Como será a grande provação da Igreja?

O Catecismo da Igreja afirma com todas as letras que antes do Cristo voltar – e que ninguém sabe quando será – a Igreja passará por uma terrível provação. Jesus chegou a dizer que nem Ele e nem os anjos sabem quando será a Sua volta.

Diz o Catecismo:

“Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes (Mt 24,12). A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra (Lc 21,12; Jo 15,19-20) desvendará o “mistério de iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne” (2Ts 2- 1-8; 1 Ts 5,2-3; 2Jo 7; 1Jo 2,18.22). (n. 675)

A provação final será do tipo que “abalará a fé de muitos crentes”. Jesus perguntou: “Mas quando vier o Filho do homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,8). E disse que: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniquidade, o amor de muitos esfriará. Aquele, porém, que perseverar até o fim será salvo. E este Evangelho do Reino será proclamado no mundo inteiro, como testemunho para todas as nações. E então será o Fim” (Mt 24,11-14).

O que abalará a fé de muitos crentes será uma “impostura religiosa” de falsos profetas, isto é, uma falsa religião, uma falsa doutrina, que trará uma “solução aparente dos seus problemas” e, sobretudo a “apostasia da verdade”. A grande mentira será a “glorificação do homem” no lugar de Cristo. Não há como negar que vemos tudo isso acontecer hoje, aumentando a cada dia.

Essa provação já começou há muito tempo, e se intensifica. Já o ateu Ludwig Fuerbach (†1872), filósofo alemão discípulo de Engels, já dizia que “o homem é a medida de todas as coisas”. Nietsche, discípulo de Fuerbach, filósofo ateu, que morreu num hospício, falava da “morte de Deus” e do evento do “super homem”. Esses filósofos ateus e materialista impregnaram o mundo, sobretudo universitário, desse messianismo em que “o homem se glorifica a si mesmo” no lugar de Cristo. Eles são lidos por muitos universitários hoje.

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Essa provação já começou há muito tempo, e se intensifica. Já o ateu Ludwig Fuerbach (†1872), filósofo alemão discípulo de Engels, já dizia que “o homem é a medida de todas as coisas”. Nietsche, discípulo de Fuerbach, filósofo ateu, que morreu num hospício, falava da “morte de Deus” e do evento do “super homem”. Esses filósofos ateus e materialista impregnaram o mundo, sobretudo universitário, desse messianismo em que “o homem se glorifica a si mesmo” no lugar de Cristo. Eles são lidos por muitos universitários hoje.

Quando São Paulo escreveu aos tessalonicenses falando da segunda vinda de Cristo, deixou claro que os que se perderem, será por causa da “apostasia da verdade”. Leia com atenção o que São Paulo disse:

“Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus.”

São Paulo alerta que “o homem da iniquidade” “usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, “por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar… Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2Ts 2, 9-11).

São Paulo insiste na questão da verdade. “Serão condenados todos os que não deram crédito à verdade”. Jesus ensinou que “a verdade vos libertará”. Ele disse a Pilatos que “veio ao mundo para dar testemunho da verdade”.

O demônio é “o pai da mentira” (Jo 8,44), e é especialista nesta arte de enganar os homens; mas Cristo o desmascara. O demônio usará de todas as seduções e mentiras para desviar os fiéis da “verdade que salva”, que Jesus trouxe ao mundo. Vemos o que diz o Catecismo: há um “levante contra tudo o que é divino e sagrado”.

A verdade que nos salva, que Jesus pregou, os Apóstolos registraram nos Evangelhos e a Igreja ensina pelo seu Sagrado Magistério que Jesus institui para não nos deixar errar o caminho da salvação. Ele confiou esta Verdade salvífica aos Apóstolos, e lhes garantiu na Santa Ceia que nunca se enganariam: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (João 16,13). “Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a Mim rejeita” (Lc 10,16). “Não temas pequeno rebanho, foi do agrado do Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32).

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O nosso Catecismo garante que “Cristo quis conferir à Sua Igreja uma participação em sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade” (n.889). “O ofício pastoral do Magistério está, assim, ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar esse serviço Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes” (n. 890); e diz que goza dessa infalibilidade o Papa quando proclama um dogma e o Colégio dos Bispos quando se manifesta em um Concílio Ecumênico (cf. n.891).

Então, para nos livrarmos dos enganos e seduções de Satanás, pela mentira, pelo erro de doutrina que se propaga cada vez mais, pelos falsos profetas, cada vez mais abundantes, um meio seguro para a nossa salvação é o Catecismo da Igreja, que nos explica as verdades da Sagrada Escritura. Quando o Papa São João Paulo II o aprovou, em 1992, disse: “Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva de texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica” (Const. Fidei Depositum).

É aqui, meus irmãos e irmãs, que temos a âncora da verdade que nos livrará de todas as seduções mentirosas do mal, hoje e na hora da volta gloriosa de Cristo Nosso Senhor.

Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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