Congo: padres denunciam “regime de terror”

Mensagem
publicada após a morte do sacerdote Christian Bakulene

 BUTEMBO,
domingo, 5 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – O clima de insegurança que se vive
no norte de Kivu (noroeste da República Democrática do Congo) levou o clero da
diocese de Butembo-Beni a descrever a situação como um genocídio em gestação.

Em uma
mensagem aprovada pelo bispo de Butembo-Beni, Dom Mélchisédech Sikuli Paluku, e
divulgada nesta semana, os sacerdotes denunciam vários casos recentes de
assassinatos, desaparecimentos e saques. Eles lançam um apelo para que se
garanta a segurança na região.

“No
momento da campanha pelo referendo para a adoção da Constituição, proclamou-se
que o ‘sim’ traria e marcaria o fim da guerra e o início de uma era de paz e
segurança para todos”, afirma o documento.

“Esse
mesmo objetivo não deixou de ser oficialmente destacado com motivo dos grandes
acontecimentos que marcaram a história recente de nosso país.”

“Apesar
dos slogans de segurança”, as populações dessa região do país
“continuam sofrendo um regime de terror cada vez maior: todos os dias se
registram atos de insegurança, violência, massacres, violações e
assassinatos”, denuncia.

“Junto
aos frequentes assaltos nas estradas, a insegurança encontra e persegue os
cidadãos em seus lares.”

“Os
ataques contra os agentes de pastoral, o clero e os civis pretendem semear o
medo e o pânico entre aqueles que são a voz dos sem voz, e deste modo silenciar
todo um povo.”

A violência
ocorre em momentos de repatriação para seus países de refugiados que estão
sobretudo na região desde 1994.

Para os
sacerdotes, “os incêndios sistemáticos de casas já conhecidos no
território de Lubero, o acirramento contra as populações de Lubero e Beni,
junto à forte aplicação de uma política de ‘terra queimada’ para criar espaço
para os demais” constituem um verdadeiro “genocídio em
gestação”.

O clero de
Butembo-Beni denuncia o “silêncio culpável” das autoridades do país e
a falta de intervenção da MONUSCO (Missão de Estabilização da ONU na RDC), que
“tem permanecido passiva”.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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