Gen 2,18), e fez-lhe Eva, da sua costela,
isto é, capaz de dialogar e comungar com ele.

“Não é bom que o homem
esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gen 2,18).

Isto quer dizer que a mulher
é uma “ajuda adequada” para o homem, e vice-versa. É por isso que o homem se
encanta com a mulher, e a mulher com o homem. 
O casamento de homossexuais será sempre algo anti-natural, em todos os
seus aspectos; e, portanto, uma violência.

Toda família começa com a
união de um homem e uma mulher, e toda a sua felicidade depende do sucesso
dessa união e dessa vida a dois.

A família só será forte e
unida se o casal for forte e unido. Por isso a ordem de Deus: “sereis uma só
carne” (Gen. 2,24).                         
É
a unidade do casal o segredo do seu crescimento. E a alma da unidade é o amor.
Essa realidade é expressa na palavra “uma só carne”, que quer dizer para o
casal, uma comunhão de vida, uma só vida, um só projeto  de vida a dois.

O casamento não se conclui
no altar, como pensam os noivos; está apenas começando a longa caminhada.
Devemos nos casar todos os dias para que possamos chegar a ser UM, como Deus
quer. Esta unidade há de ser buscada nos três níveis da pessoa humana: o
físico, o sensível e o espiritual; e isto é obra do amor. Mas, para amar, é
preciso que o nosso espírito comande o corpo; e, para isto, ele precisa ser
fortalecido pela graça de Deus.

Casar-se não é apenas unir
os corpos e os sentimentos; é mais do que isto, é “desposar a alma” do outro,
como disse Quoist.

Não tem sentido para o casal
unir os lábios e os corpos, se os corações não estiverem unidos.

Para que o casamento se
concretize, é preciso abrir-se para o outro, exprimir-se, entregar-se, aceitar
romper a autonomia individual, e deixar que a nossa solidão seja invadida pela
alma do outro. São exigências do verdadeiro amor, que nada esconde, e não
engana.

Todo casal deveria ter a
coragem de parar e examinar a profundidade da própria unidade. Somos hoje mais UM
do que ontem?

O que precisa ser corrigido?

O amor conjugal exige que eu
despose a pessoa toda do outro. Não basta desposar o seu corpo apenas, pois
rapidamente eu enjoaria dele… Não basta também desposar apenas o coração da
pessoa amada. O coração é sensível, mas cego muitas vezes; poderíamos cansar da
pessoa e querer buscar outra; é preciso atingir a comunhão mais profunda, a dos
espíritos,  onde Deus habita nas almas, e
os transforma em UM no seu amor.

Ao falar dessa unidade do
casal, assim se expressa o Papa João Paulo II:

“O dom do Espírito é um
mandamento de vida para os esposos cristãos e, ao mesmo tempo, impulso
estimulante a que progridam numa união cada vez mais rica a todos os níveis –
dos corpos, dos caracteres, dos corações, da inteligência e das  vontades, da alma – revelando deste modo à
Igreja e ao mundo a nova comunhão de amor, doada pela graça de Cristo.”
(FC, 19)

O casal é chamado por Deus a
crescer mutuamente na unidade do amor recíproco. Isto faz da família uma
“escola de amor”, um verdadeiro educandário do amor. A convivência conjunta nos
dá a oportunidade de exercitar o amor.

O casamento deve ser a
decretação da morte do nosso egoísmo e egocentrismo. Deve fazer morrer o “eu”,
e o “meu”, para dar vida ao “nós”  e ao
“nosso”; a primeira pessoa do singular deve ser substituída pela primeira do plural.
Sem isto não há casamento.

Para chegar à unidade e ao
crescimento mútuo,  precisamos nos deixar
transformar pelo amor do outro, que nos leva a ver de maneira nova, pensar de
maneira nova, enfim, de sentir, falar, compreender , de um modo complementar
que enriqueça aos dois.

Muitos casais vivem juntos
há muitos anos: moram debaixo do mesmo teto, comem há anos na mesma mesa e  dormem juntos na mesma cama… mas estão
separados no próprio interior.  Como
assim?

