Conselho Pontifício para a Família: Contragestação

Maria Luisa Di Pietro

Doutora em medicina e cirurgia. Professora associada de bioética na Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade Católica Sacro Cuore. Membro do Comitê Nacional de Bioética Italiano. Publicou mais de duzentos trabalhos sobre deontologia médica, educação sanitária e sexualidade.
                                                                  
[Resumo]

O termo “contragestação” lançado pelo professor Bealieu quando apresentava a ‘pílula abortiva” RU486 – o mifepristone – não teve nenhum impacto na linguagem habitual, porque aquilo que pretendia designar quase como um eufemismo – o aborto químico precoce – hoje quase não levanta mais objeções. Este termo conserva, porém, seu valor descritivo e explicativo, em particular para as pessoas sensíveis à surpreendente banalização do aborto que os contraceptivos – e em primeiro lugar está o mifepristone associado às prostaglandinas-  introduziram onde seu uso foi difundido. Enquanto isso, embora tenha sido eliminado do procedimento  tudo o que implique hospitalização e tudo pareça acontecer com “delicadeza”, a realidade do aborto persiste. O pior é que a mulher que ingere o mifepristone é deixada a sós com a receita, a sós para confrontar-se com o drama que nela se produz, a sós também para sofrer os efeitos secundários e as complicações de um medicamento, do qual o mínimo que se pode dizer é que não respeita nem o corpo, nem a vida, nem a consciência, nem a alma.

(Contracepção pré-implantatória e de emergência; Dignidade do embrião humano;
Maternidade  sem riscos; Seleção e redução embrionária; Status jurídico do embrião humano).

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Leia o texto integral em Lexicon: termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas,  Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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