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  • Como tratar uma paixão proibida?

    Categoria: Artigos



    amorproibido1Recebo alguns e-mails de pessoas vivendo uma “paixão proibida”; isto é, se encantaram, apaixonaram, por uma pessoa com quem não podem um dia se casar. Há muito, os filósofos já diziam que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Como explicar para a razão que o coração de uma mulher casada se apaixonou pelo colega de trabalho ou vice-versa? Certamente há razões para isso, mas a razão fica perdida, ela não entende essa “lógica”.

    Uma moça escreveu- me dizendo que há anos é apaixonada por um padre. Ela sabe que não pode namorar com ele, e muito menos se casar com ele; é até catequista na igreja dele; mas a paixão persiste teimosa, fazendo doer a alma. Está “doente de amor”.

    Um rapaz me escreveu que ama a esposa, tem dois belos filhos, mas agora ficou apaixonado pela colega de trabalho, e agora? O que fazer? Ele me diz que a moça não sai da cabeça dele, mesmo quando está abraçado à esposa. É o amor proibido! O que fazer? Certamente muitos “chutam o pau da barraca” da razão e se jogam no abismo do coração… E o prejuízo é grande. Qual a saída? Não há outra. Incontinente, “cortar o mal pela raiz”; sem dó nem piedade dos gemidos do coração; se a paixão é proibida tem de ser cortada na raiz, por mais que doa na alma. A erva daninha não pode crescer porque senão mata a boa árvore.

    É claro que não é fácil “cortar” uma paixão proibida, pois é uma decisão da razão que o coração não acompanha; ele continua a gemer como o gato no telhado abandonado pela gata. Jesus deu o remédio: “vigiar e orar”, o espírito é forte, mas a carne é fraca. Então o jeito é “fugir”. Se a paixão é proibida, é veneno; e de veneno se foge. Muitos chegam à extremidade do abismo para depois tentar voltar; é um risco muito grande. É verdade que a melhor paisagem é aquela que a gente vê “no limite do abismo”; mas, um passo em falso… tudo destrói.

    Então, a solução é, mesmo em lágrimas, “fugir”; rezar, implorar a graça de Deus para “cortar na raiz o relacionamento”. Nada de conversas, cartas, e-mails proibidos e “afagos lights”… O que os olhos não veem, os ouvidos não ouvem, e as mãos não tocam, o coração não sente. De um amor proibido só temos uma saída, fugir, como se foge de qualquer perigo. Mesmo que se tenha de fazer cpa_problemas_casamentocomo o filósofo grego Ulisses, que precisou ser amarrado na barca para não se entregar aos braços tentadores e mortais da sereia encantada da Odisseia.

    Certamente você está dizendo: “mas isso é muito difícil!”. Sim, eu diria, é quase impossível sem a graça de Deus, sem a oração e a “fuga heroica”; mas é um belo presente que você dá a Deus; porque quanto mais difícil é para você fazer a vontade Dele, mais Ele se alegra; mais mérito você tem.

    Quanto mais for difícil dizer “NÃO!” a uma paixão proibida, mais se agrada a Deus e se livra do perigo. Mesmo que os espinhos das rosas firam sua alma, ofereça a Deus flores puras e perfumadas de um coração que lhe pertence.

    Prof. Felipe Aquino


    Prof. Felipe Aquino

    assessoria@cleofas.com.br

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.