São aqueles casais onde não
existe uma unidade de fato, onde não há um só projeto de vida para o casal,
onde  cada um   esconde uma porção de coisas do outro, onde
a mentira existe entre eles. Quantos casais vivem na falsidade, mentindo um
para o outro!  Alguns maridos, por
exemplo, escondem da esposa o valor do seu salário, com medo de que ela gaste
muito; e acaba, para a esposa, reduzindo-o a 50%!  Outros maridos tomam todas as decisões sem
que a esposa tenha a menor chance de participar, na hora da troca do carro, ou
da venda do terreno, etc.  É o caso de se
perguntar: onde está a unidade do casal?

Não são poucos os casos de
esposas que “roubam” os seus maridos, porque estes não lhes dão o necessário
para as  necessidades. Tudo isso revela
uma profunda falta de unidade.

Unidade não quer dizer
apenas “estar juntos”.  Se você tiver uma
porção de grãos de milho e de feijão misturados, não quer dizer que eles
estejam unidos. Tanto assim que você pode separá-los com facilidade. Da mesma
forma, não é porque o casal está junto, que obrigatoriamente está unido.

Se você misturar um copo de
vinho com uma porção de água, a unidade será perfeita; não apenas água e vinho
estão juntos, mas estão unidos, e você não consegue separá-los com as
mãos;  porque fez-se a unidade.

É assim que deve ser o casal
de Deus, não apenas juntos como os grãos de milho e de feijão, mas como a água
e o vinho, inseparáveis.

Quando um casal, em Deus e
pela sua graça, chegou à verdadeira unidade, nada o separa.

Portanto, a primeira
preocupação do casal deve ser a de eliminar toda a falsidade, fingimento,
dissimulação, que possa quebrar a unidade. E o primeiro obstáculo a romper é a
mentira – pequena ou grande. Jesus deixou claro que o demônio é o “pai da
mentira” e mentiroso desde o princípio (Jo 8,44). É pela mentira que ele
destrói muitos casamentos e muitas famílias. A fidelidade que o casal jurou no
altar um ao outro, exige que cada um diga somente a verdade. A mentira tem
pernas curtas, como diz o ditado popular, e um dia é descoberta.  Quando isto acontece  surge no meio do casal a desconfiança.
“Ele mentiu para mim!  Da próxima
vez será que devo acreditar nele ?  Da
próxima vez será que poderei confiar nela?”  É terrível quando o casal perde a confiança
um no outro. Então surgem as discórdias, discussões, e tantas vezes a
separação. Muitas vezes tudo começa com as mentiras.

A unidade do casal deve ser
construída pelo amor recíproco. E São Paulo nos ensina, de maneira concreta,
prática, o que é o amor. Ele diz:

“O amor é paciente, o amor é
bondoso. Não tem inveja.  O amor não é
orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. 
Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa.
tudo crê, tudo espera, tudo suporta.  O
amor jamais acabará” (1 Cor 13, 4-7).

Através do amor, cada um na
vida conjugal deve “construir” o outro. Alguém disse muito bem que “amar não é
querer alguém construído, mas é construir alguém querido”.

É porque amamos aquela
pessoa com quem nos casamos, que devemos construí-la. Esta é a grande obra da
vida a dois, e a primeira dimensão maravilhosa do casamento: construir aquele
que amamos. E para isso é preciso amor. Não qualquer amor, mas o amor de Deus
que São Paulo ensina.

Infelizmente hoje a palavra
amor está falsificada e desgastada. Fala-se em amor para se referir ao sexo
egoísta que só busca a própria satisfação. Ora, o amor é exatamente o oposto do
egoísmo. É renúncia a nós mesmos, aos nossos interesses e vontades, para fazer
o bem ao outro; isto é, construí-lo.

É preciso fazer a distinção
entre “amar” e “gostar” . Gostamos de coisas, porque nos satisfazem, nos dão
prazer. Assim, gostamos de laranja, por exemplo; arrancamos a sua casca, a
cortamos ao meio, sugamos todo o seu caldo e jogamos o bagaço no lixo. É lógico
que não amamos a laranja, mas a nós mesmos; por isso a destruímos para a nossa
satisfação. Isto é gostar, não é amar. Amar é exatamente o contrário. Amamos
pessoas e não coisas, e por isso não podemos destruí-las para a nossa
satisfação.  Devemos fazer o oposto.

O amor, quando é verdadeiro,
traz a marca da cruz, do sacrifício, da oblação de si mesmo, da renúncia.  Por isso, o amor não é sentimentalismo,
romance vazio, e muito menos uma “transa” . 
Amar é uma decisão que envolve toda a liberdade e a consciência.  É um ato de uma pessoa adulta e madura, que
venceu o egoísmo e abriu-se para o outro; deixou de ser criança para ser
adulto.

