Conselho Pontifício para a Família: Familia Monoparental

Christa Meves

Psicoterapeuta. Estudos de cultura alemã, geografia e de filosofia nas Universidades de Breslau e de psicologia na Universidade de Hamburgo. Formação em psicoterapia em Hannover e Gottinga. Psicoterapeuta de crianças e adolescentes. Prêmio Konrad Adenauer (1979), Medalha Wilhelm Bosche (1974) e outras condecorações. Mais de cem publicações traduzidas para treze idiomas. Livros, em alemão, sobre psicologia familiar e educação da juventude já superaram cinco milhões de exemplares.               
                                                 
[Resumo]

O conceito de família monoparental é extremamente amplo, porque vai do caso da viúva, ou do viúvo, com filhos próprios, àquele da mulher solteira que escolheu deliberadamente ocupar-se exclusivamente do seu ou dos seus filhos, fruto de relações precedentes, sem buscar encontrar uma nova relação. A reivindicação do “direito” de fundar uma “família monoparental” tornou- se habitual no âmbito de movimentos feministas, onde as mulheres que ficaram voluntariamente solteiras reivindicam o direito de ter um filho através da relação sexual ou da adoção. Pode ser encontrada ainda em ambientes homossexuais. Esta reivindicação é frequentemente influenciada pela ideologia do gênero, como também pelas diversas correntes que, na sexualidade humana, separam a dimensão unitiva da dimensão reprodutiva. Mais freqüentemente, a família monoparental remete a uma situação de fato: o cônjuge abandonado encontra-se só, com o filho nascido de uma união agora desfeita. Estas situações contrastantes enaltecem problemas morais particularmente preocupantes. Estudos recentes levam a conclusões convergentes acerca da educação dos filhos. Estes têm necessidade não só de um pai e de uma mãe, mas também de uma célula familiar estável para desenvolver a sua personalidade. Quando um filho sofre de um déficit educativo e afetivo, por causa de uma carência familia1; constata-se que fica exposto a crises mais ou menos graves de identidade – sexual inclusive – e à dificuldade de socialização. Está sujeito a insucessos escolares e chega algumas vezes a deixar-se levar pela delinqüência. Constata- se também que a criança nascida de família monoparental é muito mais ameaçada, uma vez adulta, pela tentação do divórcio. Enfim, devemos relevar que, quaisquer que sejam as causas sociológicas das situações de mono parentela, os membros dessas “famílias” devem receber um auxílio apropriado. Tal é o caso das mães ou dos pais viúvos, ou injustamente abandonados, que continuam fiéis aos seus compromissos. Nestes casos, estes pais têm necessidade de ser ajudados, particularmente em vista da educação cristã dos seus filhos.
 
(Família ampliada; família, natureza e pessoa; Família reconstruída; Família tradicional; Novos modelos de família).

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Leia o texto integral, entre outros, em Lexicon: termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas,  Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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