Conselho Pontifício para a Família: Amor Conjugal

Estamos
publicando nesta seção um Resumo do Léxicon, o importantíssimo
documento do Conselho Pontifício para a Família, do Vaticano, sobre
termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas. É um
grande trabalho feito por especialistas no assunto.

O objetivo é dar conhecimento aos católicos desse importante documento desconhecido por muitos.
O Resumo do Lexicon foi preparado pelo  Dr. Paulo César da Silva.

(Prof. Felipe Aquino)
 
Leia
o texto integral, entre outros, em “Lexicon: termos ambíguos e
discutidos sobre família, vida e questões éticas”,  Pontifício Conselho
para a Família, Edições CNBB.
 
 
AMOR CONJUGAL?
 
Francisco Gil Hellin
Arcebispo, doutor em teologia. Várias publicações.
 
[Resumo]      
 
A
reflexão sobre a natureza do amor conjugal nos últimos cem anos
acompanha, passo a passo, a evolução da sociedade e da cultura. O
Concilio Vaticano II representou um momento muito particular para a
concepção do amor matrimonial, uma realidade natural vivida desde as
origens da humanidade. Antes, a questão era posta nos termos de qual
fosse o fim principal do matrimônio, se o amor conjugal (em contraste
com o modo tradicional cristão de entender a procriação) ou a procriação
(que era então interpretada como uma “instrumentalização” do amor
conjugal). O Concílio superou esta apresentação inadequada do problema,
pondo sobre o amor conjugal não a pergunta “para que serve? “, mas
refletindo sobre a essência do matrimônio e perguntando-se “que é o
matrimônio”. A unidade e indissolubilidade do matrimônio encontram alma e
forma no amor conjugal e na instituição matrimonial. Isto não
significa, porém, que o amor e o matrimônio sejam a mesma coisa. O amor
conjugal é um elemento constitutivo do matrimônio, mas não é o único,
porque a realidade do matrimônio é a de uma instituição. O matrimônio,
portanto, é a instituição do amor conjugal. Amor conjugal e instituição
matrimonial implicam-se mutuamente. O matrimônio pressupõe o amo/; mas o
amor deve também ser fruto do matrimônio. Isto significa que o amor
conjugal é também uma tarefa que deve ser realizada na vida dos esposos.
A reflexão teológica nos mostra, então, que o amor conjugal está
orientado a uma certa plenitude, a uma determinada vivificação por obra
da graça que o eleva, o aperfeiçoa,  cura e o enriquece: a caridade
conjugal. O amor conjugal, que se exprime na recíproca doação, e a
orientação à procriação do matrimônio confluem na sexualidade
matrimonial, que deve ser uma genuína manifestação da doação recíproca
das pessoas casadas, reproduzindo em si a imagem da instituição
matrimonial e do amor conjuga que a protege.

(Dureza de coração.
Possibilidade futura?; Família e privatização; lndissolubilidade
matrimonial; Matrimônio com disparidade de culto; Matrimônio misto e
discriminação; Matrimônio, separação, divórcio e consciência; Relação
nupcial, relação ocasional; Uniões de fato).
 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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