O homem foi feito para amar;
amar a Deus e amar os irmãos; e jamais será feliz e realizado se não amar.

O pássaro voa, o peixe nada,
os animais correm, e o homem ama. 

Quando fala do homem, o Concílio
Vaticano II, afirma:

“O homem é a única criatura
na terra que Deus quis por si mesma, não pode se encontrar plenamente senão por
um dom sincero de si mesmo” (GS, 24).

É nesse “dom sincero de si
mesmo” que o homem se realiza; e é exatamente o oposto do egoísmo.  As pessoas mais infelizes e deprimidas são
aquelas que fazem o mundo girar em torno delas. É quebrando as barreiras do
egocentrismo que nos escravizam em nós mesmos, que seremos felizes e daremos
sentido à vida. É neste sentido que Jesus nos manda “perder a vida” para
ganhá-la.

“Todo o que procura salvar a
sua vida, perdê-la-á; mas todo o que a perder, encontrá-la-á” (Lc 17,33).

É preciso dizer desde logo,
que esta renúncia a si mesmo exigida pelo verdadeiro amor, não é algo triste ou
masoquista, ao contrário, é a maior libertação que o ser humano será capaz de
alcançar.

São Francisco de Assis
expressava a mesma verdade dizendo que “é dando que se recebe (…), é morrendo que
se vive para a vida eterna”.

De outra maneira, muito
prática, dizia São João Bosco: “Deus nos colocou neste mundo para os outros”.  Isto é, quem quiser viver só para si mesmo,
desperdiçará a vida e não encontrará jamais o seu sentido e nem a felicidade
verdadeira.

O homem maduro, que deixou
de ser criança, é aquele que rompeu, consciente e livremente, com o egoísmo,
com o amor próprio escravizante, para viver para os seus irmãos. É daí, e só
daí , que surge a verdadeira e autêntica felicidade que nada neste mundo pode
destruir.

Conheci um jovem que colocou
toda a sua felicidade no carro novo que tinha comprado; quando bateu o carro e
o destruiu, chorava como se a sua felicidade tivesse amassado junto (…). Esta
felicidade não é autêntica, pois é frágil demais. A autêntica felicidade é
aquela que está no bojo, no seio da virtude, especialmente da caridade.

A palavra chave para a
felicidade do casal e da família é “maturidade”, e pressupõe o exposto acima.
Os casamentos acabam porque, na maioria das vezes os dois são egoístas,
imaturos, despreparados para enfrentar uma missão tão séria como a de construir
um lar, gerar filhos e educá-los. Nenhuma missão nobre nesta vida pode ser
realizada sem “grandeza de alma”, isto é, sem renúncia a si mesmo, sem amor.

Construir o outro na vida a
dois é essa “missão nobre” que exige maturidade e desprendimento de si mesmo.
Ninguém deveria se casar se não trouxesse na bagagem essa disposição.

Não há pessoas perfeitas;
todas têm qualidades e defeitos. Não nos casamos com anjos. É preciso encarar
de frente esta realidade, e aceitar os defeitos que o outro tem.  Em seguida, com paciência e perseverança,
carinho e atenção, ajudá-lo a vencer seus erros. Isto é possível se não faltar
o amor.

São Paulo, começa dizendo
que “o amor é paciente”.  Sem a paciência
não é possível construir o outro.  São
Tiago ensina que “a paciência gera a perfeição” (Tg 1,4).  Os santos diziam que é a “paciência que nos
leva para o céu”, e que pode ser comparada a um martírio sem sangue.  Se não faltar a paciência e a perseverança,
derrubaremos os defeitos da pessoa amada. 
Jesus nos assegura que “aquele que perseverar até o fim será salvo”  (Mt 24,13).

No casamento podemos dizer
que quem não desanimar, fará o outro crescer.

Infelizmente a maioria dos
casais desanima nesta tarefa nobilíssima de construir a pessoa do outro, porque
lhes falta a paciência. Por isso é preciso pedi-la ao Senhor, assim como lhe
pedimos, com insistência o pão de cada dia. Peça-lhe a paciência de cada dia e
Ele lhe dará.

 Certa vez um amigo, casado há 10 anos,
chegou-se a mim cheio de queixas contra a esposa. Desfiou o seu rosário de
reclamações e terminou dizendo que não agüentava mais e que ia pôr um fim em tudo. Pensava ele
que eu fosse concordar consigo. Ao contrário eu lhe perguntei: “Será que se eu
fosse ouvir a tua esposa, ela também não teria um tanto de reclamações a
fazer?” 

Tenho como certo que na
outra vida Deus nos agradecerá por termos abraçado com fé e paciência a bela
obra de construir aquela pessoa que ele colocou ao nosso lado por toda a vida.

Deus vai dizer a muitos
homens: “obrigado José, João, Pedro,… por você ter construído essa minha
filha querida com muito amor. De fato, ela era cheia de problemas e defeitos,
rancorosa, sem fé, etc, etc, etc…mas, com amor e carinho, paciência e
bondade, sem nunca desanimar, com a minha graça, você mudou essa minha
filha.  Obrigado.”

Da mesma forma Deus dirá a
muitas mulheres:

“Obrigado Maria, Lurdes,
Fátima,… porque eu lhe dei um marido difícil, problemático, chegado na
bebida, etc.,  mas você não desanimou e
não perdeu a paciência.  Obrigado porque
você encarou como uma missão dada a você por mim, a obra de construir esse
homem. Eu lhe agradeço porque você me devolveu esse  filho, muito melhor do que eu lhe dei. Vem,
entra para o gozo do teu Senhor (…)”.

Nesta perspectiva, o
casamento é um santo desafio; é uma nobre missão divina; é uma tarefa para
grandes homens e grandes mulheres; não é para gente pequena, imatura, egoísta,
que ainda não cresceu. É uma missão para aqueles que sabem “conquistar a
mesma pessoa todos os dias”.

São Paulo diz que “o amor é
bondoso”. A bondade é uma qualidade essencial de Deus.  Jesus, no Sermão da Montanha, disse que o Pai
é bom porque  não manda a chuva e o sol
só para os bons, mas também para os maus (Mt 5,45). É a pedagogia de Deus: ser
bom para aquele que é mal, para que este, experimentando o sabor do bem, queira
deixar de ser mal. É o que São Paulo chama de “vencer o mal pelo bem”.

“Não pagueis a ninguém o mal
com o mal (…). Não te deixe vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem”  (Rm 12, 16-21).

Aqui está a característica e
a força do Cristianismo: “triunfa do mal com o bem”.  Não se vence o ódio com o ódio, mas com a
mansidão; não se vence o orgulho, com a arrogância, mas com a humildade; não se
vence o pecado com o pecado, mas com a graça. Não se apaga o fogo com gasolina,
mas com água. São Francisco de Assis dizia que não seremos bons enquanto não
formos bons também para com os maus. Se isto é verdade em todos os
relacionamentos humanos, principalmente no casamento, onde somos “uma só
carne”.

No casamento é preciso ter
essa bondade divina. Não pagar ao outro o mal com o mal; não, é preciso romper
a barreira do mal com o bem.

Diz-nos o Livro do
Eclesiástico: 

“Porventura o orvalho não
refresca o calor ardente? Assim, uma palavra doce vale mais do que o presente” (Eclo
18,16).

Na vida do casal não pode
haver palavras duras, ofensivas, acusativas, condenatórias. A correção do outro
deve ser feita com carinho, sem fazer a ferida sangrar.  São Tomás de Aquino disse que “não devemos
tocar em uma ferida senão para curá-la”.

Muitos ressentimentos e
mágoas surgem entre os casais, destruindo a unidade, por causa da falta dessa
bondade que “vence o mal pelo bem”.

“Não acostumes tua boca a
uma linguagem grosseira, pois aí sempre haverá pecado”  (Eclo 23,17).

“A chicotada produz um
ferimento, porém uma língua má quebra os ossos”.

“Muitos homens pereceram
pela espada, mas não tanto quanto os que pereceram por sua própria língua”
(Eclo 28,21-22).

“Derrete teu ouro e tua
prata; faze uma balança para pesares tuas palavras, e para a tua boca um freio
bem ajustado”  (Eclo 28,30).

Essas palavras mostram
quanto é preciso dominar a língua; de modo especial na vida conjugal. São Tiago
chega dizer que:

“Se alguém não cair por
palavra, é um homem perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo” (Tg 3,2).

E nos avisa:

“Considerai como uma pequena
chama pode incendiar uma grande floresta! 
Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade” (Tg 3,5-6).Texto extraído do Livro: Família, Santuário da Vida – Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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